Etiqueta: Pontos Cantados

  • Maria Padilha do Cabaré: Quem é, Histórias, Imagem, Características, Pontos Cantados e Guia

    Maria Padilha do Cabaré: Quem é, Histórias, Imagem, Características, Pontos Cantados e Guia

    Maria Padilha do Cabaré é extremamente poderosa e trabalha na falange de Maria Padilha. É uma entidade bonita, jovem, sedutora, elegante, feminina, faceira, astuta, audaciosa, mas também tem vidência.

    É certeira e sempre tem algum conselho para as pessoas, principalmente para aquelas que sofrem de amor.

    Sua força também é usada para desmanchar feitiços, pedir proteção, curar doenças e zelar pelas coisas do coração e do dinheiro.

    É muito temida por sua frieza e seu implacável poder na questão de demandas. É uma entidade muito carismática e apreciada pelo povo de umbanda, pois adora trabalhar quando está na Terra e suas médiuns são sempre pessoas alegres e de aparência muito jovem.

    Ela trabalha para amor, união, concursos e tudo o que for a respeito de progresso material! Os cabarés, ponto de força desta entidade, eram espaços pequenos e ligados ao submundo das grandes cidades europeias dedicados a shows, fossem eles de dança, teatro, música, contadores de piadas, strippers, enfim, um grande show de calouros onde a fumaça de cigarro nublava os holofotes e enchia as narinas.

    Um estabelecimento onde se apresentam espetáculos artísticos, satíricos, e onde os clientes podem tomar bebidas e cujo ambiente foi o principal vivido por Maria Padilha do Cabaré em sua encarnação.

    Primeira História de Maria Padilha do Cabaré

    Maria Padilha Rainha do Cabaré viveu na França, em 1639, e se chamava Suzanne. Ela era filha de um rico milionário banqueiro.

    Até uma certa idade, Suzanne tinha como único intuito se casar e continuar tendo a vida maravilhosa que sempre teve na casa de seus pais.

    Passados uns anos, Suzanne se apaixonou tão perdidamente por um estrangeiro que decidiu fugir da cidade com ele, abandonando todo o luxo e conforto que recebia de seus pais naquela época.

    No dia da fuga, o amor de Suzanne não apareceu, deixando a mesma plantada no local do encontro e o seu coração partido por uma desilusão amorosa.

    Desiludida, Suzanne decidiu rapidamente que não mais queria amar e nem ser amada, que nunca mais se prenderia a nenhum homem e que jamais voltaria a amar ninguém.

    Assim, ela fechou o seu coração e começou à namorar um e namorar outro. Desesperados com a atitude da filha, seus pais decidiram fortemente que iriam deserdá-la.

    Dessa forma, Suzanne perdeu toda a sua riqueza e a sua mãe nada pode fazer, porque naquele tempo as mulheres não tinham muita voz na sociedade, pois o mundo era inteiramente machista.

    Então, Suzanne foi trabalhar em uma casa de cortesãs, mas essa não foi a primeira oportunidade que ela encontrou, porque antes de chegar nessa boate, ela bateu em várias portas, porém poucas portas se abriram para ela e a única pessoa que à acolheu foi uma cortesã de idade, dona de um cabaré muito luxuoso.

    Essa mulher ensinou Suzanne os ofícios de uma cortesã, mas ao contrário do que muitos pensam, Suzanne nunca se prostituiu.

    Ela queria apenas mandar nas demais mulheres que trabalhavam naquele café. Então, após o desencarne da dona da boate, Suzanne se tornou uma das mais ricas cafetinas de toda a França.

    Cuidando de várias casas, ela voltou a se apaixonar e, por culpa desse amor, se perdeu totalmente em seus negócios.

    Após o seu desencarne, ela passou à se chamar Maria Padilha Rainha do Cabaré. “Maria Padilha” pelo fato dela trabalhar na falange de Maria Padilha e “Rainha” pela fortuna que ela tinha antes de ser deserdada pelos seus pais.

    Segunda História de Maria Padilha do Cabaré

    De acordo conta uma lenda, Maria Padilha Rainha do Cabaré foi espanhola e rainha, dona de castelo, e adorava bacalhau, queijos e vinhos.

    Outra história diz que, quando encarnada, ela foi dona de um cabaré espanhol muito luxuoso e famoso, responsável por torna-la uma mulher marcante na sociedade da época.

    Amou apenas uma vez e por ter sofrido por esse amor, nunca mais amou ninguém. Foi uma mulher bem sucedida e se tornou muito rica.

    Ela tinha um dom que lhe acompanhava desde menina: o dom das cartas – o misterioso futuro no qual ela o adivinhava; este dom veio de seus antepassados espanhóis.

    O sofrimento por esse amor foi o que a fez suicidar-se: ela amava um de seus empregados, que era garçom em seu bordel, mas ele era apaixonado por uma das meninas que trabalhavam lá.

    Um dia os dois amantes fugiram. Maria Padilha Rainha do Cabaré sofreu muito e, não aguentando a solidão, matou-se ao se atirar de um penhasco.

    Foi assim que ela foi parar no Umbral.

    Imagem e Características de Maria Padilha do Cabaré

    Maria Padilha do Cabaré é representada por uma mulher ora donzela, ora extremamente sexualizada. Muitas vezes, usando vestido longo vermelho, preto e dourado; rosa no cabelo ou nas mãos; e joias grandes.

    Ás vezes, parece uma cigana, mas é mais comum vê-la representada como uma dama da alta sociedade de épocas passadas ou praticamente nua, usando apenas joias e roupa de baixo.

    Maria Padilha Rainha do Cabaré atua nas áreas onde a mulher exagera na sua sexualidade. Então, ela vem diminuindo a libido, porque essa moça ensina que quando se exagera na sexualidade, acaba-se trancado outras áreas da vida.

