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  • Quem foi Maria Padilha: A Verdadeira História de Maria Padilha

    Quem foi Maria Padilha: A Verdadeira História de Maria Padilha

    A verdadeira história de Maria Padilha conta que ela encarnou como Maria de Padilla, uma mulher sedutora e feiticeira, que conquistou o coração do rei D. Pedro I para sempre, morrendo eternizada como Rainha.

    Segundo pesquisas históricas, Maria Padilha teria nascido no ano de 1334, em Palencia, na Espanha, e foi uma mulher bonita que passou de amante a rainha e influenciou o rei Dom Pedro I de Castela (1334-1369) nas mais importantes decisões, além de determinar o modo como governaria e auxiliar na negociação de seu casamento com Branca de Bourbon, visando uma aliança com a França.

    Foi graças à Maria de Padilla, em 1353, que Dom Pedro I de Castela, o jovem rei de 19 anos, escolheu governar como um autocrata apoiado no povo, casando-se com Branca de Bourbon como forma de fortalecer os laços políticos, criando uma aliança entre Castela e França.

    Ela foi apresentada ao Rei por João Afonso de Alburquerque e se tornou dama de companhia da mãe de D. Pedro, Dona Maria I.

    Desde que Pedro e Maria se conheceram, eles se tornaram inseparáveis. Com o tempo, Maria de Padilla tornou-se amante do rei e passou a influenciá-lo nas mais importantes decisões do castelo.

    Diz-se que, junto de uma árvore, Maria Padilha teria deixado um feitiço de amor feito com um espelho, através do qual o Rei se olhou e, enfeitiçado, se rendeu à paixão da jovem moça.

    Sedutora, cheia de encantos e feiticeira, Maria de Padilla não perdeu a grande oportunidade de viver esse amor e tornar-se uma importante Rainha.

    Também conhecida como Maria de Padilla, a amante do rei de Castela teve com ele quatro filhos. Ela morava no Alcázar de Sevilha com seus filhos e, embora Pedro tivesse se casado duas vezes por conveniência e tivesse filhos com várias outras mulheres, Maria era seu verdadeiro amor.

    Dona Maria Padilla e Dom Pedro I de Castela se casaram secretamente e o casamento foi o fato que mais marcou a história da Maria Padilha.

    O que mostra que o caso da pomba gira Maria Padilha foi realmente um caso de amor. D. Pedro I abandonou sua esposa Dona Blanca para viver sua história com Maria Padilha, sendo perseguido por opositores em seu Reinado.

    Depois de mandar sua esposa para a prisão – alguns dizem que por um feitiço armado por Maria Padilha – o Rei assume seu casamento até então clandestino com Maria de Padilla.

    Em 1361, a peste bubônica assolou o reino e, para desespero de Dom Pedro I de Castela, fez de Maria de Padilla uma de suas vítimas, morrendo com apenas 24 anos.

    Pertencente a uma família castelhana, os Padilla, o nome de Maria Padilha foi eternizado em brasão posteriormente a sua morte.

    Dizem que o rei nunca se conformou com essa morte prematura tendo, um ano depois, declarado diante de todos os nobres da corte de Sevilha que sua única e verdadeira esposa era Maria de Padilla.

    Foi assim que Maria Padilha sagrou-se como a única esposa de Dom Pedro I de Castela, tornando-se a legítima rainha e exercendo seu poder e influência mesmo depois de morta.

    Maria Padilha está enterrada na Capela dos Reis, cuja visitação é proibida. Hoje, através da história de Maria Padilha, é possível perceber que ela não era uma mulher qualquer.

    Os pontos cantados de Maria Padilha lembram sua história e, atualmente, Maria Padilha, talvez a mais popular pombagira, é considerada o espírito de uma mulher muito bonita, branca, sedutora, e que em vida teria sido prostituta grã-fina ou influente cortesã.

    Muitas obras foram lançadas contando a sua história, pois Maria Padilha acabou se tornando a musa de autores, desde a protagonista de óperas a ser uma semideusa a invocar nos feitiços do amor, sendo um símbolo de beleza e até luxúria, alcançando a sua fama e adoração tão longe de Sevilha quanto Brasil.

    Um exemplo é a obra de Marlyse Meyer, que publicou em 1993 o livro Maria Padilha e Toda sua Quadrilha, contando a história da amante do rei de Castela.

