Etiqueta: História

  • Maria Padilha da Figueira: Quem é, História, Características, Pontos Cantados e Oferendas

    Maria Padilha da Figueira: Quem é, História, Características, Pontos Cantados e Oferendas

    Maria Padilha da Figueira é uma Pomba Gira da Figueira e é uma das mais famosas e antigas entidades da linha do Povo de Rua, Linha de Santo Antônio ou Linha de Exu.

    Ela é uma das principais pombas giras que são sacerdotisas, feiticeiras e curandeiras. Não são consideradas guardiães de falanges, mas são presença constante em terreiros, mesmo sem incorporação.

    São o triunfo da luz sobre as trevas. São guardiães queridas e compreensivas, recebem oferendas em baixo de árvores, se possível figueiras, de preferência nas sextas-feiras, dia tradicionalmente consagrado às Deusas e aos feitiços amorosos.

    Essas oferendas incluem o figo, vinhos, maçãs, pêras, pêssegos, tamarindos, romãs, incenso, velas de diversas cores, dependendo do pedido ou trabalho realizado, rosas vermelhas, orquídeas, lírios, jasmim, ervas e especiarias, mel e perfumes.

    Suas oferendas não incluem o padê de pomba gira. Não recebem oferendas em encruzilhadas. Podem usar as cores verde, dourada, vermelha, negra, branca e roxa.

    Nas giras, trabalha de forma leve e receptiva, porém didática e exigente com médiuns e aqueles que buscam sua ajuda.

    Costumam trabalhar com pó de magia, óleos, filtros e poções. Ervas, sal terra, água e outros elementos. Seus pedidos atendem amor, saúde e prosperidade.

    Por que Figueira?

    A nomenclatura FIGUEIRA veio pela convicção das mulheres em seus conceitos religiosos envolvendo curandeirismo e magística, que culminava em ser queimadas vivas, e a base desta fogueira eram galhos de figueira.

    Isso devido à parábola bíblica em que Jesus condena a figueira que não deu frutos, tornando esta árvore literalmente amaldiçoada, e destinada ao enforcamento e queima dos hereges.

    Há também a antiga lenda de que Figueira não dá frutos, ou que Figueira, palavra usada como ofensa para mulheres que não têm filhos, seria um título para estas mulheres que na última encarnação não puderam ter filhos.

    História e Características de Maria Padilha da Figueira

    A pomba gira Maria Padilha da Figueira é uma guardiã na umbanda e outras religiões afro brasileiras. Maria Padilha da Figueira é bonita e tem uma história única.

    Ela é associada à parábola bíblica em que Jesus condena a figueira que não deu frutos, porém é muito saudada como uma pomba gira rainha.

    Dizem ser mulher de Tiriri. Muito séria, não gosta de muitas falas. Gosta mesmo é de chegar, sentir o ambiente, dar o recado e ir embora.

    Com o humor alternado, tanto pode estar bem, como pode se irritar, e é certeira nas coisas que fala e promete.

    É muito franca no que fala e faz. Gosta de champagne, anis e melado, preferindo as bebidas mais fortes e doces (não podemos esquecer que exu bebe qualquer coisa).

    Não dá muita importância às jóias, mas gosta de usar brincos e, principalmente, anéis, se assim ela pedir. Fuma cigarros e gosta de rosas e incensos de rosas vermelhas.

    Suas cores são o preto, o vermelho e roxo, sendo que o preto predomina. Não liga muito para as vestes, mas não dispensa uma saia, pois ela gosta de segurar sua saia e movimenta-la.

    Em uma de suas passagens, foi uma bruxa muito forte nos tempos da Inquisição. Não é de muitos amigos, porém é muito fiel e, se você pedir com fé, ela atende.

    Não é de se mostrar muito em jogos de búzios. Aparentemente, é uma mulher de meia-idade, tem cabelos negros e compridos, e adora dançar o tempo todo.

    Conversa pouco, porém ajuda a muitos e sempre tem uma palavra amiga para todos os que a procuram. Não é muito de amarrações ou união, gosta mesmo é de resolver o problema, chegando até ser mais hostil em determinadas atitudes.

    Se trata de uma mulher educada, fala baixo e gosta de explicar as coisas como são. É muito carinhosa com as pessoas mais próximas a ela.

    Abaixo, você pode conferir uma de suas histórias:

    As lágrimas desceram lentamente pelo rosto de Giulia no momento em que fechou a porta e olhou para a cama velha com lençóis amarelados.

    Ali, naquela pocilga, passaria a viver de agora em diante. Antigas lembranças passaram diante de seus olhos.

    Resquícios de um tempo em que imaginara ser feliz. O casamento com Aprígio parecia ter sido há tanto tempo, e na realidade apenas cinco anos se passaram.

    O amor enorme que crescia a cada dia nos tempos de noivado foi aos poucos se transformando em um apagado sentimento sem definição.

    Amizade? Não, nem isso, apenas desamor, acompanhado de uma cruel sensação de mágoa. Dias e noites passados em solidão conseguiram destruir o castelo de sonhos.

    Quando conheceu Hugo, amigo de seu marido, o mundo pareceu criar novas cores. Ele sim lhe dava atenção e carinho.

    Um mês inteiro de amor sem medida, paixão tórrida que arrebatava seu corpo e mente em total loucura descuidada.

    Aprígio um dia voltara, sem aviso, e os pegara em sua cama. Alucinado pelo ódio, desferiu três tiros sobre o amigo, matando-o instantaneamente.

    Ela, nua, correu. A lembrança das janelas se abrindo com pessoas apontando sua nudez entre comentários maldosos ainda envergonha.

    Alguém (quem seria?), jogou um velho vestido sobre ela que pode enfim cobrir-se, mesmo enquanto corria.

    Conseguira alguns trocados com uma prima que, no entanto, não a queria por perto e foi com esse dinheiro que alugou esse quarto miserável em que agora se encontra.

    Não há um amigo, um parente ou mesmo conhecido que a aceite e lhe estenda a mão. Sua vida acabou por completo.

    Na pequena cidade não há quem não a aponte com maldade (um pouco de nojo também). Ninguém entende o que se passou e ninguém quer escutá-la.

    Mas se nem ela mesma consegue entender e se perdoar, como esperar isso dos outros? Perdida em meio a esses pensamentos, relanceia o olhar pelo aposento e nota, a um canto, um lençol rasgado.

    É isso! Pega o pano e percebe que o rasgo, se aumentado, será uma grande tira. Lentamente passa a rasgar e amarrar as tiras.

    A janela é alta e nela prende a ponta do tecido, a outra ponta é enrolada no pescoço. Arrasta o pequeno criado-mudo e sobe.

    Com um pequeno pontapé no móvel, lança-se à morte. Seu espírito totalmente atordoado perambulou por negros caminhos de escuridão profunda.

    Anos se passaram até que Giulia conseguisse perceber os erros que cometera. Hoje, passadas algumas décadas, ela atende em nossos terreiros com o nome de Pomba-Gira Figueira.

    Tornou-se mais uma trabalhadora dessa grande falange que, apesar de ser pouco conhecida, sempre é lembrada em nossas trunqueiras.

    Quem são as Pombas Giras da Figueira?

    As Pombas Giras que atuam como Pombas Giras da Figueira, como Maria Padilha da Figueira, são espíritos femininos que viveram encarnações como sacerdotisas ou seguidoras dos antigos cultos pagãos em que se cultuava a Deusa ou a Grande Mãe.

    Naturalmente, muitos desses espíritos se converteram à nova fé professada e institucionalizada como única e verdadeira em que a figura Divina fora substituída pela figura masculina.

    Entretanto, muitas vezes, isso aconteceu por causa do derrame de sangue nas mais terríveis torturas. E as mulheres, convictas em suas crenças, eram fortes o suficiente para bancarem o custo da sua fé, pois eram mandadas à fogueira, estas com madeira da árvore Mãe dos figos, a Figueira, devido à parábola bíblica em que Jesus condena a figueira que não deu frutos.

    Numa interpretação simplista, o povo ligou a algo amaldiçoado por si só. Os espíritos que trabalham como pomba gira atuando na vibração da figueira, como Maria Padilha da Figueira, têm em comum as experiências como as sacerdotisas, feiticeiras e curandeiras.

    Sempre os conflitos religiosos estavam presentes e os usavam para ajudar aqueles que as procuravam. Elas são mestres nas artes magísticas e têm ocupado papel crescente através de ritos, práticas e ensinamentos.

    Seus pedidos atendem amor, saúde e prosperidade em todos os sentidos da vida.

    Pontos Cantados de Maria Padilha da Figueira

    “Foi numa estrada velha, na subida de um serra, numa noite de luar, de luar, Pomba Gira da Figueira, moça bela e faceira dá o seu gargalhar, porque ela é mojubá, ela é mojubá, ela é mojubá…”

    Não só Maria Padilha da Figueira como todas as pombas giras da figueira possuem muitos pontos cantados.

    Á seguir, você poderá escutar os mais bonitos.

    Ponto Cantado 01:

    Este ponto cantado de Maria Padilha da Figueira, chamado A Figueira Apareceu, é cantado pelo Ogan Tião Casemiro e foi postado pelo Ogan Leandro.

    Letra do Ponto Cantado:

    Tremeu, tremeu, a catacumba tremeu
    Tremeu, tremeu, quando a figueira apareceu (2x)

    Ela é encanto, ela tem magia
    Ela é figueira, também é Padilha
    Uma rosa á dada
    Ela é Maria
    Também veste roxo

    Ponto Cantado 02:

    Este ponto cantado é Maria Padilha das 7 Figueiras e se chama No Alto da Figueira. No vídeo abaixo, é interpretado por Felipe de Oxalá.

    Letra do Ponto Cantado:

    Um vento frio soprou nas matas
    E a gargalhada ecoou na escuridão
    No alto da figueira estava ela
    Com uma serpente na mão (bis)
    As almas vinham de todo lugar
    E giravam pela mata inteira
    Invocadas por aquela moça
    A senhora dona da figueira (bis)
    Gira no mato, gira na calunga
    Que bela moça, que olhar sombrio (bis)
    Sete figueiras, seu sorriso me encanta
    Sua gargalhada me dá arrepios (bis)

    Ponto Cantado 03:

    Esse ponto cantado foi postado por Ogã William De Xangô. É ponto cantado de festa e pra chegada de Maria Figueira.