    Ela é a protetora das prostitutas, cortesãs, mulheres que se casam muito cedo e não permite que mulheres que já foram abusadas sexualmente continuem passando por isso.

    Maria Padilha Rainha do Cabaré também atua muito bem nos negócios e gosta quando as mulheres trabalham com joias, bijuterias, sapatos, bebidas e coisas delicadas.

    Ela também adora que as mulheres sejam emponderadas financeiramente. Então, se você precisa ter mais sensualidade, amor ou deseja abrir um negócio de sucesso, peça proteção à Maria Padilha Rainha do Cabaré.

    Essa moça gosta de tecidos leves e de seda, joias em tons dourados, diamantes, bijuterias com zircônia e strass, champanhe rosé, campari, etc.

    Se você quer agradá-la, dê à ela uma pulseira dourada com brilho e com pedras. Pode dar também brincos, anéis, juntamente com uma bebida rosé, um lenço de seda e flores vermelhas.

    Tudo isso pode ser dado à Maria Padilha do Cabaré sem a necessidade de serem coisas caras. Ofereça à ela simplesmente com o coração e ela se sentirá extremamente agradada.

    Claro que hoje, devido sua evolução, aceita oferendas comuns. Mas ela é muito fina, sabe o que é bom, gosta de joias, de belas roupas feitas de bons tecidos e adora saias com muitos babados e leque.

    Esta senhora gosta de ser bem cuidada, principalmente pelos seus aparelhos mediúnicos, joga cartas, sabe ser amiga de seus cavalos e sabe o que diz – vem à Terra a trabalho e não a passeio.

    Como toda Maria Padilha, gosta de champanhe, licor de aniz, martini, campari e mel. Seus ebôs (nas religiões que os fazem) são pata preta, pomba preta e cabra preta.

    Fuma cigarros e cigarrilhas de boa qualidade. Recebe suas oferendas, seus presentes e seus despachos em encruzilhadas em forma de “T” ou de “X”, de preferência perto de cabarés (irá de acordo com o pedido da entidade), bares, boates…

    Adora cosméticos e espelhos. As rosas a serem oferecidas a esta pomba gira devem ser vermelhas (nunca botões) em número ímpar, cravos e palmas vermelhas.

    Símbolos: pássaro, tridente, lua, sol, chave e coração.

    As velas podem ser pretas e vermelhas, todas vermelhas e, em certos casos, pretas e brancas ou, ainda, todas brancas (dependerá do trabalho a ser realizado; a entidade dirá qual cor a usar).

    Ela tem 7 amores – seus maridos são o exu Rei das Sete Liras, exu Lúcifer, Zé Pilintra, Zé Malandro, Zé do Catimbó e outros da falange da malandragem, ela pode ter muitos maridos, que se tornam seus “escravos” ou empregados.

    Maria Padilha Rainha do Cabaré é a grande dama da malandragem, tanto que em suas festas os Malandros são presença marcante.

    Maria Padilha Rainha do Cabaré gosta de luxo, dos homens, de dinheiro, da boa vida, dos jogos de azar, de baile e de música.

    É uma grande bailarina, cujos movimentos podem incluir passos das ciganas em alguns momentos, mexendo sensualmente seus braços, como quem desfruta plenamente de seduzir com o corpo em movimento.

    Seu porte é altivo, orgulhoso, majestoso; possui características das mulheres que não tem medo de nada. Rainha do Cabaré também é um dos títulos dado à falange de Maria Padilha.

    Outros títulos são Rainha da Lira, Rainha do Candomblé, Rainha da Malandragem, Rainha dos Infernos, Rainha das Marias, Rainha das Facas, Mulher de Lucífer, Rainha dos Ciganos etc.

    “Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu…” também conhecida como” Rainha do Candomblé” ou Rainha das Marias.

    Rainha do Candomblé não pelo culto africanista aos Orixás, senão por ser essa palavra o sinônimo de dança e música ritual.

    “Uma mulher que nasceu em um dia qualquer, que se criou sozinha e se tornou Rainha pela sua própria força, teve vários homens em sua cama, mas amou um só.”

    Ponto Cantado de Maria Padilha do Cabaré

    Chegada de Maria Padilha do Cabaré

    Guia de Maria Padilha do Cabaré

    A guia de Maria Padilha do Cabaré é feitas em contas vermelhas, pretas e amarelas, contendo símbolos de rosa e tridente.

    Livro Recomendado:

  • Exu Tiriri e Maria Padilha: Festa, História e Pontos Cantados

    Exu Tiriri e Maria Padilha: Festa, História e Pontos Cantados

    Exu Tiriri e Maria Padilha são entidades festejadas juntas e, muitas vezes, evocadas juntas. Abaixo, você irá conferir o trecho de uma festa de Exu Tiriri e Maria Padilha do Cabaré e vai saber mais sobre o Exu Tiriri, suas falanges, histórias e pontos cantados.

    Festa de Exu Tiriri e Maria Padilha do Cabaré

    Um grandioso mistério de Deus é o Mistério Exu Tiriri, originado no Trono da esquerda da Lei, trabalhando na vibração de Ogum, portanto sua vibração original é a da vitalização da irradiação da Lei e da Ordem.

    Exu Tiriri existem muitos, todos com suas divisões de acordo com a sua atuação. No entanto, isso não quer dizer que ele não atue em outros campos, pois assim como existem exus que recebem suas oferendas em encruzilhadas, principalmente as de terras, o mesmo pode também receber em estradas de ferro, podem solicitar suas oferendas em outros lugares, tais como pedreiras, cachoeiras, campo aberto, dependendo da sua necessidade de trabalho, pois alguns exus carregam consigo o mistério sétuplo.