    Seguindo uma pista da historiadora Laura Mello e Souza (1986), Meyer vasculha o Romancero General de romances castellanos anteriores ao siglo XVIII, depois documentos da Inquisição, construindo a trajetória de aventuras e feitiçaria de uma tal Dona Maria Padilha e toda a sua quadrilha, de Montalvan a Beja, de Beja a Angola, de Angola a Recife e de Recife para os terreiros de São Paulo e de todo o Brasil.

    É notável que uma figura histórica como Maria Padilha se torne uma figura tão popular entre o público em geral, mas, de fato, não se sabe se Maria Padilha é o espírito da amante do rei de Castela que se manifesta nos terreiros de umbanda e candomblé.

    A única certeza que se tem na história da Maria Padilha é que ela é considerada a feiticeira das pomba-giras.

    No começo, Maria Padilha era apenas um nome nas fórmulas mágicas das feiticeiras da Europa. Maria Padilha já foi conjurada, por mulheres de toda a Península Ibérica, para interceder em demandas de amor e sedução.

    Foi no imaginário e nos conjuros destas mulheres degredadas que Maria Padilha aportou no Brasil. Maria Padilha veio com as bruxas e os adivinhos condenados ao degredo pela Inquisição.

    Assim como já era em Portugal, a poderosa Maria Padilha logo se tornou um dos nomes mais chamados nas rezas e feitiçarias brasileiras.

    E, se a memória de Maria Padilha está apagada ou reduzida a amante assassina na própria cidade onde viveu, no Brasil sua memória está bem viva.

    Agora, Maria Padilha é a pomba-gira mais procurada nos terreiros. E a força da falange de Maria Padilha é inegável.

    Maria Padilha se estabeleceu como entidade da Linha de Esquerda. Apegada à matéria e ao seu grande amor, Maria Padilha é chefe de falange na linha de Exu, atuando como Exu-Mulher lado a lado de Exus homens.

    Então, dependendo da linhagem e de outras características, Maria Padilha escolhe seu parceiro para realizar determinados trabalhos juntos.

    Poderosa em seus feitiços de amor, dentro de terreiros, Maria Padilha comanda os feitiços e consola aqueles que perderam um grande amor, age nas causas relacionadas ao amor, relacionamento e sexo.

    Maria Padilha também é conhecida por dama da madrugada, rainha da encruzilhada e senhora da magia, pertencente ao sincretismo das religiões afro-brasileiros umbanda e quimbanda.

    A fama de Maria Padilha sobre o resto das pombas giras cresceu tanto que se tornou uma denominação coletiva, dando origem a “várias Marias Padilha”: da figueira, da estrada, do porto, da praia, e um longo etc.

    Entre as diversas sub-falanges estão:

    • Maria Padilha do Cruzeiro das Almas – Linha de Omolu-Obaluaê/Iansã
    • Maria Padilha da Encruzilhada – Linha de Ogum
    • Maria Padilha do Cemitério – Linha de Omolu-Obaluaê
    • Maria Padilha da Calunga – Linha de Oxum/Iemanjá
    • Maria Padilha das Sete Catacumbas / Sete Tumbas – Linha de Omolu-Obaluaê
    • Maria Padilha da Navalha – Linha de Oxum
    • Maria Padilha das Sete Saias – Linha de Oxum

    Maria Padilha passou assim de esposa-amante do rei à “padroeira” das feiticeiras, um espírito poderoso, mau e infernal, suscitando paixão e devoção.

    A maior representante das pombas giras, Maria Padilha, é vista como uma senhora de uma feminilidade demoníaca, vulgar e sexualmente indomável.

    Maria Padilha está presente nos autos inquisitoriais como amante carnal do diabo. Assim, a chegada de Maria Padilha também inaugura em terras brasileiras a noção que demoniza a mulher ousada, livre e transgressora.

    Maria Padilha é chefe de terreiro e sua figura articula uma dualidade que forja em nós tanto a celebração da liberdade erótica como também o seu estereótipo.

    O que anuncia a manifestação, o que abre a porta para a chegada de Maria Padilha, é a boca: uma sonora gargalhada.