    Letra do Ponto Cantado:

    Olha que noite, olha que beleza

    Essa noite tão bonita que é de Maria Figueira

    A calunga está em festa

    Ela chega pra girar

    Com seu manto volumoso e pra todos ajudar

    Vem chegando Marabô

    Ele não é brincadeira

    Vem saudar a noite linda que é de Maria Figueira

    Me aparece Zé Pilintra com vontade de beber

    Praticando a caridade, com humildade e com amor

    Nessa noite tão formosa que Pai Zambi abençoou

    Ponto Cantado 04:

    Esse ponto cantado, chamado Vem Feiticeira, é de autoria de Regentes do Tambor. O ponto faz alusão às oferendas entregues na mata à Maria Padilha da Figueira.

    Letra do Ponto Cantado:

    A galinha preta que eu larguei na mata
    A oferenda que pra lá deixei
    Sete champanhas e uma rosa negra
    Eu sei que minha demanda ela vai vencer
    Mas de repente tudo iluminou
    Mas de repente tudo se apagou
    A gargalhada foi tremer as folhas
    A feiticeira das matas chegou
    Vem feiticeira!
    Vem feiticeira a pomba gira
    Que é mulher de Lúcifer (bis)
    Todo mundo corre
    Todo mundo quer saber
    Ela é Dona Figueira
    Não conhece quem não quer (bis)
    Pomba Gira que é rainha
    Nas matas de Satanás
    Não mexa com ela
    Porque se pode queimar
    Feiticeira! (bis)

    Ponto Cantado 05:

    Esse ponto cantado é de três Marias Padilhas: da Figueira, do Cemitério e a Rainha.

    Letra do Ponto Cantado:

    Foi Iansã quem lhe deu forças
    Para ser rainha de Exu mulher
    Saravá Figueira Rainha do Cabaré
    Não importe que falem de ti, ela é Pomba Gira e trabalha assim (2x)
    Saravá Figueira Rainha do Cabaré (2x)

    Se a sua catacumba tem mistério… Mas ela é Pomba Gira do Cemitério (2x)
    Mas ela é loira do olho azul, mas ela é a filha de seu Omolú (2x)

    Padilha, foi você quem falou, você falou que gostava de mim (2x)
    Padilha, quando você for embora, quando você for embora, deixe uma rosa pra mim (2x)

    Ponto Cantado 06:

    Esse ponto cantado de Maria Padilha da Figueira se chama Ela é Um Furacão e os créditos devem ser dados à Genivan D’Oxum Pandá.

    Letra do Ponto Cantado:

    Vem descendo a serra, levantando a poeira
    Ela é um furacão
    Não mexa com a Figueira

    Ponto Cantado 07:

    Esse ponto cantado se chama Louvação a Dona Figueira e é de José Carlos de Oxóssi.

    Letra do Ponto Cantado:

    Sua gargalhada ecoa na madrugada

    A Dona Figueira não é cinza, ela é brasa

    Com sol ou lua

    Louvamos com fé

    A Dona Figueira

    Tá pro que der e vier

    Tá pro que der e vier

    Tá pro que der e vier

    Não mexa com a Figueira

    Brincadeira ela não é

    Transforma espinho em rosa

    Se fores merecedor

    Na barra da sua saia

    Ninguém nunca encostou

    Labareda de fogo queima

    É o aviso que ela dá

    Quem quer caminhos floridos

    Com ela não vai brincar

    Tá pro que der e vier

    Tá pro que der e vier

    Não mexa com a Figueira

    Brincadeira ela não é

    Ponto Cantado 08:

    Esse ponto cantado de Maria Figueira se chama Hoje a Festa é Sua! e realmente é um ponto de festa pra chegada de Maria Figueira.

    Letra do Ponto Cantado:

    Hoje é dia de festa
    Festa de Exu
    Pomba Gira Laroyê
    Vamos chamar a guardiã desse terreiro
    Vem Maria Figueira
    Vem nos vales
    É minha protetora
    É mulher e é guerreira
    De belezas sem igual
    Ela é Maria Figueira
    Bruxa poderosa
    Ela é dona desse chão
    Vem girar minha rainha
    Nos dê sua proteção
    Hoje a festa é sua
    Tome essa linda canção
    Abençoe esta casa
    A corrente e os irmãos

    Oferenda Para Maria Padilha da Figueira #1

    Oferenda Para Maria Padilha da Figueira #2

    Materiais Necessários:

    • Bife
    • 3 rosas vermelhas
    • Alguidar nº2
    • ½ metro de murim vermelho
    • Vela bicolor vermelha e preta
    • Champanhe
    • Cigarro
    • Azeite de dendê
    • Farinha de mandioca
    • 1 cebola fatiada

    Como Fazer:

    No alguidar, misture um pouco de farinha de mandioca com azeite de dendê (caso a mesma esteja enquizilada, poderá substituir por padê de melado e, neste caso, não levará o bife e poderá colocar frutas que “não” sejam ácidas).

    Em uma frigideira, coloque um pouco de dendê e coloque o bife quando estiver quente, mas não deixe fritar, vire de um lado para outro, só para pegar uma cor.

    Pegue a metade da cebola fatiada e coloque na frigideira, porém não deixe dourar. Coloque o bife no alguidar e as fatias da cebola em cima.

    Leve para os pés de uma árvore, arrume o murim no chão e coloque o alguidar em cima. Coloque duas rosas na oferenda e uma no champanhe.

    Acenda a vela e os cigarros e peça com fé tudo o que deseja, pois ela irá lhe ajudar.

    Quem é Maria Padilha da Figueira na Umbanda?

    Maria Padilha da Figueira é rara nos terreiros de umbanda, mas muito poderosa e conhecedora de feitiços e magias, como poucos são.

    Se apresenta como uma bela mulher mais velha e sábia, que adora a natureza e o poder das energias dos elementos da natureza, e é também grande conhecedora das ervas e suas propriedades, para o bem e para mal.

    Esses conhecimentos possibilitam, assim, que ela consiga atuar e ajudar junto a quase todo tipo de problema que os consulentes trazem a ela, desde saúde ou vícios, até problemas amorosos ou financeiros.

    Maria Padilha Figueira do Inferno

    Maria Padilha Figueira do Inferno é uma pomba gira rara nos terreiros, mas muitos procuram saber quem ela é e como ela atua.

    Ela é cultuada através de imagens e esculturas e é uma pomba gira séria, não gosta de brincadeiras. Muitas vezes, dá o seu recado e vai embora.

    Maria Padilha Figueira do Inferno é muito consultada por pessoas que procuram uma solução para os seus problemas.

    Ela é muito amável, só não pode pisar em seu calo. É muito sincera, gosta de fidelidade, é carinhosa com seus consulentes e trabalha com outros exus da figueira.

    Livro Recomendado:

  • Maria Padilha na Umbanda: Músicas e Pontos Cantados, História e Características

    Maria Padilha na Umbanda: Músicas e Pontos Cantados, História e Características

    Maria Padilha é bonita, é mulher e sagrou-se como a única esposa de Dom Pedro I de Castela, tornando-se a legítima rainha e exercendo seu poder e influência mesmo depois de morta.

    Maria Padilha, talvez a mais popular pomba gira, é considerada o espírito de uma mulher muito bonita, branca, sedutora, e que em vida teria sido prostituta grã-fina ou influente cortesã.

    Maria Padilha, segundo sua história, é a amante do rei de Castela que possui uma trajetória de aventuras e feitiçaria de Montalvan a Beja, de Beja a Angola, de Angola a Recife e de Recife para os terreiros de São Paulo e de todo o Brasil.

    Mas, de fato, não se sabe se Maria Padilha é o espírito da amante do rei de Castela que se manifesta nos terreiros de Umbanda e Candomblé.

    Maria Padilha chegou primeiro aos terreiros de Umbanda e, posteriormente, por força de adeptos convertidos da Umbanda, seu culto também foi incluído no Candomblé.

    Até na Bahia, onde a Umbanda não tem muita expressão, não só Maria Padilha como todas as “Padilhas” também estão presentes.

    Maria Padilha, também conhecida por dama da madrugada, rainha da encruzilhada, senhora da magia, não é um espírito apenas, é uma falange (agrupamento) de pombas giras (também chamadas de inzilas) pertencente ao sincretismo das religiões afro-brasileiras umbanda, quimbanda e candomblé.

    Entre as diversas sub-falanges estão:

    • Maria Padilha do Cruzeiro das Almas – Linha de Omolu-Obaluaê/Iansã
    • Maria Padilha da Encruzilhada – Linha de Ogum
    • Maria Padilha do Cemitério – Linha de Omolu-Obaluaê
    • Maria Padilha da Calunga – Linha de Oxum/Iemanjá
    • Maria Padilha das Sete Catacumbas / Sete Tumbas – Linha de Omolu-Obaluaê
    • Maria Padilha da Navalha – Linha de Oxum
    • Maria Padilha das Sete Saias – Linha de Oxum

    Maria Padilha é a feiticeira das pombas giras e a pomba gira mais procurada nos terreiros. A história de Maria Padilha conta que ela teria nascido no ano de 1334, em Palencia, na Espanha, e pertenceu a uma família castelhana, os Padilla, cujo nome seria eternizado em brasão posteriormente a sua morte.

    Maria Padilha está enterrada na Capela dos Reis, cuja visitação é proibida, e através da história da Maria Padilha, é possível perceber que ela não era uma mulher qualquer.

    Diz-se que, junto de uma árvore, Maria Padilha teria deixado um feitiço de amor feito com um espelho, através do qual o Rei se olhou e, enfeitiçado, se rendeu à paixão da jovem moça.

    A história da Maria Padilha foi realmente um caso de amor. D. Pedro I abandonou sua esposa Dona Blanca para viver sua história com Maria Padilha, sendo perseguido por opositores em seu Reinado.

    Depois de mandar sua esposa para a prisão – alguns dizem que por um feitiço armado por Maria Padilha – o Rei assume seu casamento até então clandestino com Maria de Padilla.

    A força da falange de Maria Padilha está ligada ao seu apego à matéria e ao seu grande amor. Maria Padilha é chefe de falange na linha de Exu, atuando como Exu-Mulher lado a lado de Exus homens, e é chefe de terreiro, e sua figura articula uma dualidade que forja em nós tanto a celebração da liberdade erótica como também o seu estereótipo.

    Poderosa em seus feitiços de amor, dentro de terreiros Maria Padilha comanda os feitiços, dá orientações e conselhos, principalmente sobre amor

    Maria Padilha é uma importante figura das religiões de origem africana e é representada pela imagem de uma feiticeira, uma mulher sensual, independente e dominadora, incorporada por um(a) médium.

    Dependendo da linhagem e de outras características, Maria Padilha escolhe seu parceiro (normalmente, um exu ou um malandro) para realizar determinados trabalhos juntos.