    Exu trabalha com a natureza e a natureza está em todo o lugar. O Mistério do Exu Tiriri atua nas sete irradiações divinas, da mesma forma que os Sete Mistérios (Sete Catacumbas, Sete Caveiras, Sete Encruzilhadas, Sete Aços, Sete Trevas, Sete Fogareiro etc.) e, portanto, atua vitalizando a ordem e a retidão nos sete sentidos da vida, abrindo os caminhos daqueles que são merecedores dessa dádiva, podendo realizam curas de todos os males, vindo a combater todas as formas de vingança.

    Seu poder é sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde. Os Guardiões Tiriri atuam nas vibrações dos verbos-função “quebrador”, “devolvedor” e “retornador”, assim como são grandes especialistas em demandas e quebra de magias negras.

    Tiriri é considerado o “Senhor da vidência” ou aquele que vê mais além.

    Exu Tiriri da Calunga

    O Guardião Tiriri da Calunga é de grande força, atua em despachar trabalhos nas encruzilhadas, matas, rios, cemitérios etc.

    Sobre suas características físicas, apresenta-se com grandes traços orientais, anda de preto, com um gato preto ou um gato sianês, possui cabelos lisos como de japonês preso como rabo de cavalo, possui uma capa preta e vermelha, usa bengala ou um bastão na sua mão.

    Ele vem na Linha de Oxalá (Conforme alguns estudiosos).

    Exu Tiriri das 7 Encruzilhadas

    Alguns estudioso afirmam que Exu Tiriri das 7 Encruzilhadas, em uma de suas “lendas”, viveu na Irlanda, no século XVI, como mero camponês.

    Era moço formoso e humilde, mas cometeu o grave pecado de se apaixonar por uma bela jovem, filha do senhor feudal do condado.

    Seu amor impossível foi causa de sua desgraça, levando-o a masmorra por vários anos, onde convivia com a fome, tortura e todo o tipo de degradação humana.

    Sua convivência com a dor, a peste, a cólera, a lepra, a tuberculose e outros males o fez, ao mesmo tempo, caridoso e revoltado, por tanta dor e sofrimento.

    Hoje, é um exu que vem na Linha da Magia Branca trabalhar para as curas de todos os males e combater todas as formas de vingança.

    A História de Exu Tiriri

    Aconteceu em Portugal, final do século dezenove. Passam das 23 horas quando Bartolomeu Custódio bate à porta de seu primo e é atendido pelo rapaz que, visivelmente, foi acordado pelas insistentes batidas.

    – Primo, preciso urgente de ti!

    Fernando manda-o entrar deixando claro estar contrariado com a visita repentina em tão tardio horário.

    – Nem me fale Bartolomeu! São réis o que deseja. Não é?

    O homem baixa a cabeça e responde num fio de voz:

    – Perdi mais de mil no carteado do Barão, senão pagar, ele ameaçou acabar com minha família.

    – Mil? Estás louco? Não faz um mês que paguei sua divida de quinhentos e já vens aqui pedir-me mais de mil? Onde vais parar, ou melhor, aonde vou eu parar com tantos réis que se vão ladeira abaixo? Achas que por ter tido sorte na vida tenho que carregá-lo nas costas? A ti, tua família, teu maldito vicio?

    Bartolomeu ouve tudo sem levantar os olhos.

    – Primo, só tenho a ti para recorrer. O que será de minha mulher e meus filhos? Juro-te que nunca mais jogarei um só conto em nada!

    O rapaz está descontrolado e replica aos gritos:

    – Já ouvi essa ladainha muitas vezes e não vou mais cair nessa conversa. Vá ao Barão e diga que não tem, não conseguiu, e ele que espere. Ainda ontem a pobre de tua mulher veio até aqui pedir-me comida. Crês nisso? Tive que dar comida a tua família. Enquanto tu espezinha-me com dívidas de jogatina. Olhe para ti! Estás em estado lamentável, além de cheirar a vinho à distância. Saia já de minha casa.

    Dirige-se para a porta e a abre com violência. Bartolomeu levanta-se lentamente, de seus olhos caem lágrimas, é duro ter que ouvir tudo que está ouvindo, apesar de ser a mais pura verdade.

    Faz ainda uma última tentativa.

    – Primo, pelos teus filhos, ajuda-me!

    Fernando continua parado à porta apontando a rua.

    – Fora daqui, vagabundo! Nunca mais me apareça, porco imundo!

    Sem mais nada a dizer, o homem retira-se lentamente ouvindo o baque violento da porta atrás de si. Caminha tropegamente enquanto as lágrimas embaçam sua visão.

    Sabe que fez tudo errado. Sempre! Foi mulherengo, bêbado, viciado em jogos. Tem a exata noção do péssimo pai e marido que é.

    Seu primo tem toda a razão em humilhá-lo. Sem perceber, depois de muito caminhar, está sobre uma ponte.

    Talvez seja essa a única saída. Faz uma pequena prece e atira-se nas águas profundas do rio. O espírito de Bartolomeu Custódio durante anos perambulou por sendas escuras e tortuosas.

    Passado um longo tempo e depois de rever erros e acertos de vidas anteriores, foi amparado por mentores que o encaminharam para a labuta do resgate cármico.

    Hoje, trabalhador de nossos terreiros, é conhecido como o grande Exu Tiriri, elegante, educado e sempre com um profundo respeito para com seus consulentes.

    É representado pela imagem de um homem sério, que veste preto e vermelho, usa capa preta, bengala e chapéu.

    Já Maria Padilha é representada pela imagem de uma mulher bonita, também elegante, que usa vestido preto e carrega consigo a imagem do cruzeiro.

    O que é Exu?

    Exú é o 1º nascido da existência e, como tal, o símbolo do elemento procriado. Mensageiro dos orixás, elemento de ligação entre as divindades e os homens, a um tempo mais próximo do mundo terreno e mais perto do elevadíssimo espaço celeste por onde transita Òrúnmìlà, é um orixá, é sempre a primeira divindade a receber as oferendas, justamente para que atue como um aliado e não como um rival que perturbe os procedimentos místicos desenvolvidos durante os rituais.

    Coerente com seu lugar mítico privilegiado, é ele que abre esse “corpus mitopoético”. Princípio dinâmico e princípio da existência individualizada, Exu não pode ser isolado ou classificado em nenhuma das categorias.

    Ele é como o axé (que ele representa e transporta), participa forçosamente de tudo. Segundo Ifá, cada um tem seu próprio exu e seu próprio Olorún em seu corpo.

    O nome de exu é conhecido, invocado e cultuado junto ao orixá. E é Ifá quem revela e permite-nos sabê-lo.

    Ponto Cantado de Exu Tiriri e Maria Padilha

    Ponto Cantado Festa do Exu Tiriri

    Letra do Ponto Cantado:

    É meia noite em ponto e o galo cantou
    É meia noite em ponto e o galo cantou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou

    Ele vem da calunga
    De capa e cartola
    E tridente na mão

    Esse Exú de fé
    É quem nos trás o axé
    E nos dá proteção

    Ele é Exú Odara
    E vem nos ajudar
    Com seu punhal ele fura
    Ele corta demanda, ele salva, ele cura, exú é mojubá

    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Eu perguntei a ele o que é Exú
    Ele veio me falar
    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Traz sua falange
    Exú Tiriri para trabalhar

    Exú é caminho, é energia, é vida, é determinação
    É cumpridor da lei, Exú é esperto, Exú é guardião
    Exú é trabalho, é alegria veloz, Exú é viver
    É a magia, é o encanto
    É o fogo no sangue, na veia vibrando, Exú é lazer

    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Traz sua falange
    Exú Tiriri para trabalhar
    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Traz sua falange
    Exú Tiriri para trabalhar

    Vem seu tranca-ruas, Maria Padilha e Exú Marabô
    Sete encruzilhadas, seu Zé Pilintra aqui chegou
    Maria Mulambo, Maria Farrapo e Dona Figueira
    Dona Sete Saias, Pombo-gira Menina e Rosa Vermelha
    Sete catacumbas, Exú caveira firma o ponto aqui
    E o Exú Capa Preta anunciou a festa do Exú Tiriri

    É meia noite em ponto e o galo cantou
    É meia noite em ponto e o galo cantou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou

    Ponto Cantado A Festa do Exu Tiriri

    Livro Recomendado:

  • Exu Caveira e Maria Padilha: Pontos Cantados e Festa

    Exu Caveira e Maria Padilha: Pontos Cantados e Festa

    Exu Caveira e Maria Padilha são duas entidades que possuem muitos pontos cantados e são celebrados juntos em festas de tendas espíritas e terreiros de umbanda e candomblé.

    Abaixo, você vai conferir alguns pontos cantados de Maria Padilha e Exu Caveira, guardiões da calunga, e também o registro de uma festa dedicada à ambos ocorrida em uma tenda espírita.

    Ponto Cantado de Maria Padilha e Exu Caveira – Não Entro Mais no Cemitério (Guardiões da Calunga)

    Letra do Ponto Cantado:

    Caminhando na calunga

    Uma voz me chamou

    Era uma linda mulher

    Exu Maria Padilha, rainha de Lucifer

    Ela me diz: Amigo que passa aqui,

    Nao é sua morada, este lugar nao é pra ti

    Hoje estou aqui pra calentar

    Sou a bruxa da noite, a rainha de sabá

    Exu Caveira mandou já avisar

    Nao entra mais no cemitério

    Se nao é alma, vai ficar

    Exu Caveira é, Exu Caveira é

    Nao entro mais no cemitério

    Sem o permisso de você (bis)

    4 Pontos Cantados de Exu Caveira e Maria Padilha – Cria de Ogum

    1° Festa de Pomba Gira – Maria Padilha e Exu Caveira Negra – 28.08.21

    Na Tenda Espírita Oxóssi Cachoeira e seus Zeladores, de Pai Alan de Oxum e Pai Adilson de Ogum, ocorreu a 1° Festa de Pomba Gira – Maria Padilha e Exu Caveira Negra de Mãe Luana de Inhasa e Pai Felipe de Omulu.

    Confira à seguir:

    Ponto Cantado de Exu Caveira e Maria Padilha 🔱

    @lua_pontos

    ponto de Exu caveira e Maria Padilha 🔱 letra ⬇️ o meu pai era quimbandeiro e a minha mãe da kimbanda era quando morreram eu fui nos dois enterros de olhos fechados acendi uma vela fiz um pedido para as almas descerem para um lugar aonde eu desconhecia O último pedido do meu pai João e o último adeus da minha mãe Maria (bis) quando eu me fui ainda era novo se fosse vivo não acreditaria encontrei o meu pai como João caveira e afinada minha mãe como Maria Padilha se o mundo é pequeno daqui do outro lado encontrei a minha família acende um toco de vela vermelho e preto salve João caveira e Maria Padilha ♥️ #salveoponto #exujoaocaveira #pombagiramariapadilha #joaocaveira #mariapadilha #pontodejoaocaveira #pontodemariapadilha #pontodefundamento #pontodequimbanda #loroyepombogira #laroyeexuamojuba

    ♬ som original – Lua

    Letra do Ponto Cantado:

    O meu pai era quimbandeiro

    E a minha mãe da quimbanda era

    Quando morreram, eu fui nos dois enterros

    De olhos fechados, acendi uma vela

    Fiz um pedido para as almas descerem

    Para um lugar aonde eu desconhecia

    O último pedido do meu pai João

    E o último adeus da minha mãe Maria (bis)

    Quando eu me fui, ainda era novo

    Se fosse vivo, não acreditaria

    Encontrei o meu pai como João Caveira

    E a finada minha mãe como Maria Padilha

    Se o mundo é pequeno

    Daqui do outro lado encontrei a minha família

    Acende um toco de vela vermelho e preto

    Salve João caveira e Maria Padilha ♥️

  • Maria Padilha Quitéria: Histórias, Quem é, Pontos Cantados, Oração, Caminhos, Características, Imagem, Frases e as Três Marias

    Maria Padilha Quitéria: Histórias, Quem é, Pontos Cantados, Oração, Caminhos, Características, Imagem, Frases e as Três Marias

    Apesar de muitas pessoas pesquisarem por e acreditarem que existe uma Maria Padilha Quitéria, Maria Padilha e Maria Quitéria são duas entidades diferentes.

    Ambas são pombas giras, mas suas histórias são completamente diferentes, não devendo haver confusão, como um próprio ponto cantado dela diz:

    (…) Eu sou Maria, mas não vão se confundir por aí, porque eu sou Maria, Maria Quitéria (…)

    A confusão entre as entidades Maria Padilha e Maria Quitéria, provavelmente se dê, porque a pomba gira Maria Quitéria é uma das mais conhecidas no reino umbandista, assim como Maria Padilha.

    A Pomba Gira Maria Quitéria é uma entidade de religiões afro-brasileiras, uma grandiosa entidade da linha de esquerda, muito atuante dentro da nossa querida umbanda, tão famosa e tão temida.

    Comanda uma grande falange de espíritos, tendo como parceira a Dona Maria Navalha. Muitos dizem que é a irmã mais velha de Maria Mulambo e de Maria Padilha.

    História de Maria Quitéria (A Mais Contada)

    A história dessa pomba gira maravilhosa teve inicio na cidade de Lisboa, em Portugal, em meados do século 19, quando nascia uma bela menina de olhos negros e penetrantes na casa de uma família economicamente abastada.

    Seu nascimento fora uma festa para a família, pois sua mãe, uma jovem portuguesa, após alguns anos de matrimônio com um militar brasileiro, não conseguia realizar um grande sonho, que era de ter um filho de seu amado.

    Após as esperanças se findarem, veio a grande surpresa, uma gravidez, que foi a grande felicidade de todos.

    E então chegou o tão esperado dia, o nascimento de uma criança que já era tão amada e guardada. O primeiro choro emocionou a todos, a jovem portuguesa, em lagrimas abraça o esposo e mostra a bela menina de pele não muito clara.

    Uma pequena princesa, que teve como nome a tradicional Maria, para seguir a tradição familiar, e o composto de Quitéria, pois a mãe da menina era muito devota e extremamente agradecida a Santa Quitéria.

    Sete anos se passaram, a menina Maria Quitéria era muito esperta e falante, e assim criava muitas amizades com todos da região.

    Nessa época, o Rei de Portugal estipulou uma lei na qual eram tomadas a coroa e terras que, mesmo produtivas, viraram propriedades do poder, deixando os trabalhadores rurais sem ter onde morar e o que comer, e assim foi nascendo grandes revoluções e invasões em torno da região.

    Em uma dessas invasões, alguns malfeitores se entraram em meio dos trabalhadores rurais e, assim, aproveitando a confusão, assaltavam as casas das pessoas que residiam na cidade, e faziam isso com extrema covardia, chegando a assassinar moradores inocentes.

    E uma dessas casas foi a da pequena Maria Quitéria que, ao ver a invasão na casa de seus pais, ficou desesperada, pois os assassinos já tinham alcançado os mesmos.

    Uma serviçal da residência, ao notar o acontecido, pegou a menina pela mão e saiu escondida pela parte de trás da casa, indo se esconder por entre as árvores que ficavam em um pomar.

    Ficaram ali por horas escondidas, enquanto dentro da residência os malfeitores roubavam tudo, agrediam os pais de Maria Quitéria e os serviçais.

    Diante de uma fúria incontrolável, esses larápios atacaram a todos que ali estavam com punhais pontiagudos, assassinando a todos e sem o menor arrependimento.

    Os sanguinários atearam fogo por toda a casa, queimando os corpos, até mesmo os que ainda não tinham desencarnado, sobre os olhos mareados de lágrimas da pequena Maria Quitéria que observava tudo.

    Os assassinos saíram apressadamente e sem olhar para trás deixaram aquela grande dor no coração da menina.

    Sem ter aonde ir, a serviçal levou a menina a um acampamento de Ciganos, implorando ajuda e explicando o que havia acontecido.

    Pedia ela que os Ciganos tomassem conta da pequena criança, pois não tinha condições de ficar com a menina.

    O Povo Cigano tinha na alma a caridade extrema, e acolheram a menina como se fosse uma deles. E ali ficou dez anos, viajando de cidade a cidade em Portugal como uma verdadeira nômade, até que, por questões do Rei, começaram perseguições implacáveis sobre os Povos Ciganos, fazendo assim com que o grupo no qual se encontrava Maria Quitéria partisse para o Brasil.

    E foi assim que Maria Quitéria veio para o Brasil, já uma jovem, linda, guerreira, sabendo as magias ciganas, caridosa e extremamente forte.

    O tempo foi se passando e de cidade em cidade, agora no Brasil. Maria foi tendo novas experiências, até que um belo dia o chefe do Clã Cigano na qual ela fazia parte decidiu retornar a Portugal, porém a jovem estava decidida a ficar, e assim houve a despedida dela daquele tão generoso Povo Cigano que a acolheu com tanto carinho e dedicação.

    Ela então se tornou uma nômade solitária, como uma andarilha, buscava lugares para pernoitar, e assim foi conhecendo muitas pessoas e tendo novas experiências.

    Entre essas pessoas, ela passou por meio de grandes fazendeiros, de prostituas, de malandros, pessoas do bem e do mal, e a todas ela buscava demonstrar palavras de auxilio, de luz, de caridade.

    Auxiliou diversas pessoas com o que aprendera com os Ciganos, trouxe paz aos desesperados, comida aos famintos, água aos sedentos, luz aos que se encontravam na escuridão.

    Por viver nas ruas, ela aprendeu a se defender e defender seus semelhantes, e tinha nessa colocação a sua dádiva de vida.

    E, em um fato assim, Maria Quitéria teve seu desencarne já com seus trinta anos, pois em uma das suas andanças pelas noites e sem destino, encontrou uma jovem prostitua desesperada a correr e chorando muito, vendo esse fato, logo se pôs a tentar ajuda-la.

    A jovem esclarece que está sendo perseguida por covardes homens na qual ela não aceitou ceder a proposta que lhe fizeram, e com a negativa eles decidiram mata-la.

    E, nesse momento, chefa a frente delas um homem forte e com olhar covarde, gritando que ela deveria o acompanhar, e a jovem em negativa se esconde atrás de Maria Quitéria, que toma a frente da situação, tirando de sua saia um punhal afiado.

    O homem avançava sobre as duas e, nesse momento, Maria Quitéria o ataca acertando o punhal na barriga, fazendo um grande e profundo corte.

    Ele cai, e as duas correm pela escuridão. Nesse momento, chega até o homem os outros que também estavam perseguindo a jovem prostituta e, ao vê-lo ao chão ferido e desacordado, ficam sem entender o acontecido.

    Acreditando que o homem ferido estava morto, um dos perseguidores se joga de joelhos ao chão e, em um grito de desespero e dor, grita a frase: “Meu irmão, quem fez isso com você?”.

    Nesse momento, Maria Quitéria vê o desespero do rapaz e diz à jovem para fugir, pois ela iria retornar para auxiliar o ferido e assim acalmar o coração de seu irmão.

    E assim foi feito, ela retornou e, chegando junto ao homem ferido e seu irmão, ela diz:

    “Meu rapaz, tome esse frasco com essa poção Cigana, dê um bom gole a boca de seu irmão e depois jogue o restante no ferimento”.

    O rapaz, seguindo as orientações da mulher, fez o que deveria fazer, enquanto ela sumia na escuridão, sem ser notada, pois todos estavam apáticos ao verem a reação do homem e da ferida que fechava e cicatrizava na frente dos olhos de todos.

    E, assim se passaram sete dias, o homem que antes ferido já andava normalmente pelas vielas da cidade e andava não a esmo, pois em seus olhos brilhavam o sentimento de vingança.

    Em certo ponto de uma viela escura, ele vê Maria Quitéria dormindo ao relento e, se aproximando como uma serpente, decide se vingar estocando um punhal no coração da mulher que dormia indefesa.

    E, assim, Maria Quitéria desencarna, e em seu redor e diante dos olhos assustados do assassino, espíritos obsessores tentavam levar o espírito de Quitéria para a escuridão, pois viam nela uma grande força.

    Porém, diante desse fato, foram surgindo espíritos de luz, uma legião de sete Exus, que vieram resgatar Maria e levarem ela para o lugar das divindades de luz, para que pudesse, com a benção de Oxalá, se tornar uma entidade de Luz lutadora em prol da caridade e guerreira contra a escuridão da maldade.

    Os Exus pegaram Maria Quitéria pela mão, dando-lhe o caminho a seguir, e ela sorridente se foi armando um lindo caminho de luz brilhante.

    Sem quase acreditar, o assassino se põe de joelhos, sem perceber que os espíritos sem luz que antes tentavam desviar o caminho do espírito de Maria Quitéria, colocavam-se em volta dele, sugando suas energias até o ponto de seu desencarne, e assim o levaram para o reino da escuridão, como mais um escravo.

    Hoje, Maria Quitéria trabalha nos terreiros de Umbanda, sua linha é a das pombas giras, e ela tem um jeito muito peculiar de falar, parecendo um tanto radical e bastante brava, assim como demonstrava nas ruas e vielas que vivia, não como demonstração de prepotência, mas sim pela sobrevivência.

    Quem é Maria Quitéria?

    A pomba gira Maria Quitéria é uma das mais conhecidas na Umbanda e atua na mesma legião da pomba gira Maria Padilha, sendo normal um(a) médium bem preparado(a) em seu desenvolvimento mediúnico ter Maria Padilha na coroa bem como a bela senhora Maria Quitéria.

    Dona Maria Quitéria é uma entidade muito forte e, sendo assim, ela comanda uma enorme falange de mulheres, entre tantas se destaca Maria Navalha, que é sua subordinada direta.

    Maria Quitéria, em terreiros bem firmes, sem mistificação e com médium preparado, é acompanhada por sete Exus que formam uma legião de trabalho e proteção onde Dona Maria Quitéria for e estiver.

    Dona Maria Quitéria é muito fina e elegante, adora tomar champagne, fumar suas cigarrilhas, seus perfumes e rosas.

    No entanto, apesar de já termos todas essas informações sobre, quando falamos de Dona Maria Quitéria, a pomba gira, mesmo dentro da Umbanda, ainda paira um pouco e mistério na cabeça de muita gente.

    Como visto acima através da história de Dona Maria Quitéria, ela foi uma jovem inocente que começou a ser fugitiva e acabou por se tornar em uma das Entidades de Luz mais poderosas e conhecidas de todas.

    Entretanto, a pomba gira Dona Maria Quitéria se difere mais pelo seu tom de pele escura e extremamente encantadora.

    Maria Quitéria gostava, e muito, de cantar, de dançar e de se mexer ao ritmo das músicas ciganas. Outra característica marcante da pomba gira Dona Maria Quitéria era sua força interior, extremamente forte.

    E como se esperava, Dona Maria Quitéria não gosta de injustiças, odeia ver maldade nos olhos das pessoas e detesta assistir a sofrimentos, por isso ela faz de tudo para acabar com tudo isso e para trazer um pouco de felicidade para a vida de quem realmente esteja necessitado.

    Para invocar a pomba gira Maria Quitéria há duas formas: a primeira delas é realizar uma oração poderosa para alguma finalidade, tal com a que é apresentada abaixo e, a segunda é através de um ritual realizado por um médium experiente.

    Nesses trabalhos, você faz seus pedidos e, se a pomba gira Dona Maria Maria Quitéria ver que você está mesmo precisando, se o que deseja é bom para você, ela vai lhe ajudar.

    A oferenda para a pomba gira Maria Quitéria, geralmente, leva rosas (em número ímpar), champanhe, licor de anis, velas, jóias ou bijuterias, espelho, cigarros de filtro longo, cigarrilha, perfumes finos, lenços e lindas toalhas vermelhas.

    Se o caso for mais sério, o pedido poderá ser diferente, mas, no geral, esses são os itens mais solicitados por Dona Maria Quitéria.

    A pomba gira Dona Maria Quitéria é uma entidade muito forte e poderosa que você deve respeitar muito, pois ela sempre virá em ajuda a quem possa estar necessitando, sempre com muita atenção aos seus filhos que à invocam para os objetivos corretos.

    A pomba gira Dona Maria Quitéria é conhecida por seu forte poder de sedução, podendo ajudar em casos amorosos, e também podendo ser ótimas companheiras e amigas espirituais de grande valor.

    Pontos Cantados de Maria Quitéria

    Eu tenho um nome tão lindo

    Mas eu só uso em tempo de guerra (2x)

    Querem saber o meu nome?

    Eu sou a Maria Quitéria (2x)

    Maria tem tantas por aí

    Toma cuidado que é pra não te confundir (2x)

    Eu sou Maria … Eu sou a Maria Quitéria (2x)

    ===============

    Andava sem rumo a noite

    Andava sem rumo de dia (2x)

    Minha vida era quase perdida

    Mas conheci uma linda pomba gira

    Me aconselhando nos momentos de agonia

    Maria Quitéria sem você o que eu seria

    =================

    Maria Quitéria come ponta de Agulha (2x)

    Quem mexer com ela, cava a sepultura (2x)

    Oração à Maria Quitéria

    Maria Quitéria é uma rainha que provê realização na vida das pessoas que a ela recorrem. Ela traz libertação, pois é poderosa, e basta divulgar a oração como agradecimento para conseguir a ajuda dela.

    Maria Quitéria, minha poderosa rainha, me ajude a consertar a minha vida agora, preciso da minha independência total financeira, da minha dignidade humana, da harmonia, paz, amor e prosperidade agora em minha vida.

    Minha rainha Maria Quitéria, eu sou merecedora, eu tenho certeza, pois sigo no caminho, minha querida amiga, faça justiça, que eu possa me ver livre agora desta situação indigna que eu não mereço.

    E que eu obtenha a minha realização de vida agora [faça seu pedido aqui], pois tu és justa, forte, poderosa e sábia, me socorre, pois estou necessitando urgentemente de sua ajuda agora!

    Liberta-me, guia-me, orienta-me trabalha para que eu possa me desembaraçar disso tudo e, se houver alguma demanda contra mim, minha rainha, peço que a desmanche totalmente e mande de volta a quem mandou.

    Poderosa Maria Quitéria, eu confio em ti no teu poder e justiça! Eu sei que você tem esse poder, por isso confio muito na sua palavra!

    Minha rainha poderosa, eu agradeço a tua ajuda preciosa! Obrigado(a), minha rainha Maria Quitéria, vou publicar esta oração em agradecimento por ter certeza de que estou sendo atendida.

    E sei que já consegui tudo com sua ajuda, Laroyê Maria Quitéria!

    Segunda Historia de Maria Quitéria

    Essa pomba gira nasceu em 1624, no Reino de Portugal, em Lisboa. Como toda portuguesa, ela recebeu o primeiro nome de Maria e o segundo nome de Quitéria, em homenagem a santa portuguesa.

    Ela foi criada por sua avó materna, pois sua mãe era viúva e enamorou-se do imediato de um navio mercante, seguindo com ele em viagem.

    Maria veio para o Brasil e acomodou-se em Minas Gerais. Com 19 anos, Maria teve seu primeiro filho na fazenda onde seu esposo trabalhava como capataz.

    Maria era uma moça prendada e sabia cuidar da casa e do marido com muito carinho, e isso despertou olhares cobiçosos de outros jagunços da fazenda.

    Passaram dois anos de harmonia e paz, até que um dia José chegou em casa e encontrou Maria desacordada nos braços de outro, por uma armação.

    Ele não pensou duas vezes, matou-a com 7 tiros e atirou contra seu companheiro, que fugiu porta afora. A criança foi entregue aos cuidados de uma família da fazenda.

    José viveu muitos anos infeliz e sem ninguém. Queria muito saber por que Maria fizera aquilo com ele. José foi atrás do farsante para que este contasse a verdade, ou tiraria sua vida ali mesmo.

    E este lhe contou que sua mãe não passava bem, então Maria lhe preparou uma garrafada e alertou-o que o remédio causava um forte sono e, por isso devia ser tomado somente à noite.

    No dia da tragédia, ele pediu ajuda a Maria novamente, dessa vez dizendo que ele não se sentia bem. Maria fez e serviu um chá aos dois, tomando para acompanhá-lo, mas não percebeu que o jagunço havia acrescentado ao chá o preparado daquela garrafada.

    Ela sentiu diferença no gosto, mas não levou em consideração. Quando ela sentiu sonolência, pediu ao jagunço licença, ele saiu e ela foi se deitar.

    Ele esperou até que ela dormisse e foi ter com ela… Maria até que começou a acordar, mas ele trancou sua respiração e ela desmaiou.

    Então, ele aproveitou para estuprá-la. Foi quando José chegou e ocorreu o fato. José, ao ouvir essa história, ficou desconsolado.

    Então, sua Maria era inocente! Então, José levou o jagunço pra fora do armazém e lhe deu três tiros na cabeça.

    Depois desse crime, José evadiu-se de Minas Gerais e nunca mais foi visto. Maria, por sua vez, foi recolhida ao plano espiritual e pôde enfim descansar.

    Após o tratamento e o refazimento, Maria passou a trabalhar na Linha das Almas, na falange “Maria Quitéria”.

    Maria sempre gostou da história de Santa Quitéria, porque assim como a sua, era uma história de dor, desejo e traição.

    Esta pomba gira se trata de uma guardiã de fé, e é da mesma banda de Maria Padilha. É uma entidade muito forte, que comanda uma falange muito grande de mulheres.

    A pomba gira Maria Navalhada é sua subordinada. Ela acompanha sete Exús e se apresenta sempre, quando bem incorporada, como uma mulher forte e sem rodeios e, ao contrário do que muitos pensam, estas entidades, apesar de serem muito sensuais, não costumam se insinuar a ninguém.

    A sensualidade faz parte da sua maneira de viver e é assim que elas se aproximam dos seus filhos de fé!
    Para Maria Quitéria, suas oferendas tem que sempre estarem impecáveis.

    É uma entidade muito exigente para com seus filhos e filhas, e também com aqueles que requerem sua ajuda.

    A força energética de Maria Quitéria tem maior intensidade em trabalhos a serem executados com as Almas, principalmente em Cemitérios e Montes, sendo quase sempre mensageira de Orixás como Iansã, Obá e, às vezes, Ogum.

    Caminhos de Maria Quitéria

    • Maria Quitéria das 7 Encruzilhadas
    • Maria Quitéria da Calunga
    • Maria Quitéria das Almas
    • Maria Quitéria da Campina
    • Maria Quitéria do Cruzeiro
    • Maria Quitéria da Figueira
    • Maria Quitéria dos Infernos
    • Maria Quitéria das Sete Catacumbas

    Características de Maria Quitéria

    • Atuação: Encruzilhadas, mata, cruzeiros, cemitérios, montes.
    • Amuletos: Navalha, taça, bijuterias, perfumes, batons, toalhas vermelha e preta, rosas vermelhas.
    • Bebida: Champanhes, licores doces.
    • Fuma: Cigarros, cigarrilhas longas, cigarrilhas com piteiras.
    • Vela: Vermelha e preta.
    • Guia: Vermelha, vermelha e preta.

    Imagem de Maria Quitéria

    Maria Quitéria é representada por uma mulher bonita e elegante, de cabelos pretos compridos e vestimentas vermelhas, que podem ser um vestido longo chique ou capa e saia.

    Ela também veste preto e costuma carregar nas mãos e na cintura um punhal. Em algumas imagens, ela também usa chapéu e há versões dela trajando roxo e rosa preta no cabelo.

    É representada com sensualidade, mas também denotando coragem e força. Suas imagens costumam ser as mais belas, ás vezes segurando uma taça e demonstrando seu lado festeira.

    É comum também vê-la representada seminua e associada à caveiras.

    Frases de Maria Quitéria

    • Não há mal que pode derrubar um coração cheio de fé! (Maria Quitéria)
    • Ter uma Quitéria no terreiro é a certeza de demanda vencida. (Frase de Filho de Axé)
    • Continue firme, mesmo quando o cansaço bater. Continue com fé, mesmo quando não tiver mais esperança. Continue sonhando, mesmo que a realidade seja tão dura. Continue lutando. (Guardiã Maria Quitéria)
    • Quem tem a magia, não necessita de truques. (Maria Quitéria)
    • Pomba gira da cara amarrada e do abraço cheio de afago. Pomba gira do ponto virado, da altivez e da força de mulher. (Pomba gira Maria Quitéria)
    • O erro do esperto é achar que todos são otários. (Guardiã Maria Quitéria)
    • Se alguém está tentando te derrubar, é porque de pé você faz um grande estrago. (Guardiã Maria Quitéria)
    • Quando eu tive medo, Maria Quitéria andou na minha frente. (Frase de Filho de Axé)
    • Muitas pessoas não querem te ver chegar ao topo, mas elas verão mesmo assim. (Pomba gira Maria Quitéria)
    • Quem não é um bom ímpar, jamais será um bom par. (Maria Quitéria)
    • Quem anda sob a saia de Maria Quitéria não perde o sono. (Guardiã Maria Quitéria)
    • Maria Quitéria tava sentada na porteira da calunga, quem tem inimigo não dorme, fica vigiando. (Frase de Filho de Axé)
    • Maria Quitéria, proteja minhas costas, porque o resto, se bater de frente, eu mesma(o) derrubo na mão. (Frase de Filho de Axé)
    • No coração, levo meu cavalo. E na ponta do meu punhal, levo os seus inimigos. (Maria Quitéria)
    • Ela manda e desmanda. Não tem medo de demanda. Em Maria Quitéria, você pode confiar. (Frase de Filho de Axé)
    • Ela é linda, é linda demais. Maria Quitéria, mulher de satanás. (Frase de Filho de Axé)
    • Quando você se perder e quiser direção, chama Maria Quitéria, mulher de faca na mão. (Frase de Filho de Axé)
    • Meu axé é leve e doce pra quem souber usar, é amargo e salgado pra quem não souber amar. (Maria Quitéria)

    Livros Recomendados: