Etiqueta: Ponto Cantado

  • Maria Padilha das 7 Gargalhadas: Quem é, Ponto Cantado e Imagem

    Maria Padilha das 7 Gargalhadas: Quem é, Ponto Cantado e Imagem

    Maria Padilha das Sete Gargalhadas vem juntamente com o Exu Sete Gargalhadas, comanda a Legião (ou Povo) da “Encruzilhada do Espaço” e é uma guardiã alegre (estará sempre rindo, mesmo quando seus pensamentos não forem “simpáticos”), mas sabe ser séria nos momentos certos, e de palavra – o que promete cumpre, desde que a pessoa seja merecedora, porém sabe tirar se a mesma não for humilde para reconhecer a ajuda e agradecer.

    A maioria dos médiuns que trabalham com esta pombo gira diz que ela se “estressa” com facilidade, pois não gosta quando não vê seriedade nos trabalhos, tanto por parte dos médiuns como por parte dos assistentes.

    Esta pombo gira trabalha nas linhas de Oxóssi e Iansã e, em muitos casos, seus aparelhos são filhos de Oxóssi.

    Costuma ser escrachada ao falar: fala o que acha, não faz rodeios, doa a quem doer. Como muitas Marias Padilhas, gosta do luxo.

    Suas roupas, na maior parte das vezes, são de “pano da costa”. Seus trabalhos e oferendas, geralmente, são ofertados em encruzilhadas de espaços abertos – podendo mudar de acordo com o pedido da entidade.

    Gostam de bebidas doces e, em alguns casos, pode pedir cachaça ou meladinha (cachaça com mel). Maria Padilha das Sete Gargalhadas costuma ter ligação/afinidade com a malandragem.

    Ponto Cantado de Maria Padilha das 7 Gargalhadas – Ela Pisa no Fogo e Não Acontece Nada (Com Letra)

    Letra do Ponto Cantado:

    Ela pisa no fogo e não acontece nada
    Ainda sai gargalhando, mandando jogar mais brasa
    Pomba Gira feiticeira, Pomba Gira Arretada
    O seu nome vem de 7…de 7 Gargalhadas
    Ela pisa no fogo e não acontece nada
    Ainda sai gargalhando, mandando jogar mais brasa
    Sua saia pegou fogo, mas o fogo não queimou
    Pra quem morreu queimada, esse fogo só esquentou

    Imagem de Maria Padilha das 7 Gargalhadas

    Maria Padilha das 7 Gargalhadas é representada por uma mulher seminua, sorridente e de cabelos longos e escuros.

    É representada por uma mulher bonita, com as mãos no quadril.

    Livro Recomendado:

  • Maria Padilha das 7 Catacumbas: História, Ponto Cantado e Características

    Maria Padilha das 7 Catacumbas: História, Ponto Cantado e Características

    Maria Padilha das 7 Catacumbas é um exu-fêmea, um espírito em evolução, que já viveu entre os humanos e que aprendeu sobre a vida através de nossa própria vida, enquanto aguarda a sua vez de reencarnar.

    História de Maria Padilha das 7 Catacumbas

    Vativa ficou totalmente arrepiada quando ouviu o que a bruxa lhe disse:

    — Precisamos do sangue de um inocente!

    Sua mente imediatamente focalizou a imagem de Yorg, seu pequeno filho de apenas três anos. Seus pensamentos vagaram por alguns instantes enquanto a mulher remexia em um pequeno caldeirão de ferro.

    Estava ali por indicação de uma vizinha que conhecia o problema pelo qual estava passando. Era casada, não tinha queixas do marido, mas de repente parece que uma loucura apoderou-se dela.

    Apaixonara-se por um rapazote de dezessete anos, ela uma mulher de trinta, bela e fogosa não resistira aos encantos do adolescente e sua vida transformou-se em um inferno.

    Já traíra seu marido algumas vezes, mas desta vez era algo fora do comum, não conseguia conceber a vida longe do rapaz.

    Conversando com a vizinha, a quem contava tudo, esta aconselhou:

    — Vá falar com a bruxa Chiara, ela resolve o assunto para você.

    Pensou durante alguns dias e não resistiu, foi procurar pela feiticeira. O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução:

    — Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro povoado, bem distante, levando seu amante!

    Vativa ficou assustada, não era essa a ideia. Não tinha porque matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil?

    — De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! Mas não se preocupe, eu cuido de tudo. — Foi aí que ela falou do sangue inocente.

    — A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho?

    — Para fazer omelete, quebram-se os ovos…

    Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada.

    A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos quando chegou a casa. Desse dia em diante, suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem (Sete Catacumbas) todo de preto que a apontava com uma bengala:

    — Agora, você tem que fazer!

    Em outras ocasiões, ele dizia:

    — Você não presta mesmo, nunca prestou!

    Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir. Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição frequente, saiu gritando pela casa.

    Ouvindo os gritos da mãe, o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar. Sem saber como, a faca apareceu em sua mão.

    — Cale a boca, garoto dos infernos! — A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo. Retomando a consciência, não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada.

    Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo.

    Por muitos anos, o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta.

    Com posto garantido na falange do cemitério, detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero.

    Hoje, todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha das Sete Catacumbas ao lado do Senhor Exú das Sete Catacumbas, pois todo médium que recebe Seu Sete recebe também Maria Padilha das Sete Catacumbas em algumas ocasiões, caso contrário após muito tempo recebendo somente Seu Sete, passa a sentir-se pesado.

    Ponto Cantado de Maria Padilha das Sete Catacumbas – Senhora dos Amores

    Letra do Ponto Cantado:

    Entre sedas e cortinas
    Entre perfume de flores
    A rosa vermelha abria
    Para se tornar um dia
    A senhora dos amores (bis)
    Ela mandava a sombra de um rei
    Tal qual para o palácio
    Seu sussuro era lei
    E quando dessa terra foi ceifada
    Iansã colheu uma rosa
    E prantou em sua morada (bis)
    E é por isso que ela mora na calunda
    Ela é a rainha da noite
    Até a lua se deslumbra
    Por isso que eu digo
    Nao mexa com a rainha
    Ela é Padilha, é das Sete Catacumbas
    Linda, eterna rosa
    Rosa linda mulher
    Maria Padilha, Mãe Oyá lhe deu axé (bis)

    Chegada de Maria Padilha das 7 Catacumbas para sua Festa

    Características de Maria Padilha das 7 Catacumbas

    Maria Padilha das 7 Catacumbas gosta de cigarros, champanhe, rosas vermelhas em número ímpar, jóias, cosméticos, espelhos, mel, licor de anis, velas.

    Sete Catacumbas é uma espécie de policial executante das ordens de todos os Orixás no plano mais denso.

    É um mensageiro ou mensageira que entra e sai das zonas umbralinas, sem temor, assumindo uma forma ameaçadora para fazer-se respeitar.

    Maria Padilha das 7 Catacumbas é muito grande, por isso é importante que conheça a capacidade de ação da entidade, que é uma poderosa força da natureza e mesmo assim ainda é pouco conhecida.

    Maria Padilha das 7 Catacumbas é muito poderosa e realmente muito séria, então é preciso que dê a sua oferta de coração, caso o for fazer.

    Como ela adora cemitérios e esses locais são seus principais pontos de força e trabalho, em muitos casos, as oferendas são colocadas na porta de um cemitério ou mesmo ao lado de uma sepultura.

    Maria Padilha das 7 Catacumbas é forte, basta que se entregue a essa entidade. Ela é muito focada e concentrada, é uma entidade que consegue tudo o que deseja, então certamente lhe ajudará muito, lhe mandando muitas boas energias, basta crer em seu poder.

    Maria Padilha das 7 Catacumbas é ligada à morte e à transição entre o mundo físico e o espiritual e seus filhos são parecidos com ela, são muito propensos ao desenvolvimento e atingir as suas metas e podem ser muito eficientes e justos, tanto quanto a mãe.

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  • Maria Padilha 7 Saias: Histórias, Quem é e Ponto Cantado

    Maria Padilha 7 Saias: Histórias, Quem é e Ponto Cantado

    Maria Padilha 7 Saias é uma entidade representada por uma mulher com características ciganas, usa vestido longo vermelho e preto, carrega consigo uma rosa, tem porte de dançarina e é a única Maria Padilha a ser representada, às vezes, com os cabelos presos.

    O leque, a adaga, a lua, o tridente e o número 7 são seus símbolos.

    A História de Maria Padilha Sete Saias

    Maria Padilha Sete Saias teve sua vinda ao mundo marcada por muito sofrimento. Já na sua infância se dá o início de sua aflição, pois, ao nascer, sua mãe falece por complicações durante o parto.

    Desde então, sofre constantes humilhações vindas de seu pai que passa a culpá-la pela morte da esposa que tanto amava.

    Maria Padilha Sete Saias cresce e, com o passar dos anos, crescem os aviltamentos e já moça passa a ser forçada a fazer todas as vontades do pai, sendo mais uma serviçal do que uma filha.

    Com seu pai, Maria Padilha Sete Saias morava em uma choupana afastada, no lugarejo onde habitavam e, por esse motivo, não vê felicidade em seu futuro.

    Acaba, então, a moça Maria Padilha Sete Saias se relacionando com homens casados e ricos do povoado, vendo aí sua única satisfação.

    Mas a vida não lhe sorri pelos seus envolvimentos e pelo enredo de traições em que se envolve, e as esposas traídas desejam o seu mal a ponto de desejarem apedreja-la.

    Segundo conta a lenda, o motivo pelo qual seu nome é Maria Padilha Sete Saias é porque a moça tinha sete amantes.

    Assim, para cada amante, ela usava respectivamente uma saia. Estes amantes, enciumados entre si, decidem trancá-la em um casebre afastado como modo de puni-la pela vida libertina que escolhera junto aos mesmos, sendo então obrigada a se alimentar de restos de vegetais que se encontravam no interior de seu cárcere.

    Com muito sufoco e força de vontade de viver, Maria Padilha Sete Saias derrubou uma parede velha do casebre feito de madeira e, rastejando pela fraqueza, encontrou uma estrada próxima, onde passava uma caravana de ciganos que a acolheram e cuidaram dela.

    Assim, Maria Padilha Sete Saias tornou-se uma bela moça, que acabou casando com o filho do chefe do clã dos ciganos, o qual tornou-se um homem muito rico, recebendo o título de barão e, provavelmente, ela de baronesa.

    Por vingança, Maria Padilha Sete Saias queria voltar ao lugar que queriam apedrejá-la. O marido, apaixonado e fiel, fez a vontade da esposa comprando o melhor e mais importante casarão daquele povoado e mandando convite a todos para um rico e abundante baile de máscaras, para apresentar a mais nova baronesa daqueles tempos.

    No dia do baile, Sete Saias desceu as escadarias do rico salão com a sua bela máscara e um maravilhoso vestido e todos os seus inimigos a aplaudiram e reverenciaram sem saber quem era a misteriosa mulher, que seria revelada somente no fim da festa.

    Ela chamou a todos ao centro do salão, ainda com a máscara, e todos os convidados já estavam totalmente bêbados, quando ela retirou a máscara revelando-se a todos.

    Os inimigos, indignados por ser ela a mais rica baronesa da região a qual deviam respeito, começaram a condená-la, principalmente o seu pai, que no impulso começou a cobrar carinhos que ele nunca teve a ela.

    No soar de palmas, entraram empregados ao salão, carregando enormes barris de óleo. Os convidados, achando que fazia parte da cerimônia, ficaram aguardando os servos despejarem o óleo por tudo enquanto Maria Padilha Sete Saias e seu marido saíram escondidos, incendiando todo o espaço, matando e vingando-se assim de todos os seus inimigos.

    Maria Padilha Sete Saias, com sua rica charrete, parou em frente ao casarão para ver seus inimigos se incendiando e suas últimas palavras aos seus inimigos foram: “livrarei vocês dos seus pecados com o fogo!”

    Beijando o seu esposo e seguindo a sua viagem. Ela viveu até os 78 anos.

    História esta contada pela sua maior parceria, Maria Padilha.

    Maria Padilha Sete Saias na Umbanda

    Maria Padilha Sete Saias é uma pomba gira muito conhecida e requisitada nos terreiros de umbanda, trabalha muito no lado financeiro e amoroso, ela pode atuar nas 7 linhas da umbanda.

    Não existe apenas uma Maria Padilha Sete Saias. Podemos encontrar Maria Padilha Sete Saias do Cemitério, filha de Iansã que trabalha com um Exu de Cemitério, como Exu João Caveira, por exemplo.

    Ou ainda uma filha de Ogum, que poderá trabalhar com Maria Padilha Sete Saias das Encruzilhadas, que vai trabalhar com um Exu de Ogum, que pode ser Exu Tranca Ruas das Almas.

    Maria Padilha Sete Saias faz parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar e diz-se que suas sete saias representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete.

    Maria Padilha Sete Saias é perspicaz, audaciosa e espontânea, ela é ela, mesmo que isso desagrade às conversões.

    Seu olhar é firme e tem uma energia que transborda alegria e amor, um contato que todos deveriam fazer, pelo menos uma vez na vida.

    Quem é Maria Padilha Sete Saias?

    Maria Padilha Sete Saias é uma entidade mística, que com suas 7 saias, seu colar com 7 voltas, trabalha no mundo espiritual, quando convidada para esse fim.

    Pode ser sua grande aliada nas questões que envolvem o amor, dinheiro, trabalho e saúde. Muito confundida com a Cigana 7 Saias, Maria Padilha Sete Saias pertence a falange de Maria Padilha e de Sete Encruzilhas.

    Maria Padilha Sete Saias é uma mulher que não gosta de brincadeira, aceita brincadeira na hora certa, mas quando está trabalhando é muito séria, transmitindo muita segurança.

    Faz suas mandingas com seus colares, que são vários, de preferência que dão sete voltas, gosta de muitas pulseiras, de beber champanhe e de sua cigarrilha.

    Maria Padilha Sete Saias não manda recado! O que tem que ser dito é dito na hora, não deixa pra depois. Se quer saber a verdade, pergunte à Maria Padilha Sete Saias, caso contrário não diga nada, pois poderá ouvir o que não quer ou o que não deseja.

    Com ela, não existe meio termo, ou é ou não é! O que ela faz e promete ela cumpre, mas se vacilar ela dá o troco, nunca leve na brincadeira o que ela diz e cuidado com o que pede.

    Ela é uma Pomba Gira que alegra os terreiros, fumando, cantando, dançando e trabalhando pelos seus. Para os filhos, que ela trata com absoluto respeito, amor e carinho, Maria Padilha Sete Saias é Mãe, acreditem!

    É a mais doce das mães carnais que qualquer filho poderia ter, se comparada a uma. Conselheira, terapeuta, psicóloga, amiga e mãe.

    Estas descrições talvez consigam permear o todo chamado Maria Padilha Sete Saias. Os hábitos co­muns de uma Pomba Gira em terra são ultrapassados por ela.

    O que se sente quando ela está no plano terreno é paz! Uma segurança incomensurável, uma doçura debochada como à de uma menina mulher.

    Segunda História de Maria Padilha Sete Saias

    Jalusa Correia era uma bela mulher, morena de bastos cabelos negros, tinha ainda magníficos olhos verdes que a todos encantava.

    Aos dezessete anos, se casou e teve dois filhos, que foram por algum tempo a razão de sua existência. Quando estava prestes a completar seu vigésimo terceiro aniversário, uma tragédia abateu-se sobre ela, seu marido e filhos faleceram em um pavoroso acidente de trem e da noite para o dia tornou-se uma pessoa imensamente triste e solitária.

    Por muitos anos, carregou o peso na consciência por não estar com eles nesse momento. Culpava-se intimamente, porque nesse fatídico dia tivera uma indisposição séria e não quisera acompanhá-los na pequena viagem que mensalmente faziam à cidade vizinha.

    O remorso a torturava como se com isso conseguisse diminuir o tamanho de sua dor. Dez anos se passaram até que Jalusa voltasse a sorrir, apesar do coração em frangalhos.

    Foi nesse período que Jorge apareceu em sua vida. O jovem viúvo logo se tomou de amores pela solitária e encantadora mulher.

    Conhecendo o trauma vivido por ela, teve a certeza de haver encontrado a mãe que sua filha precisava. A pequena Lourdes ficara órfã muito cedo e com apenas seis anos não conseguia esquecer a morte de sua genitora, tornando-se uma criança frágil e assustadiça.

    Não demorou muito para que se casassem. No inicio, Jalusa foi exemplar, como mãe e esposa, de repente, sem entender o motivo, começou a odiar a pequena menina.

    Lourdes a irritava, cada palavra dita por ela entrava em seus ouvidos como uma ofensa. A menina apanhava por qualquer coisa, eram palmatórias, surras de cipós e puxões de cabelo que a deixavam inteiramente dolorida.

    Com medo de dizer ao pai o que ocorria em sua ausência, Lourdes foi ficando a cada dia mais amarga e triste.

    Seus únicos momentos de alegria eram os passeios que fazia com o pai. Sempre que Jorge perguntava o que estava acontecendo, ela mentia dizendo sentir saudades da mãe.

    O ódio de Jalusa pela criança só aumentava, cada vez que a menina chegava perto dela, a lembrança de seus próprios filhos a atormentava:

    – Como pode uma criatura indecente dessas estar aqui, viva ao meu lado, e meus filhos lindos, mortos?

    Era sempre nesses momentos que a menina era mais agredida. Um dia, Jorge resolveu fazer uma surpresa e retornar mais cedo a casa.

    Ao entrar devagar para não ser notado, ouviu os gritos: Sai vagabunda! – acompanhado do som de um tapa.

    Abriu a porta justamente no instante em que sua filha era atirada contra um canto da parede. Num átimo, percebeu tudo que estivera ocorrendo em sua ausência.

    Correu até a mulher e a esbofeteou com rancor, exigindo que saísse de sua casa imediatamente. Desse dia em diante, Jalusa passou a morar nas ruas, mendigando e xingando todas as crianças que lhe passassem por perto.

    Às vezes, chorava muito, mas logo se erguia e gargalhava alto. Em uma noite de intenso frio, seu espírito foi arrancado do corpo e levado para zonas sombrias onde, por muitos anos, procurou respostas para as mazelas passadas em vida.

    Depois de ter contato com suas vidas pregressas, percebeu os erros que cometia a cada encarnação onde sempre era a causadora de grandes males causados a crianças e suplicou ajuda para o ressarcimento de suas culpas.

    Hoje, na vestimenta fluídica de Maria Padilha Sete Saias, procura sempre uma maneira de atender aos que a procuram com simpatia e carinho.

    Quem a conhece em terra, sabe de sua predileção por jovens mães e o respeito que nutre por todas as crianças, adotando qualquer um como seu filho e sempre irá defende-lo e punir quem o maltratar.

    Enfim, Maria Padilha Sete Saias está em um caminho de uma grandiosa evolução.

    Ponto Cantado de Maria Padilha Sete Saias

    No vídeo abaixo, você verá um vídeo lançado pelo Canal Macumbaria, onde Juliana D Passos interpreta um ponto cantado de Maria Padilha Sete Saias, composto por Mãe Marluci.

    A letra retrata uma das lendas mais tradicionais em torno da energia da falange de Maria Padilha Sete Saias.

    É a estória de uma jovem que padece do desgosto em não poder viver seu grande amor, pela contrariedade da família.

    É comum que as amigas espirituais que se apresentam sob essa denominação tenham roupagem cigana e gostem muito de acessórios e adornos.

    Elas nos trazem força para a abertura de caminhos e luz para resolver situações difíceis.

    Letra do Ponto Cantado:

    Laroiê dona Sete Saias!

    Sete foram os caminhos, que ela um dia percorreu
    Foi cigana apaixonada, e por amor ela morreu

    Não faz segredo, de sua vida e sua jornada
    Era uma bela menina, até que se apaixonou
    Mas os costumes do seu povo não deixava
    E sua mãe amaldiçoava aquele verdadeiro amor.

    Perdeu sua vida por desgosto e tristeza
    Hoje trabalha na Umbanda, alivia sua dor
    É mulher forte, na calunga ou na praia
    Ela é dona Sete Saias mensageira do amor

    Sete foram os caminhos, que ela um dia percorreu
    Foi cigana apaixonada, e por amor ela morreu

    Não faz segredo, de sua vida e sua jornada
    Era uma bela menina, até que se apaixonou
    Mas os costumes do seu povo não deixava
    E sua mãe amaldiçoava aquele verdadeiro amor.

    Perdeu sua vida por desgosto e tristeza
    Hoje trabalha na Umbanda, alivia sua dor
    É mulher forte, na calunga ou na praia
    Ela é dona Sete Saias mensageira do amor

    Livro Recomendado:

  • Maria Padilha e Malandro: Quem são, Histórias, Ponto Cantado, Significados de Sonhos e Terreiros

    Maria Padilha e Malandro: Quem são, Histórias, Ponto Cantado, Significados de Sonhos e Terreiros

    “Naquela ventania, ô Ganga
    Que sopra ao pé da serra
    Vejo Maria Padilha, ô Ganga
    Que vem girar na terra.”

    O malandro é uma entidade poderosa dos terreiros de canjira, baixando em diversos ramos e linhas das macumbas brasileiras, Zé Pelintra é o mais famoso malandro.

    Zé Pelintra é a figura icônica do malandro nos terreiros do Brasil. Vermelho e branco e gravata e terno são as cores e as vestes do malandro encantado, com referências ao icônico Rio de Janeiro da década de 1930, território por excelência do “malandro histórico”.

    O fato é que o malandro batuqueiro e a dama da noite incomodam de todas as formas, pois é na supravivência que o malandro divino e a dona das tabernas e encruzilhadas atuam, ou seja, são capazes de driblar a condição de exclusão, deixar de ser apenas reativos ao outro e ir além, afirmando a vida como uma política de construção de conexões entre ser e mundo, humano e natureza, corporeidade e espiritualidade, ancestralidade e futuro, temporalidade e permanência.

    Maria Padilha do Cabaré: Esposa de Zé Pilintra e Dama da Malandragem

    Maria Padilha do Cabaré é uma mulher bonita, jovem, sedutora, elegante, feminina, faceira, astuta, audaciosa, mas também tem vidência.

    É certeira e sempre tem algum conselho para as pessoas, principalmente para aquelas que sofrem de amor.

    Sua força também é usada para desmanchar feitiços, pedir proteção, curar doenças e zelar pelas coisas do coração e do dinheiro.

    É muito temida por sua frieza e seu implacável poder na questão de demandas. De acordo com uma lenda, Maria Padilha Rainha do Cabaré foi espanhola e rainha, dona de castelo, e adorava bacalhau, queijos e vinhos.

    Claro que, hoje, devido à sua evolução, aceita oferendas comuns. Mas ela é muito fina, sabe o que é bom, gosta de joias, de belas roupas feitas de bons tecidos e adora saias com muitos babados e leque.

    Esta senhora gosta de ser bem cuidada, principalmente pelos seus aparelhos mediúnicos, joga cartas, sabe ser amiga de seus cavalos e sabe o que diz – vem à terra a trabalho e não a passeio.

    Como toda Padilha, gosta de champanhe, licor de aniz, martini, campari e mel. Seus ebôs (nas religiões que os fazem) são pata preta, pomba preta e cabra preta.

    Fuma cigarros e cigarrilhas de boa qualidade. Recebe suas oferendas, seus presentes e seus despachos em encruzilhadas em forma de “T” ou de “X”, de preferência perto de cabarés (irá de acordo com o pedido da entidade).

    Adora cosméticos e espelhos. As rosas a serem oferecidas a esta pomba gira devem ser vermelhas (nunca botões) em número ímpar, cravos e palmas vermelhas.

    Seus símbolos são pássaro, tridente, lua, sol, chave e coração. As velas podem ser pretas e vermelhas, todas vermelhas e, em certos casos, pretas e brancas ou, ainda, todas brancas (dependerá do trabalho a ser realizado; a entidade dirá qual cor a usar).

    Uma história diz que, quando encarnada, ela foi dona de um cabaré espanhol muito luxuoso e famoso, responsável por torna-la uma mulher marcante na sociedade da época.

    Ela tinha um dom que lhe acompanhava desde menina: o dom das cartas – o misterioso futuro no qual ela o adivinhava; este dom veio de seus antepassados espanhóis.

    Amou apenas uma vez e, por ter sofrido por esse amor, nunca mais amou ninguém. Foi uma mulher bem sucedida e se tornou muito rica.

    O sofrimento por esse amor foi o que a fez suicidar-se: ela amava um de seus empregados, que era garçom em seu bordel, mas ele era apaixonado por uma das meninas que trabalhavam lá.

    Um dia os dois amantes fugiram; Maria Padilha Rainha do Cabaré sofreu muito e, não aguentando a solidão, matou-se ao se atirar de um penhasco.

    Foi assim que ela foi parar no Umbral. Ela tem 7 amores – seus maridos são o Exu Rei das Sete Liras, Exu Lúcifer, Zé Pilintra, Zé Malandro, Zé do Catimbó e outros da falange da malandragem.

    Maria Padilha Rainha do Cabaré é a grande dama da malandragem, tanto que em suas festas os Malandros são presença marcante.

    Maria Padilha Rainha do Cabaré gosta de luxo, dos homens, de dinheiro, da boa vida, dos jogos de azar, de baile e de música.

    É uma grande bailarina, cujos movimentos podem incluir passos das ciganas em alguns momentos, mexendo sensualmente seus braços, como quem desfruta plenamente de seduzir com o corpo em movimento.

    Seu porte é altivo, orgulhoso, majestoso; possui características das mulheres que não tem medo de nada. Rainha do Cabaré também é um dos títulos dado à falange de Maria Padilha.

    Outros títulos são Rainha da Lira, Rainha do Candomblé, Rainha da Malandragem, Rainha dos Infernos, Rainha das Marias, Rainha das Facas, Mulher de Lucífer, Rainha dos Ciganos etc.

    “Uma mulher que nasceu em um dia qualquer, que se criou sozinha e se tornou Rainha pela sua própria força, teve vários homens em sua cama, mas amou um só.”

    Zé Pilintra Falando Sobre a História de Maria Padilha

    Neste vídeo, Zé Pilintra fala sobre as histórias que são contadas sobre Maria Padilha e diz quem ela é na visão dele.

    Esse vídeo foi gravado na Casa de Zé Pilintra em Tramandaí / Rio Grande do Sul (www.facebook.com/conversandocomzepilintra).

    Ponto Cantado de Malandro e Maria Padilha

    O vídeo abaixo foi postado pelo canal Umbandaonline da Cris e apresenta um ponto cantado da relação entre malandro e Maria Padilha.

    Quem é Zé Pilintra?

    Zé Pilintra é considerado o espírito patrono dos bares, locais de jogo e sarjetas, embora não alinhado com entidades de cunho negativo, é uma espécie de transcrição arquetípica do “malandro”.

    Zé Pelintra ou Zé Pilintra é uma falange de entidades de luz originária da crença sincrética denominada Catimbó, surgida na Região Nordeste do Brasil.

    O Zé Pelintra também é comumente “incorporado” em terreiros de Umbanda, tendo seu culto difundido em todo o Brasil.

    O Zé Pelintra é uma das mais importantes entidades de cultos afro-brasileiros, especialmente entre os umbandistas.

    No seu modo de vestir, divergem-se algumas formas do típico Zé Pelintra: na mais comum, é representado trajando terno completo de linho S-120, na cor branca, sapatos bicolor, gravata grená ou vermelha e chapéu panamá de fita vermelha ou preta.

    Apesar de ter importância religiosa tanto para os praticantes de Catimbó quanto de Umbanda, Zé Pelintra é entidade originária do primeiro.

    Zé Pelintra é invocado quando seus seguidores precisam de ajuda com questões domésticas, de negócios ou financeiras e é reputado como um obreiro da caridade e da feitura de obras boas.

    Na Umbanda, Zé Pelintra é um guia pertencente à linha do Povo da Malandragem. Majoritariamente os seguidores de Zé Pelintra concentram-se nos ambientes urbanos de Rio de Janeiro e São Paulo, mas eles também podem ser encontrados no Nordeste do Brasil, entre os “catimbozeiros”, e nas áreas rurais de praticamente todo o país.

    Zé Pelintra, tanto na Umbanda, como no Catimbó, é tido como protetor das classes menos favorecidas em geral, tendo ganhado o apelido de “Advogado dos Pobres”, pela patronagem espiritual e material que exerce.

    Há quem afirme que, originalmente, Seu Zé é um mestre do culto do catimbó nordestino que acabou se manifestando em outras vertentes das encantarias.

    Quando baixa como entidade do catimbó nos terreiros nordestinos, Zé Pelintra é, portanto, um mestre.

    Homenagens à Zé Pilintra:

    O músico e compositor Itamar Assumpção escreveu uma canção sobre Zé Pelintra em 1988, em parceria com Waly Salomão, intitulada “Zé Pilintra”.

    Em 2005, foi homenageado no samba-enredo da escola de samba Unidos de Cosmos, no refrão que diz “o meu tambor vai ecoar, boa noite, Zé Pelintra, tenho fé, vou lhe exaltar”.

    No carnaval de 2016, Zé Pelintra deixou os terreiros de macumba e ganhou a Marquês de Sapucaí, avenida onde as escolas de samba do Rio de Janeiro desfilam durante o Carnaval.

    Em 2022, o vereador carioca Átila Alexandre Nunes Pereira criou um projeto de lei para que o dia 7 de julho seja comemorado como o Dia de Zé Pelintra.

    “Na Rua da Amargura
    Onde Seu Zé Pelintra morava
    Ele chorava por uma mulher
    Chorava por uma mulher que não lhe amava.”

    “Ô Zé, quando vem de Alagoas
    Toma cuidado com o balanço na canoa
    Ô Zé, faça tudo que quiser
    Só não maltrata o coração dessa mulher.”

    História de Zé Pilintra

    Essa história de Zé Pilintra conta, com detalhes, como foi a jornada encarnatória desta entidade, do seu nascimento até se tornar um Zé Pilintra.

    Jose Emerenciano nasceu em Pernambuco. Filho de uma escrava forra com seu ex-dono, teve algumas oportunidades na vida.

    Trabalhou em serviços de gabinete, mas não suportava a rotina. Estudou pouco, pois não tinha paciência para isso.

    Gostava mesmo era de farra, bebida e mulheres, não uma ou duas, mas muitas. Houve uma época em que estava tão encrencado em sua cidade natal que teve que fugir e tentar novos ares.

    Foi assim que Emerenciano surgiu na Cidade Maravilhosa. Sempre fiel aos seus princípios, está claro que o lugar escolhido havia de ser a Lapa, reduto dos marginais e mulheres de vida fácil na época.

    Em pouco tempo, passou a viver do dinheiro arrecadado por suas “meninas” que, apaixonadas pela bela estampa do negro, dividiam o pouco que ganhavam com o suor de seus corpos.

    Não foram poucas as vezes que Emerenciano teve que enfrentar marginais em defesa daquelas que lhe davam o pão de cada dia.

    E que defesa! Era impiedoso com quem ousasse atravessar seu caminho. Carregava sempre consigo um punhal de cabo de osso, que dizia ser seu amuleto, e com ele rasgara muita carne de bandido atrevido, como gostava de dizer entre gargalhadas, quando nas mesas dos botecos de sua preferência.

    Bebia muito, adorava o álcool, desde a cachaça mais humilde até o isque mais requintado. E, em diversas ocasiões, suas meninas o arrastaram praticamente inconsciente para o quarto de uma delas.

    Contudo, era feliz, ou dizia que era, o que dá quase no mesmo. Até que conheceu Amparo, mulher do sargento Savério.

    Era a visão mais linda que tivera em sua existência. A bela loura de olhos claros deixava-o em êxtase apenas por passar em sua frente.

    Resolveu mudar de vida e partiu para a conquista da deusa loura, como costumava chama-la. Parou de beber, em demasia, claro!

    Não era homem também de ser afrouxado por ninguém, e uns golezinhos aqui e ali não faziam mal a ninguém.

    Dispensou duas de suas meninas, precisava ficar com pelo menos uma, o dinheiro tinha que entrar, não é?

    Julgava-se, então, o homem perfeito para a bela Amparo. Começou, então, a cercar a mulher, que jamais lhe lançara um olhar.

    Aos amigos dizia que ambos estavam apaixonados e já tinha tudo preparado para levá-la para Pernambuco, onde viveriam de amor.

    Aos poucos, a história foi correndo, apostas se fizeram, uns garantiam que Emerenciano, porreta como era, ia conseguir seu intento.

    Outros duvidavam, Amparo nunca demonstrara nenhuma intimidade por menor que fosse que justificasse a fanfarronice do homem.

    O pior tinha que acontecer, cedo ou tarde. O Sargento foi informado pela mulher da insistente pressão a que estava submetida.

    Disposto a defender a honra da esposa, marcou um encontro com o rival. Emerenciano ria, enquanto dizia aos amigos: – É claro que vou, ele quer me dar a mulher? Eu aceito! Vou aqui com meu amigo… – E mostrava seu punhal para quem quisesse ver.

    Na noite marcada, vestiu-se com seu melhor terno e dirigiu-se ao botequim onde aconteceria a conversa. Pediu uísque, não era noite para cachaça, e começou a bebericar mansamente.

    Confiava em seu taco e muito mais em seu punhal. Se fosse briga o que ele queria, ia ter. Ao esvaziar o copo, ouviu um grito atrás de si: – Safado! –

    Levantou-se rapidamente e virou-se para o chamado. O tiro foi certeiro. O rosto de Emerenciano foi destroçado e seu corpo caiu num baque surdo.

    Recebido no astral por espíritos em missão evolutiva, logo se mostrou arrependido de seus atos e tomou seu lugar junto a falange de Zé Pelintra.

    Com a história tão parecida com a do mestre em questão, outra linha não lhe seria adequada. Hoje, trabalhador nos terreiros na qualidade de Zé Pelintra do Cabo, diverte e orienta com firmeza a quem o procura.

    Não perdeu, porém, a picardia dos tempos de José Emerenciano. Saravá Seu Zé Pelintra!

    O que Significa Sonhar com Zé Pilintra e Maria Padilha?

    Sonhar com Zé Pilintra e Maria Padilha pode ter várias interpretações. Confira, à seguir, alguns significados:

    • Sonhar com Zé Pilintra e Maria Padilha diz que você precisa ser mais direto sobre seus sentimentos, intenções ou objetivos. Você pode estar tentando se separar de alguém por quem se sinta atraído, mas não pode estar com ele. Você será um anfitrião e seu bom gosto será notado em tudo o que fizer ou organizar. Muitos serão considerados seus amigos, mas poucos serão escolhidos por você. Um amigo o ajudará a resolver um problema que você não consegue resolver sozinho. Você está caminhando para frente de maneira constante.
    • Sonhar com Zé Pilintra e Maria Padilha indica que uma pessoa idosa exigirá sua ajuda, não hesite e a ofereça imediatamente, Você precisa pensar bem e considerar todas as suas opções. Você adora saber de tudo e sempre quer aprender coisas novas. Você precisa ser mais direto sobre seus sentimentos, intenções ou objetivos. Você convencerá a todos assim que abrir sua boca. Você passará mais tempo em casa com a família do que com os amigos. Os pais ou figuras importantes reconhecerão seu potencial e você receberá o apoio deles. Agora é o momento de agir, não hesite, mas aja sem que ninguém saiba sobre seus assuntos. Você saberá como lidar com a situação com o estilo que o caracteriza.
    • Sonhar com Zé Pilintra e Maria Padilha simboliza que você não está reconhecendo suas respectivas características. Você fará determinações sobre o futuro e as cumprirá. Você será particularmente sensível e afetivo com as pessoas que você ama. Ver seu povo feliz será suficiente para que você seja feliz. Estranhos ataques que afetaram você miraculosamente desaparecerão de seu corpo. Você está indeciso sobre algum assunto. Tudo será mais simples do que parece a partir daqui. Nada é eterno e as coisas estão sempre em perpétua mudança.
    • Sonhar com Zé Pilintra e Maria Padilha diz que você está precisando de amor, afeto e nutrição emocional. Desentendimentos familiares serão resolvidos, agora haverá paz em casa. Você pode estar lidando com muitos golpes duros em sua vida. Em breve, surgirá uma nova oportunidade que poderá mudar tudo. Sua família é importante para você e em sua tomada de decisão. Você terá um bom resultado com as questões relacionadas às despesas. Você está caminhando para frente de maneira constante. Se você está pensando em ter um filho, talvez seja o momento.

    Quer saber mais sobre qual pode ser o significado de sonhar com Zé Pilintra? Para religiosos cristãos, um sonho com uma entidade africana pode assustar e, por conta da visão que muitos possuem desses seres, talvez sonhar com Zé Pilintra possa significar más energias, ou espíritos, querendo lhe prejudicar.

    Mas se você sonhou com um Zé Pilintra, não tenha medo. Embora não seja um Exu, é comum que Zé Pilintra apareça em giras de esquerda, por isso sua presença em sonho como Exu Zé Pilintra pode também alertar para que você se proteja um pouco.

    Sonhar com Zé Pilintra rindo, no geral, simboliza proteção e tempos de tranquilidade vindo em sua vida, consequência de boas sementes que você plantou.

    Sonhar com Zé Pilintra dançando possui significados distintos em diferentes setores da sua vida, mas, no geral, é sinal de que sua vida dará tantas voltas quanto os passos de malandro do senhor Zé, mas num sentindo muito positivo.

    Se no sonho você fala com ou vê um Zé Pilintra, isso costuma estar ligado com o modo como você encara a vida agora.

    Se sonhou com o senhor Zé Pilintra indo atrás de você, significa que está evitando enfrentar os seus sentimentos.

    Agora, ficou curioso(a) em conhecer o significado por trás de sonhar com Maria Padilha? Maria Padilha é uma das mais conhecidas pombas giras, além de ser uma das principais entidades da Umbanda e do Candomblé.

    Entre as pombas giras mais famosas, certamente está ela, a Maria Padilha. Seu nome quer dizer “Rainha do Fogo” e reza a lenda que Maria Padilha teve 7 maridos, desse modo, claramente, se em seus sonhos aparece a Maria Padilha, a coisa gira em volta da sua vida amorosa.

    Sonhar com Maria Padilha indica que existe um novo amor para você. Sonhar que conversa com Maria Padilha pode ter significados diversos, dependendo do que ela falou para você, mas, geralmente, a presença da pomba gira Maria Padilha em sonho costuma simbolizar boas notícias em sua vida afetiva e em seus projetos, já que ela costuma ser um símbolo de paixão, que não apenas se dirige ao relacionamento, mas em todos os setores de sua vida.

    Sonhar com Maria Padilha dançando quer dizer que está chegando uma nova etapa da sua vida onde irá prevalecer seu autoconhecimento e seu poder pessoal, que estará em alta.

    Sonhar com Maria Padilha rindo ou gargalhando significa que você tem tudo que precisa para tomar controle de sua vida e alcançar aquilo que deseja.

    Sonhar com Maria Padilha pode ser estranho e confuso à primeira vista, principalmente se você não é uma pessoa devota ou, até mesmo, não acredita nesses tipos de entidades.

    No entanto, sonhar com Maria Padilha, de forma geral, pode significar muitas coisas diferentes e não é motivo para pânico ou confusão, além disso a interpretação irá depender da forma como a entidade apareceu no seu sonho.

    Se, no seu sonho, a Maria Padilha apareceu na forma de uma imagem, então isso quer dizer que você está direcionando muitas energias negativas para as outras pessoas.

    Sonhar com imagem de Zé Pilintra mostra que você está pegando o jeito de alguma situação ou de alguma tarefa.

    Sonhar com Zé Pelintra falando sobre questões financeiras indica que você está alcançando prosperidade e deve persistir em seu propósito, para finalmente atingir seus objetivos.

    Sonhar com Exu Zé Pilintra mostra a necessidade de adquirir mais conhecimentos sobre como aproveitar a vida e não perder tempo em sua existência.

    Sonhos com Zé Pilintra mostram que a vida é breve e deve ser aproveitada com as pessoas que você ama e com atitudes que mostrem retidão e caráter perante as adversidades da vida.

    Sonhar com Zé Pilintra significa que grandes oportunidades te esperam.

    Maria Padilha e Malandro nos Terreiros

    Maria Padilha se manifesta nos terreiros de umbanda e candomblé como uma pomba gira, dividindo espaço com outras entidades, incluindo o Malandro, uma entidade muito próxima do contexto sociocultural dos morros e favelas.

    Algumas pessoas tem medo dessas entidades, o que, na verdade, é uma estranheza repulsiva, que parte do racismo de base colonial.

    Maria Padilha e Malandro incomodam de todas as formas por passarem uma imagem de pessoas vadias, mas, na verdade, o que essas duas entidades tem como suas características maiores é a adaptação às mudanças para preservar sua existência.

    Maria Padilha, e qualquer outra pomba gira, e Malandro são muito cultuados juntos através de imagens, acessórios e pontos cantados.

    Ambos são entidades empoderadas da umbanda que, apesar de serem relacionados à um comportamento desregrado, trabalham espiritualmente dentro das leis da religião.

    Maria Padilha, inclusive, tem grande associação ao mundo das bruxas e mulheres feiticeiras. É figurada, em sua representação imagética, com um largo sorriso, que parece anunciar sua gargalhada característica.

    Não apenas a risada, mas também as mãos na cintura figura outro gesto comum às incorporações de Maria Padilha.

    O Malandro carrega em seu corpo uma movimentação que transita entre a perda e recuperação de eixo, deslizando entre a figura do sambista e outras vezes, do capoeirista.

    Os malandros cortejam as pombas giras pegando na sua mão e dando um leve beijo.

    Zé Pilintra e Maria Padilha

    Zé Pilintra é uma entidade que gera reflexões e leva até à debates políticos, como a exclusão social no Brasil, por representar um indivíduo marginalizado, que frequenta favelas e leva uma vida desregrada.

    Maria Padilha também gera medo, estranheza, repulsão, revelando um racismo que existe em nossa sociedade desde o Brasil Colônia.

    Maria Padilha, a bonita e feminina pomba gira, em vida sagrou-se como a única esposa de Dom Pedro I de Castela e, desencarnada, fez fama no mundo todo até chegar aos terreiros de todo o Brasil, tanto de umbanda quanto de candomblé.

    Ambos não são apenas um espírito, são uma falange de entidades de luz. São comumente “incorporados” em terreiros de Umbanda e Candomblé, tendo seus cultos difundidos em todo o Brasil.

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