    Em relação ao culto à Maria Padilha, ela é conhecida por adorar presentes bonitos e sedutores, como cidra e rosas vermelhas, afinal ela é o símbolo da sedução, do feitiço e do amor.

    Maria Padilha age nas causas relacionadas ao amor, relacionamento e sexo. Maria Padilha ajuda apenas aqueles que a procuram por amor e com a melhor das intenções.

    Quando incorporada, o que anuncia sua manifestação, o que abre a porta para a chegada de Maria Padilha, é a boca: uma sonora gargalhada; e ela se apresenta como Rainha Maria Padilha ou Maria Padilha de Castela.

    Foi no imaginário e nos conjuros das mulheres que Maria Padilha aportou no Brasil e se estabeleceu como entidade da Linha de Esquerda, onde seus companheiros principais são os Exús e Seu Zé Pelintra, que vão trabalhar com ela tanto na Umbanda quanto no Candomblé e na Quimbanda, tida frequentemente como magia negativa.

    Maria Padilha é vista como uma senhora de uma feminilidade demoníaca, vulgar e sexualmente indomável, mas Maria Padilha vem fazer justiça e abriu a porteira para uma falange de Moças (outro nome que Elas gostam): Rosa Vermelha, Rosa Caveira, Maria Navalha, Sete Saias, Maria Molambo, Maria Quitéria… e muitas mais.

    Maria Padilha está apagada ou reduzida a amante assassina na própria cidade onde viveu, mas não aqui, no Brasil.

    No Brasil, Maria Padilha está bem viva e é versada em magia, e estabelecemos conexão com esta entidade através das Macumbas, Umbandas, Candomblés e Quimbandas da vida.

    Maria Padilha é a rainha de todas as giras (rituais da umbanda para realização de trabalhos espirituais por meio de médiuns incorporando entidades).

    No começo, Maria Padilha era apenas um nome nas fórmulas mágicas das feiticeiras da Europa, no entanto ela veio com as bruxas e os adivinhos condenados ao degredo pela Inquisição e logo se tornou um dos nomes mais chamados nas rezas e feitiçarias brasileiras, cuja imagem é representa por uma mulher branca, de cabelos longos e pretos; com colares, pulseiras e rosas; e trajando vestido vermelho, preto ou vermelho e preto.

    Muitas vezes, aparece com uma coroa e um tridente e quase sempre com uma das mãos na cintura e a outra segurando a barra do vestido.

    Também não é raro encontrá-la representada seminua em esculturas ou com vestido branco. Outros dois objetos comumente associados à imagem de Maria Padilha são o cetro e o punhal.

    Muitas pessoas tem Maria Padilha de frente, como protetora, precisando buscar pelo auxilio de uma casa de Umbanda e uma Mãe ou Pai de Santo para ajudar a entender melhor essa guarda de Maria Padilha.

    Uma coisa que é peculiar da Umbanda, mas não só da Umbanda, é a guia de Maria Padilha, que é usada pelos médiuns, e as imagens em gesso, para o culto à esta pomba gira.

    A umbanda se divide numa linha da direita, voltada para a prática do bem e que trata com entidades “desenvolvidas”, e numa linha da “esquerda”, a parte que pode trabalhar para o “mal” e onde Maria Padilha está incluída, também chamada quimbanda, e cujas divindades, “atrasadas” ou demoníacas, sincretizam-se com aquelas do inferno católico ou delas são tributárias.

    Músicas e Pontos Cantados de Maria Padilha na Umbanda

    Ponto Cantado de Maria Padilha – Tapete de Rosas

    Tapete de Rosas é um dos mais lindos pontos cantados da pomba gira Maria Padilha. É um ponto cantado de Umbanda.

    Dê o play abaixo e escute-o.

    Letra do Ponto Cantado:

    Maria Padilha, você é a flor perfeita,
    que vem dentro dessa seita para aqueles que tem fé.
    Tu és a Rosa que perfuma a Umbanda, vencedora de demandas,
    com Amor e muito Axé.
    Maria Padilha, não me deixe andar sozinho,
    ponha rosas sem espinhos nos caminhos onde eu passar.
    Maria Padilha, não me deixe andar sozinho, ponha rosas sem espinhos nos caminhos onde eu passar.

    Oh, Pombo – Girê, Oh, Pombo – Gira, faça um tapete de rosas pra que eu possa caminhar.

    Ponto Cantado de Maria Padilha – Salve Maria Padilha

    Salve Maria Padilha é uma música de Manoel do Exu e incluído em seu álbum Pontos de Maria Padilha. Essa é uma das maiores saudações à Maria Padilha em forma de música.

    Letra do Ponto Cantado:

    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha, que ilumina o meu caminhar

    Perambulava pelas ruas já sem saber o que fazer
    Procurava na noite uma solução para tanta dor
    Sofrimento e solidão

    Então eu clamei ao povo da rua
    Que me enviasse, no momento, alguma ajuda, pois eu já não tinha
    Força para continuar

    Então eu clamei ao povo da rua
    Que me enviasse, no momento, alguma ajuda, pois eu já não tinha
    Força para continuar

    Quando me virei vi uma mulher na beira da estrada
    Trazia uma rosa em suas mão, um feitiço no olhar
    Naquela bela noite de luar, deslumbrei sua dança
    Com sua saia a rodar, eu me aproximei
    E lhe perguntei o que ela fazia na estrada

    Ela respondeu: Moço eu sou Rainha, vim lhe ajudar
    Sou Maria Padilha
    Ela respondeu: Moço eu sou Rainha, vim lhe ajudar
    Sou Maria Padilha

    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha

    Quando eu precisei, oh pomba gira, você veio me ajudar
    Deste outro rumo a minha vida
    Hoje eu venho lhe louvar

    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha

    Quando eu precisei, oh pomba gira, você veio me ajudar
    Deste outro rumo a minha vida
    Hoje eu venho lhe louvar

    Perambulava pelas ruas já sem saber o que fazer
    Procurava na noite uma solução para tanta dor
    Sofrimento e solidão

    Então eu clamei ao povo da rua
    Que me enviasse, no momento, alguma ajuda, pois eu já não tinha
    Força para continuar

    Então eu clamei ao povo da rua
    Que me enviasse, no momento, alguma ajuda, pois eu já não tinha
    Força para continuar

    Quando me virei vi uma mulher na beira da estrada
    Trazia uma rosa em suas mão, um feitiço no olhar
    Naquela bela noite de luar, deslumbrei sua dança
    Com sua saia a rodar, eu me aproximei
    E lhe perguntei o que ela fazia na estrada

    Ela respondeu: Moço eu sou Rainha, vim lhe ajudar
    Sou Maria Padilha
    Ela respondeu: Moço eu sou Rainha, vim lhe ajudar
    Sou Maria Padilha

    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha

    Quando eu precisei, oh pomba gira, você veio me ajudar
    Deste outro rumo a minha vida
    Hoje eu venho lhe louvar

    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha
    Salve Maria Padilha

    Quando eu precisei, oh pomba gira, você veio me ajudar
    Deste outro rumo a minha vida
    Hoje eu venho lhe louvar

    Melhores Pontos Cantados de Maria Padilha

    Escute, nos vídeos abaixo, alguns dos melhores pontos cantados de Maria Padilha.

    Vídeo 1:

    Vídeo 2:

    Vídeo 3:

    Ponto Cantado de Maria Padilha – Deu Meia Noite

    Esse ponto cantando faz referência à dama da madrugada, ou seja, Maria Padilha e à saúda bastante, enfatizando o fato dela atender qualquer pedido.

    Letra do Ponto:

    “Deu meia-noite
    A Lua se escondeu
    Lá na encruzilhada
    Dando sua gargalhada
    Maria Padilha apareceu

    Deu meia-noite
    A Lua se escondeu
    Lá na encruzilhada
    Dando sua gargalhada
    Maria Padilha apareceu

    A laroiê, a laroiê, a laroiê
    É mojubá, é mojubá, é mojubá
    Ela é odara
    Quem tem fé na Maria Padilha
    É só pedir que ela vai dar

    A laroiê, a laroiê, a laroiê
    É mojubá, é mojubá, é mojubá
    Ela é odara
    Quem tem fé na Maria Padilha
    É só pedir que ela vai dar

    Laroiê, Exu Mulher!”

    Ponto Cantado de Maria Padilha – Dói, Dói, Dói

    Letra do Ponto:

    Dói, dói, dói, dói, dói
    Um amor faz sofrer
    Dois amor faz chorar

    Dói, dói, dói, dói, dói
    Um amor faz sofrer
    Dois amor faz chorar

    Quem é você pra deitar na minha cama

    Papagaio come milho

    E periquito leva fama

    Ponto Cantado de Maria Padilha do Cabaré – Quem é Essa Mulher na Porta do Cabaré

    Letra do Ponto:

    Quem é essa mulher
    Na porta do cabaré
    Quem é essa mulher
    Na porta do cabaré

    Cabaré, cabaré
    Quem é essa mulher
    Cabaré, cabaré
    Quem é essa mulher

    Joguei no rei
    Parei no ás
    Joguei no rei
    Parei no ás

    Eu quero ver você fazer
    O que a Padilha faz
    Eu quero ver você fazer
    O que a Padilha faz

    Letras dos Melhores Pontos Cantados de Maria Padilha:

    Ponto Cantado 01:

    De onde é que Maria Padilha vem
    Aonde é que Maria Padilha mora
    Ela mora na mina do ouro
    Aonde criança não chora.

    Ponto Cantado 02:

    Maria Padilha,
    Rainha do Candomblé
    Firma curimba
    Que tá chegando mulher

    Ponto Cantado 03:

    Maria Padilha,
    Traz linda figa de ouro
    Oi saravá Rainha linda da quimbanda,
    Sua proteção é um tesouro.

    Ponto Cantado 04:

    Ela é Maria Padilha,
    De sandalinha de pau
    Ela trabalha pro bem
    Mais também trabalha pro mal

    Ponto Cantado 05:

    Quem não gosta de Maria Padilha
    Tem, tem que se arrebentá
    Ela é bonita
    Ela é formosa
    O bela vem trabalhar.

    Ponto Cantado 06:

    De garfo na mão,
    Lá vem mulher bonita,
    Bonita e muito formosa,
    Muito formosa e muito cheia de rosas,
    Lá vem Maria Padilha,
    Dos 7 cruzeiros da calunga.