    Maria Padilha vem fazer justiça. Maria Padilha abriu a porteira para uma falange de Moças (outro nome que Elas gostam): Rosa Vermelha, Rosa Caveira, Maria Navalha, Sete Saias, Maria Molambo, Maria Quitéria… e muitas mais.

    Ela é Maria Padilha, rainha da magia. Maria Padilha, rainha de todas as giras. Maria Padilha, rainha castelhana que com o tempo se transformou na mais venerada “deusa” do amor no Brasil.

    A História de Maria Padilha Contada por Kélida Marques

    Kélida Marques é psicanalista e espiritualista. Ela é dona de um dos principais canais de espiritualidade do YouTube, com mais de 1 milhão de inscritos.

    Kélida Marques participou do podcast Inteligência LTDA e lá contou a história da pomba gira Maria Padilha.

    Confira no vídeo abaixo.

    Livro Recomendado:

  • Maria Padilha do Cemitério: História, Ponto Cantado e Roupa

    Maria Padilha do Cemitério: História, Ponto Cantado e Roupa

    Maria Padilha do Cemitério é uma entidade feminina representada por uma mulher branca vestida de preto e dourado, com semblante tranquilo e carregando um crucifixo ou caixão.

    Suas imagens também podem conter lápides e jóias e suas roupas também podem ser vermelhas e pretas.

    História de Maria Padilha do Cemitério

    Confira, á seguir, a história de Maria Padilha do Cemitério, contada por ela mesma.

    Nasci em uma cidade pequena, em uma família católica, mas o meu destino estava traçado desde o meu nascimento.

    Para minha família, eu era uma estranha, pois, desde muito cedo, eu via e

    conversava com os mortos. Minha família me julgava e me escondia dentro de casa para que ninguém descobrisse a verdade.

    Os espíritos eram a minha única companhia, e fui crescendo naquela prisão e descobrindo outros dons…

    Um certo dia, um espírito me chamou do lado de fora e, mesmo com medo, eu fui.

    Ele me levou ao cemitério que ficava próximo da minha casa, um cemitério muito antigo, onde minha bisavó estava enterrada, ela era feiticeira.

    Me sentei no túmulo dela e comecei a chorar, não sabia porque minha família me maltratava tanto.

    Logo ela apareceu e se sentou ao meu lado, me disse que eu era herdeira de todos os seus dons e me deu vários conselhos.

    Daquele dia em diante, sempre que eu podia, eu fugia daquela casa e ia para o cemitério.

    Os espíritos de lá e minha vó me fizeram guardiã dos seus segredos, aprendi feitiços, simpatias, bruxarias e magias.

    Eu tinha sede de saber, aprendia tudo o que podia e até o que não podia.

    Desenterrei do túmulo de minha vó um livro muito antigo com magias poderosas e levei para casa.

    Minha família, ao reconhecer o livro, me indagou porque estava fazendo aquilo, me humilharam, disseram que eu era um demônio e me jogaram na rua.

    Em uma casa abandonada, próxima ao cemitério, eu fiz a minha moradia.

    Os espíritos me auxiliavam em tudo e, por um tempo, fui feliz naquele casarão abandonado!

    Durante as madrugadas, eu me dirigia até o cemitério para praticar as magias das quais eu já dominava.

    Até que, um dia, minha vó apareceu e disse que meu tempo estava terminando.

    Eu pude ver, na minha frente, como seria a minha partida.

    O tempo foi passando e eu sabia que estava próximo, até que um dia, um padre novo que havia chegado na cidade bateu na porta do casarão.

    Eu já sabia que ele iria para a cidade para me matar, pois ninguém daquele lugar teria coragem.

    Abri a porta e ele ficou paralisado com a minha beleza.

    Em seus pensamentos, passaram cenas impuras e eu logo cortei aquele delírio dele perguntando como um padre poderia ter pensamentos tão impuros com uma jovem como eu.

    Os olhos do padre fervilharam de ódio, ele começou a gritar que eu era uma bruxa maldita.

    Eu ria da situação, pois enquanto me amarravam, todos tinham pensamentos impuros.

    E eu lia todos… Antes de chegar à praça, eu perguntei ao padre se podia lhe fazer um pedido e ele prontamente me atendeu, pois no fundo ele estava encantado.

    Eu pedi pra não ser queimada. Chegamos na praça e as pessoas já paravam pra olhar.

    A minha sina se cumpria e eu não estava nem um pouco preocupada, pois sabia que a morte não era o fim.

    Fui degolada em praça pública, de longe estavam as pessoas olhando aquela cena e dizendo: “Tão jovem, tão linda, que triste fim!“, enquanto outros jogavam pedras e falavam palavrões.

    Em pouco tempo, o céu escureceu e a chuva caiu, então o padre atendeu meu último pedido: que os pedaços do meu corpo fossem enterrados no cemitério, ao lado de minha amada vó.

    E assim se cumpriu a minha sina e eu voltei para o meu lugar.

    Sou Maria Padilha do Cemitério, caso precise, é só me chamar.

    Á seguir, você pode assistir a narração de @davihmoreira, do canal Sereio, para a história de Maria Padilha das Almas:

    Ponto Cantado de Maria Padilha do Cemitério

    Maria Padilha do Cemitério tem um ponto cantado de Umbanda curtinho, mas que traz um mistério sobre ela.

    Confira a letra à seguir:

    A sua catacumba tem mistério
    Mas ela é a Maria Padilha do Cemitério
    Se ela é loira de olhos azuis
    Maria Padilha
    Filha do seu Omolú

    Roupa de Maria Padilha do Cemitério

    A roupa de Maria Padilha do Cemitério é, na maioria das vezes, preta e composta por vestido ou blusa e saia, possuindo detalhes dourados e rosas vermelhas.

    Também é possível encontrar roupas de Maria Padilha do Cemitério nas cores preta e vermelha, acompanhada de chapéu nas mesmas cores.

  • Maria Padilha da Calunga: Quem é, Características, Gostos, Oferendas, Seus Protegidos e Médiuns, sua História e Pontos Cantados

    Maria Padilha da Calunga é uma entidade representada pela imagem de uma mulher bonita, vaidosa, feminina e que chama a atenção.

    Sua representação, muitas vezes, é na imagem de uma mulher branca, de cabelos escuros, que porta joias e veste saias vermelhas, deixando o busto à mostra.

    Ás vezes, é acompanhada de um crânio e está sempre com as mãos na cintura. Seus trabalhos giram muito em torno da sexualidade e é procurada também para problemas de saúde, abertura de caminhos e vícios.

    É considerada uma pomba-gira maravilhosa da Umbanda, admirada por muitos devotos. Seus trabalhos são sempre garantidos.

    Se ela aceita uma solicitação nossa ou promete algo, podemos estar certos que nossas solicitações serão alcançadas imediatamente e suas promessas cumpridas.

    As Características e Gostos de Maria Padilha da Calunga

    Tem uma voz suave, sua dança é muito delicada e é muito feminina. Ao contrário de Maria Padilha das Almas, critica severamente qualidades masculinas nas mulheres.

    Adora festas e danças. Quando incorporada em um médium, apresenta-se sempre sensual e fina. Está sempre acompanhada por Exu da Calunga para dar mais força ao trabalho.

    Suas roupas são nas cores preta e vermelha, preta e branca ou toda preta. Suas flores preferidas são rosas e gosta de bebidas finas e perfumes doces.

    Aliás, a maioria das Padilhas são entidades finas, que gostam de boas bebidas e bons cigarros; portam-se como damas, não como mulheres da vida, são diretas e educadas nas consultas, e assim é Maria Padilha da Calunga, uma entidade muito poderosa e muito prestigiada por mulheres e homens que perderam seus amores por algum motivo.

    As Oferendas à Maria Padilha da Calunga

    Trabalha sobre a irradiação de Omolú. Sua casa está na Calunga Grande, bem como indica o seu nome, assim é bom fazer as suas oferendas no Cruzeiro da Calunga ou no mar.

    Também as aceita em encruzilhadas em formato de “T” ou de “X”, de preferência próxima à um cemitério – dependerá do trabalho a ser realizado e de acordo com a vontade desta lebara.

    Suas oferendas são inúmeras, sempre acompanhadas de champanhe de boa qualidade, bons vinhos, martini, campari, bebidas fortes como o gim, Bourbon e, em isolados casos, a pinga.

    À ela são oferecidos cigarrilhas e cigarros de boa qualidade, rosas vermelhas (nunca em botões), sempre em número ímpar, cravos, palmas vermelhas, mel, licor de anis (uma de suas bebidas favoritas), espelhos, enfeites, joias, batons, perfumes, enfim todo aparato que toda mulher gosta e preza.

    Os sacrifícios a serem oferecidos (nas religiões que os fazem) são galinha vermelha, cabra preta, pata preta e pomba preta.

    Trabalha em diferentes áreas, mas suas especialidades são os negócios e o amor. Também é capaz de auxiliar na saúde, afastar indesejáveis e desmanchar feitiços.

    Seus símbolos são o pássaro, o tridente, a lua, o sol, a chave e o coração. Suas velas podem ser pretas e vermelhas, todas vermelhas e, em certos casos, pretas e brancas ou, ainda, todas brancas – dependerá do tipo de trabalho; a entidade dirá qual cor deverá ser utilizada.

    Os Protegidos e Médiuns de Maria Padilha da Calunga

    Quem é protegido por esta pomba gira maravilhosa sempre tem muitos pretendentes e boa sorte nos negócios.

    As mulheres que trabalham com esta entidade têm uma personalidade muito forte e são, geralmente, extremamente sensuais e atraentes; amam como ninguém, mas se forem traídas, facilmente odeiam seus parceiros amorosos.

    Quem foi Maria Padilha da Calunga?

    Maria Padilha da Calunga foi uma moça que, durante algum tempo, viveu no mundo terreno, passou por inúmeros sofrimentos, perdeu os pais muito cedo e foi criada na rua.

    Foi mulher da vida, viciada no álcool, praticou inúmeros abortos e suicidou-se. Esta entidade, quando chegou no mundo espiritual, pertencia ao limbo, onde sofreu ainda mais com as dores de suas faltas aqui na Terra.

    Através do Exu da Calunga, que ela conheceu em um momento de desespero, tornou-se sua assistente direta e conheceu a Umbanda, onde foi Coroada como a Mulher da Calunga, onde hoje é conhecida como Maria Padilha da Calunga, uma entidade de fé e conhecedora dos mistérios das sombras.

    Ponto Cantado de Maria Padilha da Calunga

    O ponto cantado de Maria Padilha da Calunga remete à uma moça bonita que carrega uma rosa e não tem medo de dizer quem é e o que faz.

    Nos revela que seu orixá regente é Omulú e que se precisar dela, é só chamar. Confira a letra do ponto cantado logo abaixo:

    “Eu estava caminhando perto da calunga
    Quando de longe eu avistei uma moça tão bonita
    Que de longe me acenava com uma linda rosa
    Quando perguntei seu nome?
    Olhem só o que ela me disse:
    Não se preocupe moço, pois meu nome eu vou dizer:
    Eu trabalho na calunga, sou mulher de sete exus,
    Se você ainda não sabe, eu pertenço a Omulú
    Quando precisares de mim, me chame em todo lugar
    MARIA PADILHA DA CALUNGA aqui em qualquer lugar
    Se você quiser me conhecer, eu estou a sua espera.”

    Ponto Cantado de Maria Padilha da Calunga

    Curiosidade: Maria Padilha da Calunga é da linha de Oxum/Iemanjá.

    Livro Recomendado:

  • Maria Padilha da Estrada: Oração, História, Quem é ela e o quê ela Gosta

    Maria Padilha da Estrada: Oração, História, Quem é ela e o quê ela Gosta

    Maria Padilha da Estrada é uma entidade feminina representada em imagens e esculturas por uma mulher morena ou branca de vestido, ás vezes longo, ás vezes curto, nas cores preto, vermelho, amarelo e dourado, portando também jóias e rosas e, na maioria das vezes, com a mão na cintura.

    Em algumas imagens e esculturas é representada com os seios de fora e usando saia, mas sempre com a mesma postura, a mesma classe.

    Maria Padilha da Estrada é uma entidade da Umbanda. Cheia de contos e de amor, ela tem seu próprio ponto.

    Oração à Maria Padilha da Estrada para Trazer a Pessoa Amada de Volta

    Maria Padilha da Estrada é uma poderosa pomba gira da falange de Oxum que, apenas em troca de divulgar o nome dela, pode fazer com que a pessoa que você deseja lhe procure e tenha um amor incontrolável por você.

    Se você o(a) está desprezando, mas quer que ele(a) volte para você, e tem fé que será atendido(a), recorra à Maria Padilha da Estrada através dessa oração:

    Minha poderosa, linda e jovem Maria Padilha da Estrada, gira tua saia poderosa e traga (nome da pessoa amada) para mim.

    Vá, minha poderosa pomba gira, vá agora ao encontro de (nome da pessoa amada) e sopre meu nome, (seu nome), em seu ouvido.

    Vá, minha pomba gira da falange de Oxum, rainha do ouro, da beleza e da sedução, e traz (nome da pessoa amada) pra mim.

    Prometo divulgar diariamente seu nome e seus poderes.

    Faça com que, nesse exato momento, ele(a) pense em mim e não tenha sossego enquanto não me telefonar, enquanto não olhar nos meus olhos, enquanto não sentir novamente o gosto de minha boca e do meu beijo.

    (Nome da pessoa amada) não terá paz e não conseguirá se concentrar no trabalho enquanto não me procurar.

    Traga, Maria Padilha da Estrada, esse(a) homem(mulher) pra mim, me dê essa alegria!

    Faça com que (nome da pessoa amada) tenha agora um amor incontrolável por mim, que me deseje, que não sossegue enquanto não me ver.

    Que ele(a) sinta meu desprezo por ele(a) e venha atrás de mim.

    Faça, Maria Padilha da Estrada, que eu tenha forças para não procurá-lo(a) até que ele(a) me procure, e que ele(a) fique encucado(a) com minha demora em procurá-lo(a).

    Traga, pomba gira, (nome da pessoa amada) para mim, espalhe exu, espalhe pomba gira, gira tua saia e vai de encontro ao(à) meu(minha) homem(mulher), e traga ele(a) pra mim!

    Que assim seja feito, assim está sendo feito!

    Sei que serei atendida(o) hoje e divulgarei teu nome como oferenda à esse pedido.

    Espalhe axé, espalhe Maria Padilha da Estrada, poderosa e formosa.

    Gratidão à Maria Padilha da Estrada!

    História de Maria Padilha da Estrada

    A busca pelo amor verdadeiro e a prosperidade foram coisas que mais permearam a vida de Maria Padilha da Estrada, mas também o abuso psicológico e a sede de vingança.

    Por muito tempo, ela se manteve na surdina para acabar com duas vidas ao mesmo tempo.

    Foi cínica, mentiu, mas como a corda sempre arrebenta no lado mais fraco, foi ela quem acabou morta.

    Á seguir, você pode conferir a história de Maria Padilha da Estrada, contada por ela mesma.

    Sempre estive à procura de um amor verdadeiro, que preenchesse realmente o vazio no meu coração, pois com a morte de minha mãe, a vida já não fazia mais sentido.

    Vivia em um palácio muito próspero, andava sempre bem vestida e com milhares de joias.

    Passei boa parte de minha vida ao lado de um amor infiel, que ficava comigo só pra me usar e se satisfazer.

    O filho do rei, que iria ser o possível sucessor, fazia de tudo para me tirar do sério e ser mandada pra longe dali, mas sempre agia com cautela e serenidade.

    Olhava cada passo do rei e do príncipe, cada suspiro e cada palavra.

    Eu preparava duas sepulturas. Aquela vida me desgastava por dentro e tudo o que eu queria era acabar com a vida dos dois.

    Durante muito tempo, envenenava a comida dos dois e, de pouquinho em pouquinho, via os dois definharem.

    Em uma dessas, fui pega pelo príncipe na copa do palácio e ele, sem pensar duas vezes, foi falar com o pai.

    Eu, o mais rápido possível, peguei a lâmina sobre a mesa e cravei no seu peito sem dó nem piedade. Matei!

    Matei o príncipe. Na mesma hora gritei.

    Gritei tão alto que todos escutaram e foram ver.

    Estava eu, de joelhos no chão, com o pescoço cortado para disfarçar a tragédia que cometi.

    O rei se lamentou, perguntou o que tinha acontecido e eu fiz a cena completa, disse que um ladrão entrou no palácio com uma lâmina, cortou meu pescoço e matou o príncipe.

    O rei acreditou, enterrou seu próprio filho mesmo nunca encontrando o ladrão.

    A verdade sempre aparece e em uma dessas ela apareceu.

    Descobriram quem tinha tirado a vida do príncipe.

    Eu estava dormindo e me acordaram aos sustos.

    Era meu fim, me levaram pra bem longe, era um lugar sujo e fedorento.

    Me acorrentaram, me prenderam feito cachorro.

    Sem água. Sem comida. Sem vida. Sem nada.

    Minha fé se mantinha a cada minuto naquela lama, mas a sede e a fome me consumiam.

    Eu não matei por matar. Matei porquê o amava.

    Matei porquê ele me traia. Matei porquê ele era a única pessoa que sentia algo.

    Eu matei. Matei o sucessor. Matei o meu amor.

    Fui acorrentada, abusada, ofendida e morta.

    Pra quem não me conhece, permite me apresentar:

    Me chamo Maria Padilha da Estrada.

    Aqui e em qualquer outro lugar.

    E, no vídeo abaixo, você pode conferir a mesma história contada acima narrada por @davihmoreira do canal Sereio.

    Quem é Maria Padilha da Estrada?

    Maria Padilha da Estrada é uma pomba gira que trabalha na estrada. Ela é brincalhona e suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas.

    Porém, é bom lembrar que, como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e, sendo assim, estas brincadeiras devem partir SEMPRE do guia, e nunca do consulente.

    Maria Padilha da Estrada é a guia que mais dá consultas em uma gira de exu, se movimenta muito e também fala bastante, chegando a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo.

    Suas oferendas nunca devem ser feitas nas encruzilhadas, apenas nas estradas. Seus símbolos são o tridente, o pássaro, a Lua, o Sol, a chave e o coração.

    As cores de suas velas serão de acordo com o trabalho a ser realizado, podendo ser pretas e vermelhas, todas vermelhas e, em certos casos, pretas e brancas ou, ainda, todas brancas.

    Algumas (pois se trata de uma falange de vários espíritos) se apresentam como ciganas, outras gostam de usar um chapéu igual ao que os malandros usam.

    Moça bonita e formosa que, quando “chega” no terreiro, gosta de beber, fumar e, principalmente, conversar com quem a agrada.

    Odeia injustiça. Domina os caminhos, as estradas por quais todos passam. Mulher de respeito, forte e determinada.

    Adora trabalhar para o amor. Em alguns sites, há a informação que, não sabe-se se é regra, esta senhora trabalha junto da lebara Padilhinha do Inferno.

    Quando estão em terra, bebem, conversam e resolvem os problemas juntas.

    Mesmo depois de terem desencarnado, mantiveram a amizade.

    O que Maria Padilha da Estrada Gosta?

    Maria Padilha da Estrada gosta de champanhe, licor de anis, martini e mel.

    Contudo, por trabalhar muito próxima da malandragem, pode preferir cerveja ou cachaça.

    Para os seus ebós (no candomblé), ela gosta de pata preta, pomba preta e cabra preta, levando fubá de milho e azeite de dendê.

    Como toda pomba gira, Maria Padilha da Estrada gosta de beber, de fumar (cigarros e cigarrilhas), de se vestir bem e, principalmente, conversar com quem a agrada.

    Está sempre com a mão na cintura, por vezes segurando a barra da saia ou jogando-a por cima da perna.

    Suas cores predominantes são o vermelho e o preto, apesar de gostar de se vestir de vermelho e dourado.

    É representada com saias rodadas, blusas rendadas, colares, flores e muitos enfeites.

    De acordo com a crença, as suas oferendas preferidas são o champanhe, o vinho, a pinga, o espelho, as joias e bijuterias e batons.

    Ela também gosta de perfumes e cosméticos, além de rosas vermelhas (nunca botões) em número ímpar, cravos e palmas vermelhas.

    Algumas pombas giras que vem como Maria Padilha da Estrada se apresentam como ciganas, outras gostam de usar um chapéu igual ao que os malandros usam.

    Maria Padilha da Estrada gosta, acima de tudo, de trabalhar para o amor verdadeiro, e costuma dar muito brilho para quem a ela se dirigir.

    Ajuda bastante para desenrolar negócios e gosta de limpar caminhos, além de ajudar bastante em descarregos.

    E pra quem não sabe, ela também gosta de ler a mão.