    Ponto Cantado 07:

    Oi quem mora nessa ilha
    Oôâi quem mora nessa ilha
    Fogo por todos os lados
    Garfo seguro na mão
    Rosas no chão se espalhando
    Formosa ela vinha então
    Era Padilha, Era Padilha
    Maria Padilha
    Quem não me respeita
    Logo se afunda
    Eu e Maria Padilha
    Dos 7 cruzeiros da calunga.

    Ponto Cantado 08:

    Na minha encruzilhada,
    Muito consagrada,
    Tenho muitas rosas
    Tão apreciadas
    Com um perfume
    Quero alegrar,
    Os filhos que têm fé
    É quem me chamar
    Também tenho garfo,
    Para espetar,
    Espetar a Alma
    De quem me maltratar
    Sou Maria Padilha
    Dos 7 cruzeiros.
    Tenho Força das almas
    Dos velhos do cativeiro.
    Trabalhamos unidos
    Numa só braçada,
    Sou Maria Padilha
    Formosa e muito amada.
    Meu melhor vestido,
    Quero ofertar,
    Para o inimigo
    Cor da menga pra sangrar.
    O preto da minha roupa,
    Vou presentear,
    Ao inimigo, na escuridão vai ficar.
    Ai vai minha luz
    No branco da minha roupa,
    A você que é bom,
    E não tem língua solta.
    sou Maria Padilha
    Dos 7 cruzeiros.
    Saravo vocês que me vêem,
    É vocês que me chamam e não creem.
    Quem caminha com minha ajuda,
    Muita força há de ganhar,
    Mas coitado, muito coitado,
    De quem me desafiar.
    Minha falange é muito boa,
    pelo menos eu considero,
    Tenho até muitas crianças,
    Como Exu, e que venero.
    Trabalho de muitas formas,
    O mistério é profundo,
    Jogo muitos Eguns,
    Em cima de vagabundos.

    Ponto Cantado 09:

    Meu Santo Antônio
    Veio me ajudar
    Enfeitar a terra
    Enfeitou o Gongá
    Trouxe a Padilha na gira
    Para me limpar,
    Saravá Santo Antônio
    Saravá seu Gongá
    Saravá Santo Antônio
    E Padilha pra me ajudar.

    Ponto Cantado 10:

    Nas 7 calungas ela faz sua ronda
    É lá que é sua morada
    Ela é morena e muito formosa
    É lá que é sua morada
    Maria Padilha da Quimbanda
    Também trabalha na encruzilhada
    Mas no cruzeiro faz sua ronda
    E demanda na encruzilhada.

    Ponto Cantado 11:

    Meu garfo já chegou na terra
    Estou querendo guerra
    Meu garfo já finquei na terra
    Estou guerreando, estou guerreando
    Eu estou trabalhando
    Eu estou lhe limpando
    Estou lhe limpando.

    Ponto Cantado 12:

    Padilha minha Pomba Gira
    Padilha minha grande amiga
    Aonde você está estou a gritar
    Se está sempre me enganando
    É para me ajudar.

    Ponto Cantado 13:

    Quando eu nasci, eu era formosa
    E fui muito sacrificada
    Hoje moro no cruzeiro
    Ao lado de Pai Omulu
    Ele é pai feiticeiro
    Feiticeiro de muita força e luz
    Ele é dono do cruzeiro
    Ordenança de Ogum
    No seu reino eu vou vivendo
    As almas que me conduzem
    Me chamo Maria
    Dos 7 cruzeiros de luz.

    Ponto Cantado 14:

    Ela é Maria Padilha
    Ela agora vai girar
    É nas suas 7 calungas
    É lá que ela vai ficar
    É logo que ela vai girar
    Todo o mal ela vai levar
    E quem tiver inimigo
    Pensa em mim quando eu girar
    Pensa em mim
    Com muita firmeza
    Que todo o mal eu vou levar
    Quando eu chegar na minha morada
    O inimigo vai pagar
    É lá que a prestação de contas
    E as contas não vão falhar.

    Ponto Cantado 15:

    Deu meia noite
    A lua se escondeu
    Foi lá na encruzilhada
    Ouvi uma gargalhada
    E a Padilha apareceu
    Alaruê, alaruê, alaruê
    É mojubá, é mojubá, é mojubá
    Ela é Odara
    quem tem fé em pomba gira
    É só pedir que ela dá.

    Ponto Cantado 16:

    Dizem que Pombagira é uma rosa
    É uma rosa que nasceu no meio do espinho
    Maria Padilha, rosa sem espinho
    segue os meus passos ilumina os meus caminhos.

    Ponto Cantado 17:

    Abre a roda (bis)
    Deixa a Maria Padilha trabalhar
    Quando ela vem,
    Ela tem peito de aço, (bis)
    E o coração de um sabiá.

    Ponto Cantado 18:

    Foi Iansã quem te deu força
    Rainha de quem tem fé
    Vamos saravá (bis)
    Maria Padilha que mulher (bis).

    Ponto Cantado 19:

    A sua catacumba tem mistério,
    Mas, ela é a Rainha do Cemitério!
    Mas, ela é loira, dos olhos azuis,
    Maria Padilha, Filha de seu Omolu!

    Ponto Cantado 20:

    Padilha ó Padilha ó
    A pedra do seu anel
    Brilha mais do que o sol (bis)
    Com sua saia, sua rosa no cabelo,
    Como é bonito ver a Padilha no terreiro (bis).

    Ponto Cantado 21:

    Choveu, choveu,
    Só lá na calunga é que não choveu,
    É que a Padilha Cruzeiro das Almas
    Presta conta pra Deus.

    Ponto Cantado 22:

    Moça, me dá um cigarro do seu pra fumar,
    Porque dinheiro
    Eu não tenho pra comprar
    Vivo sozinho, vivo na solidão
    Maria Padilha me dê sua proteção
    Ô moça, ô moça, ô moça
    Me ajude com a sua força.

    Ponto Cantado 23:

    Cemitério é praça linda
    Que eu não quero passear (bis)
    Lá tem sete catacumbas,
    A Padilha mora lá
    Mora lá, mora lá
    A Padilha mora lá.

    Ponto Cantado 24:

    Sua gargalhada ecoa na madrugada
    Maria Padilha não é cinzas, ela é brasa
    Com sol ou lua, louvamos com fé
    Maria Padilha está pro que der e vier
    Não mexa com a Padilha, brincadeira ela não é
    Transforma espinho em rosas se fores merecedor
    Na barra da sua saia ninguém nunca encostou
    Labareda de fogo queima, é o aviso que ela dá
    Quem quer caminhos floridos, com ela não vai brincar.

    Ponto Cantado 25:

    Maria Padilha
    Estou cantando em seu louvor,
    Na barra da sua saia
    Corre água e nasce flor.

    Ponto Cantado 26:

    Umbanda, sua rainha chegou
    Umbanda, mais uma estrela brilhou (bis)
    O salve, salve a Pomba Gira
    Que veio da encruzilhada
    Para alegrar nossa gira
    O salve seu ponteiro de aço
    Salve a sua tesoura que
    Corta todo embaraço.

    Ponto Cantado 27:

    Quem viu o sol se esconder
    Quem viu a lua brilhar
    Quem viu o espinho da rosa
    Também vai ver Maria Padilha chegar (bis)
    Os seus olhos são verdes
    Sua cor é mulata
    Seus cabelos são negros
    E a sandália é de prata
    Numa mão tem perfume
    Na outra tem a flor
    Para Umbanda querida
    Maria Padilha traz paz e amor.

    Ponto Cantado 28:

    Quem mora lá em cima do coqueiro
    Deu meia-noite lá na encruzilhada
    É a Maria Padilha
    Ela é a rainha da madrugada
    Ô gira o exu e a sua faca brilha
    Vem girando
    Vem girando
    É o exu Maria Padilha

    Ponto Cantado 29:

    Exu Maria Padilha
    Trabalha na encruzilhada
    Toma conta, presta conta
    Ao romper da madrugada

    Pomba gira, minha comadre
    Me proteja noite e dia
    É por isso que eu zombo
    Das suas feitiçarias

    Exu Maria Padilha
    Trabalha na encruzilhada
    Toma conta, presta conta
    Ao romper da madrugada

    Pomba gira, minha comadre
    Me proteja noite e dia
    É por isso que eu zombo
    Das suas feitiçarias

    Ponto Cantado 30:

    Que linda rosa, mas que bela mulher

    É uma grande Pombo Gira, toda coberta de axé

    Eu peço a ti que me proteja ao longo dessa caminhada

    Abre nossos caminhos e nos dê sua proteção, Pombogira iluminada

    Laroyê, mas ela vem com sua coroa e perfumada

    Salve Maria Padilha, rainha das 7 encruzilhadas

    Ponto Cantado 31:

    E lá no céu eu avistei a lua cheia clarear

    E no terreiro dando as suas gargalhadas

    Maria Padilha, a Mojubá

    É a dona dos meus caminhos

    Ela está sempre comigo e nela eu posso confiar

    Ponto Cantado 32:

    Que lugar distante, numa rua tão deserta

    Tinha um cemitério antigo e uma catatumba aberta

    Dentro da cova tinha pano de caixão, tinha osso de defunto cravejado coração

    7 novelos de linha, tinha cadeado velho, tinha sangue de galinha

    E dentro da cova tinha um vulto ajoelhado

    Era Maria Padilha trabalhando pro diabo

    E vem serrar madeira, Maria Padilha

    Ponto Cantado 33:

    E abre a roda, oi deixa a Maria Padilha dançar

    Mas ela tem dois amores ao seu lado

    Um é seu marido outro é seu namorado

    Mas cuidado moço, eu vou te falar qual é

    É mulher de Tranca Rua e amante de Seu Zé

    Mas ela é linda, ela é linda demais

    Maria Padilha é mulher de Satanás

    Não mexa com ela, ela não mexe com ninguém

    Ela é ponta de agulha, quando mexe, mexe bem

    Ponto Cantado 34:

    Oh Padilha Padilha

    Tô lhe chamando (bis)

    Padilha tem mau costume

    Ela bate com pé e sai andando

    Ponto Cantado 35:

    Na família de pombo gira
    Só não entra quem não quer
    Na família de pombo gira
    Só não entra quem não quer
    É Maria Padilha, é Maria Mulambo
    É Maria Farrapo, é Maria Mulher
    É Maria Padilha, é Maria Mulambo
    É Maria Farrapo, é Maria Mulher

    Ponto Cantado 36:

    Maria Padilha, soberana da estrada,
    Rainha da encruzilhada, e também do candomblé,
    Suprema é uma mulher de negro,
    Alegria do terreiro, seu feitiço tem axé,
    Mas ela é, ela é, ela é, ela é,
    A Rainha da Encruza, a mulher de Lúcifer.

    Ponto Cantado 37:

    Vocês tão vendo aquela bruxa parada

    Aquela bruxa sentada

    Aquela bruxa em pé

    Mas ela é maria Padilha

    Rainha da feitiçaria

    Ponto Cantado 38:

    São dois amores, são duas paixões

    Todas essas duas moram no meu coração

    Sem Maria Padilha, eu não sei viver

    Mas sem Dona Figueira, acho até que vou morrer

    A História de Maria Padilha na Umbanda

    No vídeo à seguir, você poderá conferir a história de Maria Padilha contada por Kélida Marques, psicanalista e espiritualista.

    Ela é dona de um dos principais canais de espiritualidade do YouTube, com mais de 1 milhão de inscritos. O vídeo abaixo é da participação de Kélida Marques no INTELIGÊNCIA LTDA.

    Muitas são as versões de histórias contadas sobre a vida de Maria Padilha, a pomba gira mais conhecida das religiões afro-brasileiras, mas podemos afirmar que a história acima, contada por Kélida Marques, seja a que mais se aproxima da real história de vida de Maria Padilha pelo contato direto que esta médium possui com a entidade.

    Mas há histórias mais conhecidas do que esta apresentada por Kélida Marque e que podem ser encontradas nos romances espanhóis.

    E todas essas histórias de desamor e matrimônio que uniram uma rainha, um rei e sua amante, contadas por inúmeras pessoas apenas reforçaram o poder de Maria Padilha.

    Maria Padilha morreu antes do Rei de Castela e este fez seu velório e enterro como de uma grande rainha, a causa de sua morte foi por peste negra e foi sepultada nos jardins de seu castelo.

    Posteriormente à sua morte, e mais que por castigo de Jesus e por mando do Rei das Encruzilhadas, permanece na Terra e confins, comandando a sua quadrilha de mulheres e exus para todos os tipos de trabalhos.

    Maria Padilha, a mando do Rei das Encruzilhadas, foi convocada para comandar a sua falange de Pombas Giras e Exus, permanecendo como Rainha da Espanha, mas agora como Pomba Gira no Brasil, sendo encontrada na Umbanda, Quimbanda e Candomblé.

    Maria Padilha passou assim de esposa-amante do rei a “padroeira” das feiticeiras, um espírito poderoso, mau e infernal, suscitando paixão e devoção.

    Maria Padilha, rainha castelhana que com o tempo se transformou na mais venerada “deusa” do amor no Brasil e também, por ter protagonizado uma história de amor desaprovada em sua época, em uma diva que se tornou a personagem, durante os séculos posteriores, de romances, peças de teatro, lendas e óperas.

    A visão de uma mulher fatal e cruel que arrasta a Pedro, sempre hipnotizado por Maria Padilha, também deixou sua marca nas histórias, lendas e letras das baladas populares.

    Maria Padilha pode te ajudar se você entregar à ela o que ela gosta, pois ela é uma das principais entidades da esquerda na Umbanda e no Candomblé, uma Exu Mulher, uma pomba gira de grande força e de muita procura pelos consulentes.

    É muito procurada nos terreiros de Umbanda para as questões amorosas, para amores mal resolvidos, além de ajudar com amores correspondidos, mas que estão complicados, onde questões de bem e de mal são irrelevantes, como podemos notar no trecho de um ponto cantado:

    Ela é Maria Padilha
    De sandalinha de pau
    Ela trabalha para o bem
    Mas também trabalha para o mal

    Sempre se diz que quem é amigo de Maria Padilha alcança todos os seus favores, mas quem é seu inimigo corre sério risco.

    Em decorrência, é muito frequente, entre os adeptos, atitudes de medo e respeito para com Maria Padilha, mesmo quando dela não se pretende qualquer favor, como podemos perceber neste ponto cantado:

    Quem não me respeitar
    Oi, logo se afunda
    Eu sou Maria Padilha
    Dos sete cruzeiros da calunga
    Quem não gosta de Maria Padilha
    Tem, tem que se arrebentar
    Ela é bonita, ela é formosa
    Oh! bela, vem trabalhar.

    A Maria Padilha, cultuada nos candomblés e umbandas, é uma personagem muito popular no Brasil. Na umbanda formada nos anos 30, à partir do encontro de tradições religiosas afro-brasileiras com o espiritismo kardecista francês, Maria Padilha faz parte do panteão de entidades que trabalham na “esquerda”, isto é, que podem ser invocadas para “trabalhar para o mal”, em contraste com aquelas entidades da “direita”, que só seriam invocadas em nome do “bem”.

    Por influência kardecista na umbanda, Maria Padilha é o espírito de uma mulher (e não o orixá) que em vida teria sido uma prostituta ou cortesã, mulher de baixos princípios morais, capaz de dominar os homens por suas proezas sexuais, amante do luxo, do dinheiro e de toda sorte de prazeres.

    Embora conserve do candomblé a veneração dos orixás, a umbanda, religião que desenvolveu e sistematizou o culto à Maria Padilha como entidade dotada de identidade própria, é uma religião centrada no culto dos caboclos e pretos velhos, além de outras entidades.

    A umbanda, entretanto, dispõe de vasta bibliografia também sobre Maria Padilha que, como praticamente todas as entidades que baixam nos terreiros de umbanda, sempre vem para trabalhar, isto é, ajudar através da magia a quem precisa de ajuda e vai em busca dela.

    A umbanda praticamente eliminou o sacrifício ritual, por isso Maria Padilha tem sua “dieta” limitada aos seguintes alimentos: farofa de farinha de mandioca com azeite de dendê e pimenta, que é o padê, comida predileta de Exu; farofa de farinha de mandioca com mel; aguardente, vinho branco ou champanhe (cidra, uma espécie de champanhe barata feita de maçã); carne crua com azeite de dendê e pimenta; farofa com carne-seca desfiada e pimenta; coração de boi assado na brasa, com sal e pimenta.

    Na umbanda, a oferenda de alimento preferencialmente vai para um lugar fora do terreiro (encruzilhada, praia etc.), mas no candomblé as comidas são depositadas ao “pé de Maria Padilha”, isto é, junto às suas representações materiais compostas de boneca de ferro (geralmente com chifres e rabo, como o diabo), tridentes arredondados de ferro, lanças de ferro e correntes (elementos presentes também nos pontos riscados), representações que permanecem guardadas, longe dos olhos dos não iniciados, nas dependências reservadas para o culto de exu.

    Nos terreiros de umbanda e nos candomblés que cultuam as formas umbandizadas de exu, a concepção mais generalizada de Maria Padilha é de que se trata de uma entidade muito parecida com os seres humanos.

    Nem é de se estranhar que tenha sido a umbanda que melhor desenvolveu essa entidade, pois foi a umbanda, como movimento de constituição de uma religião referida aos orixás e aos pactos de troca homem-divindade e ao mesmo tempo preocupada em absorver a moralidade cristã, que separou o bem do mal, sendo portanto, obrigada a criar panteões separados para dar conta de cada um.

    Características de Maria Padilha na Umbanda

    Maria Padilha é a consorte de Exu, que é o mensageiro dos Orixás no Candomblé, considerada a pomba gira dos 7 reinos.

    Dessa forma, isso significa que ela é uma entidade espiritual com diversas características peculiares, como charme, encantos e a fama de feiticeira.

    Algumas características e preferências de quem tem a entidade são: sensualidade natural, preferência por cores como o vermelho e o preto, entre outras.

    Dependendo do tipo de Maria Padilha que se manifesta, pode ter características particulares, embora em geral existam algumas características comuns.

    Algumas representações de Maria Padilha mostram essas características como um ser promíscuo e falante.

    Maria Padilha das Almas na Umbanda

    Maria Padilha das Almas é uma das principais entidades da umbanda e do candomblé, repleta de amor, oferece ajuda para concretizar relacionamentos para pessoas que sofrem de paixões não recíprocas.

    É integra e firme quando assume um papel importante, não fugindo das responsabilidades; possui características como persistência, força e coerência, ao mesmo tempo em que é suave e meiga.

    Dentre as características de Maria Padilha das Almas, podemos destacar que ela é pura beleza, emana muito charme, passa confiança à todos os que procuram por ela.

    Maria Padilha das Almas é conhecida, também, por ajudar, em momentos de necessidade, as mulheres que precisam de alguém que possa colaborar com problemas sexuais ou férteis.

    Essa entidade recebe seus trabalhos, despachos ou oferendas tanto no Cruzeiro do cemitério, quanto nas encruzilhadas — isto só caberá a Maria Padilha das Almas decidir.

    Maria Padilha das Almas tem um caráter marcante, bem mais forte e autoritária que as outras entidades que trabalham regularmente com ela.

    Maria Padilha das Almas se veste de vermelho, preto e branco, gosta de joias, é associada à caveiras, rosas, tridentes e crucifixos e, em suas imagens, é sempre representada com uma mão na cintura e a outra segurando a barra da saia ou vestido.

    Pontos Cantados de Maria Padilha das Almas

    Ponto 01:

    Este ponto cantado é da Aldeia dos Caboclos e fez parte do álbum 6° Festival de Curimba. É um ponto de autoria de Wilson Zarpa e com interpretação de Eduardo Silveira e Wilson Zarpa através do grupo Curimba Nostalgia da Umbanda.

    Letra do Ponto:

    Avistei uma linda mulher de vestido negro,
    Cheirosa e charmosa
    Me tirou a tristeza do peito, falou filho de umbanda,
    por favor, não chora
    Ela disse que iria levar as infelicidades que eu tenho na vida
    Mas quando perguntei o seu nome sorrindo ela disse,
    Padilha

    Padilha, Maria Padilha das almas
    Padilha, Maria Padilha das Almas
    Tenho pena daqueles que pensam que essa Pombo Gira
    Pratica a maldade
    Faça a ela também seu pedido, mas faca com fé
    Nunca por vaidade
    Me rendi aos encantos da moça, confesso que estou enfeitiçado
    E por isso que eu peco a Padilha todos os dias para
    Estar ao meu lado

    Agradeço a essa Pombo Gira por toda bondade que ela me deu
    Pois sem mesmo fazer um pedido, a sua ajuda me ofereceu
    E é por isso que trago no peito a essa moca toda gratidão
    E você por ter certeza que ela faz morada no meu coração

    Ponto 02:

    Este ponto cantado foi composto por Monique Moura e Leandro Pedroso do canal Umbanda Verso e Prosa e, no vídeo abaixo, você vai escutá-lo na voz de Juliana D Passos e com Ogã Ninho de Iansã (Nilton Dias) no atabaque.

    Letra do Ponto:

    Laroiê, Dona Maria Padilha das Almas!

    É noite, rosa perfuma a madrugada

    Cabelo ao vento, enluarada

    Lá no cruzeiro sua essência floresceu

    Divina dona, da luz que nunca se apaga

    Guardiã das santas almas, mensageira de Oyá!

    Mas ela é

    Ela é a moça formosa

    Lição de vida, dona dos caminhos meus

    Minha rainha, laroyê minha senhora

    Salve Maria Padilha

    Força da mente, corpo e alma

    Minha rainha, laroyê minha senhora

    Salve Maria Padilha

    Força da mente, corpo e alma

    Poderosa pombo gira, sol do meu amanhecer

    Saravá Maria Padilha

    É ganga, é ganga, é laroyê

    Poderosa pombo gira, vem nos ventos de Oyá

    Guardiã da minha vida

    É ganga, é ganga, é mojubá!!

    Oh, Poderosa pombo gira, sol do meu amanhecer

    Saravá Maria Padilha

    É ganga, é ganga, é laroyê

    Poderosa pombo gira, vem nos ventos de Oyá

    Guardiã da minha vida

    É ganga, é ganga, é mojubá!!

    Beijo e aquele axè!

    Ponto 03:

    Esse ponto de Maria Padilha das Almas vem direto do canal Pontos de Umbanda.

    Letra do Ponto:

    Abre essa cova
    Quero ver tremer
    Abre essa cova quero ver balancear
    Maria Padilha das almas
    O cemitério é o seu lugar
    É na Calunga que a Padilha mora
    É na Calunga que a Padilha vai girar

    XV Festa em Homenagem à Maria Padilha das Almas Realizada em 31.07.2015

    História de Maria Padilha das Almas

    Conheça história de Maria Padilha das Almas que, em vida, teve sua encarnação marcada na entrega de um grande amor não correspondido.

    Assista o vídeo abaixo para entender tudo o que passou e em espirito superou todos os dessabores que vivera em sua ultima reencarnação

    Atenção: Psicografia recebida pela Médium Drika através de sua entidade Maria Padilha das Almas.

    Livro Recomendado:

  • Maria Padilha e Tranca Rua: Quem são, Festa, História, Ponto Cantado, Características, Funções e Incorporação

    Maria Padilha e Tranca Rua: Quem são, Festa, História, Ponto Cantado, Características, Funções e Incorporação

    Maria Padilha e Tranca Rua são entidades bonitas representadas por um homem e uma mulher brancos, de cabelos escuros e roupas clássicas e requintadas, sendo associados também à tridentes, cetros, crânios, cruzes, joias e à riqueza.

    Maria Padilha é uma entidade feminina que, tradicionalmente, usa vestidos longos e pretos com detalhes dourados; e Tranca Rua é uma entidade masculina que, tradicionalmente, usa cartola e capa preta; ambos sempre muito chiques e sedutores.

    Festa de Maria Padilha e Exú Tranca Ruas

    No vídeo abaixo, você pode conferir uma festa de Maria Padilha e Tranca Rua realizada em 19.09.2009. Neste vídeo, você poderá conferir a incorporação de ambas as entidades e como elas se comportam no médium.

    Uma Pequena História de Tranca Rua das Almas, Maria Padilha das Almas e Pomba Gira Menina

    Existem muitas lendas envolvendo exus e pombas giras, principalmente se tratando de Exú Tranca Rua, de Maria Padilha e de Pomba Gira Menina.

    Tem lendas em que Tranca Rua se chamava Geraldo, outras onde ele se chamava Hélio, e por aí vai… Aqui fica o conto de um casal de Exús, Senhor Tranca Rua das Almas e Senhora Maria Padilha das Almas, em suas últimas reencarnações aqui na Terra.

    Essa história foi contada pelo próprio Tranca Rua!

    Em meados do século XVI, em uma pequena cidadela da região da Galícia, Espanha, em uma cidadezinha chamada Salvaterra, residia, em uma mansão, um senhor alto, distinto, de finos tratos, médico e religioso, cristão católico assumido, que se chamava Don Ramón.

    Era um senhor muito popular na pequena cidade e conhecido em toda a região por ser um médico muito dedicado, e especialista em diversas ramificações da medicina.

    Era uma espécie de “faz tudo”. Atendia seus pacientes em seu consultório, dentro de sua mansão. Sua religiosidade, com o tempo, veio a lhe falar mais alto e Ramón entrou para Igreja Católica, chegando ao posto de seminarista a padre sacerdotal, mas, mesmo sendo sacerdote e padre, Ramón nunca deixava de exercer a medicina, chegando a atender doentes gratuitamente e a fazer muitas curas, por caridade.

    No entanto, uma senhora distinta, de origem cigana, feiticeira e magista, também prostituta, chamada Teresa, mas popularmente conhecida como Maria Padilha, chegava em Salvaterra, vinda de Portugal.

    Habitava em uma bela casa e atendia seus clientes em sua morada, oferecendo serviços de magia e, também, de mulher, porém Teresa do Rosário, ou melhor, Maria Padilha, nutria um forte arrependimento por causa da vida que a mesma levava…

    Maria procurava o consolo para suas dores indo na Igreja, quando ela estava vazia, para rezar o terço e se confessar.

    Ramón começou a se sentir atraído pela bela moça que, escondida, rezava nos arredores da Igreja. Um dia, o arcebispo da cidade a viu rezando e se sentiu ultrajado por causa da fama de Padilha, e o mesmo a expulsou da Igreja a gritos, lhe ofendendo de vagabunda, de vadia, de mulher da vida, de bruxa, de excomungada…

    Neste momento, Ramón presencia o ato e toma satisfações com o arcebispo. Fortemente indignado com a atitude do bispo, Ramón decide abandonar a batina, abandonar o clero, abandonar a Igreja, e sai correndo a procura de Maria Padilha.

    Os dois, então, começam a manter uma amizade muito forte… e Ramón se apaixona fortemente por Padilha.

    Revoltado com a posição da Igreja e dos padres, que condenavam e perseguiam Teresa, Ramón começa a nutrir ódio e repulsa pela Igreja Católica e pelo Cristianismo.

    Ramón queria, porque queria chamar a atenção de Padilha… por paixão a ela, ele começa a estudar a fundo sobre magia, feitiçaria, bruxaria e ocultismo.

    Autodidata, ele mesmo se inicia no que ele passou a chamar de sua própria Ordem de Alta Magia! Ramón, através de seus experimentos ocultistas e espirituais, com o tempo, começa a desenvolver-se com exímios dons de cura, de desobsessão, de exorcismos, e também de invocações e evocações de anjos caídos, fazendo a se tornar, com o tempo, em mestre luciferiano.

    A paixão por Padilha o cegava, ele queria que Maria fosse apenas sua mulher… mas, ela era mulher de vários homens…

    Um dia, Padilha ficou muito doente e foi buscar ajuda ao mestre Don Ramón. Ele a mantém em tratamento, em sua mansão e, com isso, os dois ficam muito íntimos.

    Ele pede para ela ser sua esposa e companheira e, Maria Teresa do Rosário Padilha se sentindo só, debilitada e sem rumo, aceita o pedido!

    Os dois se casam, finalmente, e fazem um elo um com o outro de fidelidade. Com anos de casamento, Padilha dá a luz a filha única dos dois, a qual ambos a batizam de Alice.

    Ramón era encantado com sua filhinha, e a chamava de “Menina de seus olhos”… Ramón, muito conservador, educava e disciplinava sua menina com muita rigidez.

    A menina crescia e se tornava, a cada dia que passava, mais formosa, mais bela e encantadora. Maria Padilha era o contrário de Ramón, fazia os caprichos de sua menina, e a aconselhava a ser livre e solta.

    Quando a menina Alice completou 15 anos, conheceu um rapaz que a cortejou e a pediu em namoro. Só que esse rapaz, que tinha prestado juramento à Ramón e à Teresa de bem cuidar da menina, a levou para passear em um cemitério, de madrugada, e a estuprou e depois a assassinou.

    Ramón e Maria Padilha procuraram por sua filha por longos dias, até descobrirem seu cadáver nú, dentro do cemitério.

    Com muito ódio e sede de justiça, os dois juram vingança ao rapaz que cometera a desgraça com a menina Alice!

    Os dois encontram o rapaz, e o levam para o mesmo cemitério, onde o esquartejam vivo, e o entregam para Lúcifer!

    Com o decorrer do tempo, com ódio da Igreja Católica e do Cristianismo, e com dor no coração pela perca de sua filha, Don Ramón e Maria Teresa do Rosário Padilha se tornam anticristos, e começam a praticar rituais de extremo satanismo, oferecendo auxílio a muitas pessoas com magia negra, feitiços para demanda, amarrações, para riqueza e prosperidade, para saúde e libertação espiritual…

    Mas, Padilha acabou rompendo com o elo de fidelidade com seu esposo Don Ramón e, em segredo, o traía com vários homens… até Ramón descobrir.

    Quando Ramón descobriu os adultérios de sua amada, a assassinou com sete punhais e guardou o seu cadáver no quarto deles, dentro da mansão.

    Ramón, por dias, contemplava o cadáver de sua amada e lamentava a morte de sua filha… então, ele vende sua alma ao diabo para ter Maria de volta em seus braços.

    Maria, então, recobra seus sentidos e os dois convivem juntos por sete semanas, até o momento em que Maria definitivamente vem a falecer.

    Ramón a enterra no jardim de sua mansão e faz para ela uma sepultura com um lindo cruzeiro e com um tapete de rosas vermelhas.

    A tristeza, o tédio, o lamento, tomam conta de Don Ramón… e a Igreja Católica, liderada pelo mesmo arcebispo que vilipendiou sua amada Padilha, começa uma perseguição e uma inquisição contra Ramón.

    Ramón não podia sair de sua mansão, que era ultrajado, apedrejado, e cuspido pelos cristãos católicos fanáticos.

    Até que ele se rebela contra essa situação e decide enfrentar seus perseguidores. No meio de uma procissão, em dia 28 de agosto, Ramón ataca o arcebispo e os cristãos católicos a facadas e é contido pela procissão.

    Os cristãos golpeiam Ramón a chutes e pontapés, e o matam com pedradas, no meio de uma grande rua. Muito sangue rolou das veias de Don Ramón nos ladrilhos da rua, na qual foi morto pelos cristãos.

    Era dia de procissão de São Bartolomeu. Os cristãos, não contentes com a morte de Ramón, ateiam fogo em sua mansão, acabando com todas as memórias da família Ramón, Padilha e Alice!

    Hoje, Don Ramón trabalha no plano espiritual na roupagem do Exú Tranca Rua das Almas, sua companheira Maria Teresa do Rosário Padilha trabalha na roupagem de Maria Padilha das Almas, e sua filha Alice trabalha na roupagem de Pomba Gira Menina!

    Bem, essa é uma das histórias de Seu Tranca Rua, mas existem outras histórias, outras lendas a respeito dele, de Padilha e de Menina.

    O certo é que a cidade de Salvaterra existe na Espanha e no dia 28 de agosto é comemorado o dia de San Ramón de Salvaterra, um santo que ficou popular entre os moradores da região, que até hoje, quando invocado, atende seus pedidos.

    E, curiosamente, dia 28 de agosto, nos terreiros de Umbanda e de Quimbanda aqui no Brasil, costumam, neste dia, fazer mesa e homenagear ao Exú Tranca Rua das Almas, assim como para São Cipriano.

    Agosto, que popularmente é conhecido como o mês do desgosto, na verdade é um mês carregado de axé, embora sempre um pouco pesado.

    Dia 16 de Agosto é dia de São Roque e de Obaluaê; dia 24 de Agosto é dia de São Bartolomeu e de Oxumaré; e dia 28 de Agosto é dia de San Ramón de Salvaterra na Espanha e, aqui no Brasil, é dia de Tranca Rua e até mesmo de São Cipriano.

    Poema de Maria Padilha e Tranca Rua

    Em uma noite serena,

    vi duas luzes passar,

    senti uma proteção plena,

    como uma energia a me abençoar.

    De um lado um homem poderoso, de outro uma linda mulher a gargalhar,

    ele forte mas generoso,

    e ela encantadora em seu dançar.

    Senhor Tranca Ruas e Dona Maria Padilha,

    vieram aqui me estender as mãos,

    e assim nunca cairei nas armadilhas,

    desses obsessores que se disfarçam de irmãos.

    A luz desse Exú e dessa Pombo Gira,

    brilham junto com nosso Pai Oxalá,

    retirem do meu caminho a inveja e a mentira,

    iluminando e protegendo sempre nosso Gongá.

    Quem são Maria Padilha e Tranca Rua na Umbanda

    Quando falamos em Umbanda e Gira de Exus, logo vem em nossas mentes duas entidades extremamente conhecidas, duas forças da esquerda, dois caridosos mensageiros de Deus, duas divindades de luz máxima, e essas divindades são o Exu Tranca Ruas e a Pomba Gira Maria Padilha.

    Maria Padilha e Tranca Ruas são chefes de falange e, sendo assim, diversos Exus e Pombas Giras que trabalham nessas falanges, chefiadas por eles, levam o mesmo nome do chefe geral da falange, ou seja, poderemos encontrar diversos Exus com o nome de Tranca Ruas, assim como diversas Pombas Giras com nome de Maria Padilha, sendo diferenciados apenas pela linha, irradiação ou função de atuação.

    Para esclarecer isso, vamos imaginar que estamos em um terreiro e, nesse terreiro, se encontram dois médiuns desenvolvidos mediunicamente, estando os dois preparados para trabalho de incorporação.

    Agora, imaginemos que estamos em uma Gira de Exu e os dois médiuns estão incorporados com uma entidade de luz cujo nome é Tranca Ruas.

    Nesse exemplo, vamos prestar atenção em detalhes, como o ponto riscado deles, ou mesmo poderemos pedir que falem o nome e a função de atuação.

    Nesse caso, observaremos que um poderá dizer, por exemplo, Tranca Ruas das Almas e, o outro, Tranca Ruas da Encruzilhada.

    E aí, certamente já entendemos a diferença, pois um atua com as forças das Almas e o outro com as forças da Encruza.

    E da mesma maneira acontece com a Pomba Gira Maria Padilha, onde concluímos que não há nada de errado em ter duas ou mais médiuns trabalhando com essa divindade em um mesmo terreiro, na mesma hora.

    No entanto, da mesma forma como tudo pode funcionar muito bem e ser muito organizado, como acabamos de exemplificar, também é possível, e não só possível como muito fácil, encontrarmos em terreiros sem nenhum entendimento sobre a religião Umbanda, zeladores e filhos de santo se dizendo estar incorporados com Senhor Tranca Ruas e a Pomba Gira Maria Padilha, dando consulta a pessoas muito mais desavisadas ainda, falando sobre magias inexistentes, amarrações, oferendas sem nexo, despachos enormes sem sentido e, muito pior que tudo isso, usando bebidas alcoólicas sem nenhuma necessidade, fumando grandes quantidades de cigarros, cigarrilhas, charutos, enfim, tudo em um grau de extremo, que não conduz com a realidade da entidade.

    Maria Padilha e Tranca Rua, sendo chefes de falange, coordenam uma legião de exus e pombas giras, que trabalham em prol da caridade, resgatando espíritos perdidos ou reencaminhando espíritos que foram levados para serem escravizados nas trevas.

    No entanto, vemos em terreiros, centros, casas de Umbanda, médiuns mistificando, inventando trabalhos em encruzas, cemitérios, despachos enormes, oferendas exorbitantes, sem o menor sentido, sem a menor noção e sem o menor nexo, fazendo com que essas oferendas só sirvam para energizar Kiumbas, Eguns e Zombeteiros, e se utilizando do nome das entidades Tranca Ruas e Maria Padilha, assim como é feito com tantas outras entidades de luz.

    Devemos respeitar extremamente todas as entidades de luz, e isso não se faz diferente com a bela Maria Padilha nem com o mestre Tranca Ruas, que são entidades maravilhosas, de muita luz e de muita força, mas só fazem o bem.

    Vem Seu Tranca Rua e Maria Padilha

    No vídeo abaixo, você poderá conferir um ponto cantado da Umbanda intitulado Festa do Exu Tiriri. Esse ponto cantado, dedicado principalmente ao Exu Tiriri, também é dedicado aos exus, de uma forma geral, e à toda falange do Exu Tiriri, que inclui Seu Tranca Rua e Maria Padilha.

    É uma cantiga perfeita, bonita, completa que saúda os exus e as pombas giras, sendo considerado um dos melhores pontos cantados.

    Confira, à seguir:

    Letra do Ponto:

    É meia noite em ponto e o galo cantou
    É meia noite em ponto e o galo cantou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou

    Ele vem da Calunga de capa e cartola
    E tridente na mão
    Esse Exú de fé é quem nos traz Axé e nos dá proteção
    Ele é Exú Odara e vem nos ajudar
    Com seu punhal ele fura, ele corta demanda
    Ele salva, ele cura
    Exú Amojubá

    Laroiê
    Laroiê Exú, Exú Amojubá
    Eu perguntei a ele o que é Exú
    Ele vem me falar

    Laroiê
    Laroiê Exú, Exú Amojubá
    Eu perguntei a ele o que é Exú
    Ele vem me falar

    Exú é caminho, é energia, é vida, é determinação
    É cumpridor da Lei, Exú é esperto, Exú é guardião
    Exú é trabalho, é alegria veloz, Exú é viver
    É a magia, É o encanto,
    É o fogo, é o sangue na veia vibrando
    Exú é prazer

    Laroiê
    Alaruê Exú, Exú Amojubá
    Traz sua falange Exú Tiriri para trabalhar
    Laroiê Exú
    Laroiê Exú, Exú Amojubá
    Traz sua falange Exú Tiriri para trabalhar

    Vem seu Tranca-Ruas, Maria Padilha e Exú Marabô
    Sete Encruzilhadas, seu Zé Pilintra aqui chegou
    Maria Mulambo, Maria Farrapo e Dona Figueira
    Dona Sete Saias, Pombogira menina e Rosa Vermelha
    Sete Catacumbas, Exú Caveira firmam ponto aqui
    E o Exú Capa Preta anunciou a festa é do Exú Tiriri

    Quem são Maria Padilha e Tranca Rua: Características, Funções e Incorporação

    Maria Padilha e Tranca Rua são entidades que fazem muito na vida das pessoas. São entidades com características e histórias distintas, mas muito cultuados, principalmente através de imagens.

    Maria Padilha e Tranca Rua são entidades que auxiliam em armadilhas, desobsessões e são entidades iluminadas, que banem o mal, a inveja e a mentira e concedem proteção.

    Maria Padilha e Tranca Rua são extremamente respeitados em terreiros, centros, casas e templos de Umbanda, não só pelo carinho que muitos consulentes tem por eles, mas também por tudo que eles representam para a religião umbandista.

    Maria Padilha e Tranca Rua são considerados donos de giras, chegam gargalhando, mostrando sua presença e possuem assentamentos em terreiros.

    Maria Padilha, incorporada em médiuns, sensualiza ao andar e tem uma figura de cortesã, pois anda com elegância.

    Suas roupas são sempre vermelha e preta, utilizando também colares, pulseiras e véu na cabeça. Tranca Rua, em uma incorporação, se movimenta bruscamente, e uma gargalhada rouca erradia indicando a sua presença.

    Em terreiros, sempre há um dia em homenagem ao “Seu Exu Tranca Rua”. Ele é dono de gira, como dito anteriormente, e corre giras à mando de Ogum.

    Tranca Rua grita e gargalha alto, indicando sua presença e sua força. Ele sempre vem na frente de Maria Padilha.

    As vestes do Tranca Rua são um tecido de cor preto reluzente e um chapéu preto. Há um ponto de Tranca Rua que diz assim:

    Ele é filho do sol
    Ele é neto da lua (2x)
    Quem cometeu as suas faltas
    Peça perdão a Tranca Rua (2x)

    Os pontos de Tranca Rua sempre se referem a sua força, à punição dos seus inimigos, e à abertura de caminhos.

    Ele costuma sair repentinamente de seus médiuns. Muitas lendas e histórias são contadas sobre essas entidades, que são consideradas das ruas e estão presentes em muitos templos e tendas.

    Maria Padilha, talvez a mais popular das pombas giras, é considerada o espírito de uma mulher muito bonita, branca, sedutora, e que em vida teria sido prostituta grã-fina ou influente cortesã.

    Caso você queira saber mais sobre Maria Padilha, a escritora Marlyse Meyer publicou, em 1993, seu interessante livro Maria Padilha e toda a sua quadrilha, contando a história de uma amante de Pedro I (1334-1369), rei de Castela, a qual se chamava Maria Padilha.

    Seguindo uma pista da historiadora Laura Mello e Souza (1986), Meyer vasculha o Romancero General de romances castellanos anteriores al siglo XVIII, depois documentos da Inquisição, construindo a trajetória de aventuras e feitiçaria de uma tal dona Maria Padilha e toda a sua quadrilha, de Montalvan a Beja, de Beja a Angola, de Angola a Recife, e de Recife para os terreiros de São Paulo e de todo o Brasil.

    Para Maria Padilha, questões de bem e de mal são irrelevantes, como podemos verificar nesse trecho de um de seus pontos cantados:

    Ela é Maria Padilha
    De sandalhinha de pau
    Ela trabalha para o bem
    Mas também trabalha para o mal.

    É muito frequente, entre os adeptos, atitudes de medo e respeito para com Maria Padilha, mesmo quando dela não se pretende qualquer favor, como podemos comprovar com o seguinte trecho de ponto cantado:

    Quem não me respeitar
    Oi, logo se afunda
    Eu sou Maria Padilha
    Dos sete cruzeiros da calunga
    Quem não gosta de Maria Padilha
    Tem, tem que se arrebentar
    Ela é bonita, ela é formosa
    Oh! bela, vem trabalhar

    Assim o é também com o Exu Tranca Rua, que pode gerar todo tipo de obstáculos na vida de uma pessoa, porém, ainda assim, não deixa de ser amigo e protetor.

    Maria Padilha e Tranca Rua são considerados um casal de guardiões e, muitas vezes, cultuados e adorados juntos.

    Eles estão presentes, pincipalmente, na umbanda e na quimbanda. Maria Padilha é considerada uma dama da madrugada, rainha da encruzilhada, senhora da magia, pomba gira de mistérios ocultos e Tranca Rua também é muito empoderado.

    Livro Recomendado:

  • Maria Padilha do Cruzeiro das Almas: Quem é, História, Ponto Cantado, Características e Mensagem

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas: Quem é, História, Ponto Cantado, Características e Mensagem

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas é uma entidade feminina representada por uma mulher branca de porte rico que usa vestido preto e dourado ou branco, chapéu, jóias e carrega consigo um tridente.

    Sua imagem também é associada à rosas, crânios, cruzes e, claro, ao cemitério.

    Ela é elegante, parece uma viúva. Algumas de suas imagens à representam apenas com uma saia vermelha e com os bustos de fora, tornando-a bem sensual.

    Ponto Cantado de Maria Padilha do Cruzeiro das Almas

    As Características de Maria Padilha do Cruzeiro das Almas

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas é uma pomba gira cheia de características.

    Ela recebe seus trabalhos, despachos ou oferendas tanto no cruzeiro do cemitério, quanto nas encruzilhadas e está muito presente na Umbanda.

    Aliás, Maria Padilha do Cruzeiro das Almas é uma entidade muito apreciada e poderosa dentro da Umbanda.

    Rodeada de histórias, ela governa, com o Exu do Cruzeiro das Almas, todos os cruzeiros centrais do campo santo, onde são enviados todas as entidades que querem fazer parte do reino dos Exus e esperam a seleção e suas distintas colocações.

    Para fazer parte deste povo maravilhoso, não basta querer, tem que merecer e ser capaz de assumir e cumprir todas as missões especificadas pelo astral médio e superior.

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas é uma pomba-gira muito exigente e muito fria no seu modo de agir, pois está mais acostumada a lidar com espíritos mais perversos.

    Por isto, quando chega no mundo, vem para brindar, e dançar… não gosta de muitas brincadeiras.

    Faz a sua gira e já procura um lugar para sentar! Quando simpatiza com alguém, esta pessoa já tem sua proteção de graça, mas quando não gosta, faz questão de ignorar, mostrando que dela nada irão ter.

    Adora usar poucas roupas e insinuantes, mas quase sempre está enrolada em uma capa de veludo preto e bordô.

    Tem verdadeiro fascínio por perfumes e rosas vermelhas e brancas. Nas suas oferendas não podem faltar cigarrilhas e champanhes doces e caras.

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas gosta de trabalhar para a sedução, pois é uma pomba gira muito sedutora.

    Costuma se apresentar com cabelos loiros, quase brancos, seus trajes são curtos e negros, e trabalha para a guerra e amarração de casais que se amam, mas nunca peça à ela para separar um casal, pois ela se aborrecerá profundamente com quem for lhe pedir este intento.

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas é da linha de Omolu-Obaluaê e Iansã.

    A História de Maria Padilha do Cruzeiro das Almas

    A história de Maria Padilha do Cruzeiro das Almas se confunde com a história da Rainha das Sete Encruzilhadas, porém são duas entidades diferentes e, assim, com histórias diferentes.

    Talvez a confusão surja, porque ambas são conhecidas na Umbanda, Candomblé e Quimbanda, sendo até consideradas duas das principais entidades dessas religiões.

    São entidades amorosas que oferecem ajuda para concretizar relacionamentos, mas cada uma tendo a sua função específica.

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas ajuda a unir casais e amarrar amores.

    Pra quem gosta muito da entidade e está sempre rezando pra ela, pode adquirir uma imagem em sua homenagem, como agradecimento, etc.

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas trabalha para a Rainha das Sete Encruzilhadas, elas pertencem a mesma falange, mas suas funções se diferenciam no mundo astral.

    Conta a lenda que o Senhor das Encruzilhadas, quando chegou no mundo astral, pegou Maria Padilha do Cruzeiro das Almas como companheira e ela lhe mostrou todo o astral inferior.

    Nestas andanças ao limbo, ele encontra sua antiga mulher, que era sua rainha na vida terrena, a qual nunca esqueceu, então passou a cuidar dela.

    Quando o Exu Mor nomeou o Senhor das Encruzilhadas em Rei das Sete Encruzilhadas, ele ordenou que Maria Padilha do Cruzeiro das Almas tomasse conta do astral inferior, lhe dando o título de Rainha do Cruzeiro… e foi viver com sua antiga mulher no médio astral… onde a titulou como Rainha das Sete Encruzilhadas, dando a ela todos os poderes que a ele foi dado pelo o Exu Mor.

    A Rainha do Cruzeiro, ou seja, Maria Padilha do Cruzeiro das Almas, se sentido abandonada pelo Exu Rei, resolveu formar seu próprio reinado e nomeou o Exu do Cruzeiro das Almas como seu fiel escudeiro e namorado.

    Os dois juntos governam os reinos dos cruzeiros das almas, mas também recebem suas oferendas em encruzilhadas.

    É falso quando dizem que as duas rainhas é uma só ou que ambas se odeiam…

    São rainhas de reinos distintos que quando na terra muito se respeitam.

    Quem é Maria Padilha do Cruzeiro das Almas

    Confira, no vídeo abaixo, postado pelo canal Casa da Padilha, quem é Maria Padilha do Cruzeiro das Almas, o que ela faz e qual a diferença entre Maria Padilha do Cruzeiro das Almas e Maria Padilha das Almas.

    Mensagem de Maria Padilha do Cruzeiro das Almas

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas é uma linda mulher, uma rosa perfeita, uma rainha absoluta, uma mãe zelosa, uma conquistadora invencível, uma feiticeira sábia.

    Á seguir, deixamos uma mensagem psicografada de Maria Padilha do Cruzeiro das Almas.

    Recomendo ler esta mensagem se você tem o costume de rezar e fazer simpatias ou se está com esta intenção para atingir algum objetivo.

    A mensagem abaixo vai fazer você refletir se você está escolhendo certo e fazendo certo as coisas.

    Venho em terra para auxiliar os que aqui estão e clamam por minha ajuda.

    Muitos de vocês que aqui se encontram encarnados ainda não sabem diferenciar uma guardiã pomba gira de um quiumba, que apenas usa nossos nomes para conseguir algo de filhos que não estão em vigília.

    Nossa missão é encaminhar, mostrar o caminho, ensinar a vocês a conquistar, a se amarem, a se seduzirem, a olharem pra dentro de seus interiores e cultivar a verdadeira força dos exus.

    Séculos de histórias seguem nossa caminhada, histórias de erros, sofrimentos, mortes…

    Todos nós, após desencarnarmos, sofremos e padecemos como qualquer outro ser, vagamos por muitos e muitos anos na escuridão de nossos erros e, após refletirmos, chegamos a conclusão que precisaríamos de assumir responsabilidades diante das leis divinas para evoluirmos, e aqui estamos nós cumprindo essa missão que a nós foi concedida.

    No entanto, muitos se enganam, se embebedam em nosso nome, fazem suas trapaças se passando por nós, enquanto que nós, conhecedores do íntimo do ser humano, sabemos o desfecho dessa triste caminhada.

    Que vocês fiquem alertas de que exus guardiões não fazem parte de seus desejos explícitos de mentiras e desenganos, trabalhamos incansavelmente encaminhando espíritos desregrados em todos os sentidos, antes de brincarem com nossos nomes, tenham a consciência por quem estão sendo influenciados.

    Querem dinheiro? Na terra de vocês existe trabalho, então peça ajuda a nós para caminhos abertos, mas não envergonhem os que trabalham sério conosco.

    Querem homens? Aprendam nossos ensinamentos de amar a si mesmas em primeiro lugar, mas não venham pedir para que eu desmanche uma união para que seu ego seja exaltado.

    Somos de lei e seguimos o que na terra de vocês é desrespeitado.

    Querem proteção? Aprenda que você precisa estar totalmente dentro da exatidão de princípios, pois você pode mentir para todos e para si, mas para nós, você nunca esconderá a verdade.

    Muitos falam de nós, dizem o que não sabem, reproduzem mentiras descabidas e assinam por nós, estamos de olho em vocês que procuram de subterfúgios para refletir o que são no momento, pois todo erro pode ter um fim se vocês se propuserem a seguir os ensinamentos de guardiões que trabalham seriamente.

    Sou Maria Padilha do Cruzeiro das Almas, antes de brincar com meu nome, reflita bem!

    Para minhas filhas, deixo os ensinamentos de se amarem em primeiro lugar.

    Antes de qualquer decisão, pense que cada escolha malfeita é fruto de sua precipitação, mas mesmo assim, estarei sempre disposta a te ensinar, pois sou sua guardiã e essa é minha missão.

    Falarei sempre o que você precisa ouvir para seu aprendizado, mas você tem o livre arbítrio de querer praticar.

    —–*—–

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas

    (Mensagem recebida pela médium Sharmayla Amar)

    Conclusão

    Maria Padilha do Cruzeiro das Almas muda e influencia vidas. Se você quer saber quem é Maria Padilha do Cruzeiro das Almas, escute os seus pontos cantados, pois estes revelam quem ela é e, caso queira um amor ou afastar uma rival, ore à ela, pois ela é forte e poderosa.

    Livros de Maria Padilha em PDF: