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  • As Características de Maria Padilha, de Seus Filhos e Médiuns

    As Características de Maria Padilha, de Seus Filhos e Médiuns

    Maria Padilha é bonita, é mulher e é o espírito da amante do rei de Castela que se manifesta nos terreiros de umbanda e candomblé.

    Maria Padilha é uma entidade espiritual com diversas características peculiares, como charme, encantos e a fama de feiticeira.

    Nas religiões de origem africana, como a Umbanda, Maria Padilha se tornou uma entidade de grande importância, sendo responsável pela falange da linha de Exu, isso significa que ela é uma Exu Mulher que comanda essa linha ao lado dos Exus Homens.

    No plano espiritual, Maria Padilha possui vários parceiros. Então, dependendo da linhagem e de outras características, ela escolhe seu parceiro para realizar determinados trabalhos juntos.

    Já na sua missão espiritual, há inúmeras trabalhadoras e trabalhadores que a auxiliam. Ela é vista por essas entidades como uma rainha poderosa, sutil e muito sensual.

    Seu maior poder está nos feitiços de amor. Nos terreiros espalhados por todo o mundo, Maria Padilha é procurada para realizar feitiços, dar orientação e conselhos sobre amor.

    É ela quem comanda os feitiços de amor e oferece consolo para aqueles que estão passando por perdas amorosas.

    Em relação ao culto à Maria Padilha, ela é conhecida por adorar presentes bonitos e sedutores como cidra e rosas vermelhas, afinal, ela é o símbolo da sedução, do feitiço e do amor.

    As orações feitas à Maria Padilha são sempre fortes, pois ela responde a todos que chamam por seu nome, assim basta chamá-la e ela estará pronta para ajudar.

    Maria Padilha é a pomba gira mais procurada nos terreiros, pois é uma importante figura das religiões de origem africana, como a Umbanda, e é representada pela imagem de uma feiticeira.

    Além disso, Maria Padilha é conhecida por diversos nomes, sendo esses nomes suas subfalanges, como por exemplo, Maria Padilha das 7 Encruzilhadas, Maria Padilha do Cabaré, Maria Padilha da Estrada, Maria Padilha das Almas e Maria Padilha Cigana.

    A história da pomba gira Maria Padilha, de acordo com pesquisas históricas, conta que ela teria nascido em 1334, na Espanha, com o nome de Maria de Padilla, e alguns dizem que ela fazia feitiços para o Rei, com a qual era casado, e contra suas rivais, mulheres com as quais o Rei se relacionava por questões políticas da época.

    Maria Padilha age nas causas relacionadas ao amor, relacionamento e sexo. A primeira coisa que você precisa saber sobre Maria Padilha quando pensar em orar para ela é que ela não ajuda aqueles que a recorrem com segundas intenções ou com maldade.

    Pelo contrário, Maria Padilha ajuda apenas aqueles que procuram por amor com a melhor das intenções. Então, para que sua oração à Maria Padilha dê certo, concentre-se primeiramente na intenção.

    Avalie se seu pedido é realmente digno das bênçãos de Maria Padilha e recorra à sua intercessão, pois Maria Padilha é uma das principais entidades da esquerda na Umbanda e no Candomblé, uma Exu Mulher e uma pomba gira de grande força e de muita procura pelos consulentes.

    Sensual, bonita e alegre, trabalha para ajudar em qualquer tipo de situação: trabalho, saúde, abertura de caminhos e para o amor.

    No entanto, é muito procurada nos terreiros de Umbanda para as questões amorosas, para amores mal resolvidos.

    Por ser um espirito de Luz e Chefe de Falange, ela não faz o mal, não desfaz casamentos ou faz amarrações.

    Os quiumbas é que fazem o mal. Maria Padilha não pratica o mal nem faz pacto com ninguém. Ela ajuda com amores correspondidos, mas que estão complicados, mas nada de desfazer um casamento para arrumar outro, este não é o trabalho de nenhuma entidade que trabalhe na Umbanda, nem da esquerda nem da direita.

    O que não pode faltar num altar para Maria Padilha são as cores vermelha e preta, um bom champanhe, cigarros ou cigarrilhas e, se possível, rosas vermelhas, tecidos finos, joias ou bijuterias bonitas, vela vermelha ou vermelha e preta.

    A incorporação de Maria Padilha é rápida e, quando chega, dá a sua gargalhada e dança. A gargalhada é para afastar as energias ruins e avisar que ela chegou e vai levar tudo o que houver de ruim no ambiente.

    As roupas de Maria Padilha são, geralmente, vermelhas e pretas, igualmente seus colares, guias e coroa. Pode usar brincos, colares e pulseiras, mas se não os tiver à disposição, trabalhará do mesmo jeito.

    Para essa pomba gira, fazem-se muitas oferendas e são compostas, basicamente, por farofa com dendê (padê, que é uma mistura de champanhe, dendê e farinha de rosca branca), champanhe, cigarros, brincos, pulseiras, colares, velas, alguidar, rosas vermelhas, perfumes doces, anéis e gargantilhas, batom, pentes e espelho, e suas obrigações são, geralmente, arriadas nas encruzilhadas de T.

    A saudação à Maria Padilha é “Salve Senhora Pomba Gira” ou ainda “Pombo Gira é Mojubá”. Podemos até usar o “Laroyê Pombo Gira”, já que ela é Exu Mulher.

    Atenção: Não vá à um terreiro pedir para uma Maria Padilha acabar com o casamento de alguém, porque você, provavelmente, sairá do terreiro quase expulso, mas não sem antes ter escutado um bom sermão.

    Maria Padilha também é conhecida por dama da madrugada, rainha da encruzilhada e senhora da magia. Dentro de sua história, ela é sempre identificada por uma certa aura de luxo.

    Além dessa caracterização, é reconhecida por sua beleza e sensualidade. Maria Padilha, talvez a mais popular pomba-gira, é considerada o espírito de uma mulher muito bonita, branca, sedutora, e que em vida teria sido prostituta grã-fina ou influente cortesã.

    Maria Padilha pode nos ajudar de várias maneiras, pois ela é poderosa, sedutora e feiticeira. Viveu o extremo da paixão, não se importou com comentários e julgamentos, assim vários rituais podem ser feitos para invocá-la.

    Maria Padilha traz consigo o dom do encantamento de amor. Suas cantigas são muito alegres e cheias de magia e segredos.

    Podemos também ver Maria Padilha como aquela pessoa alegre, que passa pelas ruas recolhendo toda a “sujeira”.

    Vem com brincadeiras e algazarras, mas faz um trabalho enorme em benefício da sociedade, que, diga-se de passagem, é muito pouco reconhecido, mas, mesmo assim, ela o exerce com presteza e determinação.

    Sabendo disso, devemos dedicar mais respeito ao trabalho de Maria Padilha, deixando de encará-la como uma mulher vulgar e da vida, que só vêm “para arranjar casamento” ou, o que é pior, para desfazer casamentos…

    O trabalho de Maria Padilha é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas e de abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.

    Maria Padilha é considerada a qualidade feminina de Exu. Na tradição dos candomblés de origem predominantemente Yorubá, Maria Padilha faz parte do panteão de entidades que trabalham na “esquerda”, isto é, que podem ser invocadas para “trabalhar para o bem ou para o mal”, em contraste com aquelas entidades da “direita”, que só seriam invocadas em nome do “bem”.

    O culto à Maria Padilha, como entidade dotada de identidade própria, não é o mesmo culto dado a um orixá, mas é cultuada como um ser do mundo astral, guerreira e inteligente demais, que realiza diversos trabalhos e está sempre pronta a ajudar as pessoas a vencerem vários obstáculos da vida, a conseguir a felicidade no amor, vencer problemas de saúde, de desarmonia conjugal e está muito próxima da nossa esfera humana.

    Seu poder é tão grande que é sempre invocada nas questões sentimentais, uma vez que traz consigo os dons do encantamento de amor, sendo assim muito procurada pelas pessoas que sofrem de paixões não correspondidas.

    A sua força é de guerreira, a sua vibração magnética é carregada de sensualidade e alegria, e uma coisa é muito certa: todo e qualquer problema que colocamos nas mãos de Maria Padilha tem solução.

    O importante ao invocá-la é lembrar sempre que é uma entidade complexa, de personalidade forte, e que nunca perdoa uma falta de palavra dada.

    Outro ponto importante é não invocá-la para trazer prejuízo a outrem, porque ela o fará, com certeza, mas a dívida kármica adquirida ficará por conta de quem pediu.

    Quanto ao seu aspecto sensual, faz parte de sua polaridade, não querendo significar com isso depravação ou perversão, por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho de Maria Padilha, levando-o muito à sério e jamais o desrespeitando.

    Ao invocar Maria Padilha, estamos reconhecendo seu poder e, ao mesmo tempo, estamos pedindo àquela que vive à noite que nos livre das emboscadas.

    Maria Padilha é considerada a Rainha das pombas giras. É a Rainha do Reino da Lira, Rainha das Marias. Nos rituais da umbanda, os médiuns que recebem a entidade Maria Padilha caracterizam-se por elementos do universo feminino, como uso de vestimentas, joias, pinturas, maquiagem, presentes na contemporaneidade e parte da cultura brasileira.

    Á seguir, você vai saber mais sobre os médiuns e filhos de Maria Padilha…

    Médiuns e Filhos de Maria Padilha

    Os médiuns que incorporam Maria Padilha são considerados como filhos para ela. Dessa forma, ela os protege e não aceita que alguém tente fazer mal contra eles.

    Não aceita que alguém tente prejudica-los ou machuca-los, podendo se tornar uma inimiga terrível e temida, mas também é muito rígida, cobrando muito de seus médiuns.

    Seus filhos, assim como a própria Maria Padilha, também tem muitas características peculiares. Todos têm uma personalidade forte.

    Todos os médiuns de Maria Padilha carregam um olhar diferenciado e conseguem perceber as coisas no ato da conversa ou no olhar do outro e, assim, conseguem entender o que a pessoa é e o que está querendo.

    Maria Padilha é uma mulher impulsiva, fazendo com que seus médiuns também sejam. Na hora de amar, amam com vontade, mas na hora de odiar também odeiam com vontade, não conseguindo guardar mágoas ou ódio por muito tempo, explodem facilmente.

    São vingativos, no sentido de cobranças, querem cobrar algo mesmo sabendo que não tem nenhum direito de cobrar.

    Médiuns dessa belíssima mulher conseguem resolver problemas pra todo mundo, mas não conseguem resolver os seus.

    Existe uma briga muito grande internamente, sendo que a maioria deles a procura pra saber a opinião da mesma, mas mesmo dando a sua opinião, a escolha é do médium.

    Possuem um olhar feiticeiro e uma voz que, ao mesmo tempo que sabe ser suave, sabe ser agressiva, o que, consequentemente, acabam sendo, muitas vezes, ignorantes e falam coisas que machucam sem a intenção.

    Sempre estão em busca de desvendar algo e, quando encontram, não conseguem acreditar que conseguiram.

    Todos possuem personalidade forte, e um lado autoritário. Além disso, possuem um lado espiritual muito atento e aguçado, podendo ter um desenvolvimento rápido e firme.

    Quem carrega Maria Padilha sabe que inimigo nenhum fica no caminho. Ela arrasta, destrói e desgasta. Maria Padilha tem um jeito sútil e meigo de falar, mais uma força gigantesca para defender os seus.

    Algumas características e preferências de quem tem Maria Padilha são: sensualidade natural, preferência por cores como o vermelho e o preto, entre outras.

    Seus filhos são considerados herdeiros de sua sabedoria e poder místico. Em primeiro lugar, os filhos de Maria Padilha são conhecidos por possuir grandes habilidades espirituais.

    Eles têm um profundo senso da intuição e podem ver além do que está à frente deles. Esta capacidade permite-lhes ter visões sobre questões espirituais que outras pessoas não seriam capazes de compreender.

    Além disso, esses indivíduos tendem a ter um forte senso da justiça e moralidade – o que significa que sempre buscam agir com integridade em todas as situações.

    Outra característica marcante dos filhos de Maria Padilha é sua capacidade para manipular energias mágicas para obter resultados desejados.

    Como herdeiros diretos do legado mágico dela, esses indivíduos possuem grande habilidade para controlar elementais como fogo, água e ar; bem como invocar entidades superiores para realizarem trabalho especificamente solicitado por elas mesmas ou pelas pessoas próximas a elas.

    Essencialmente isto significa que os filhos desta figura lendária tem uma enorme quantia de controle sobre as forças invisíveis do universo – permitindo-lhes usufruir dos benefícios associados à magia ancestral tradicionalmente praticada no Brasil há centenas anos.

    De acordo com algumas fontes folclóricas, os filhos de Maria Padilha são dotados de um senso profundo da justiça e da compaixão.

    Eles possuem uma forte capacidade intuitiva e conseguem ver mais longe do que outras pessoas, permitindo-lhes tomar decisões baseadas em seus instintos naturais.

    Além disso, esses indivíduos costumam ter um grande senso de responsabilidade moral e social – o que significa que sempre estarão dispostos a levar adiante aquilo em que acreditam mesmo diante das circunstâncias mais desafiadoras.

    Outra característica marcante dos filhos de Maria Padilha é sua habilidade para lidar com problemas complexos usando soluções inovadoras.

    Esses indivíduos tendem a ser extremamente criativos quando se trata de encontrar maneiras inteligentes para resolver problemas complicados – algo muito útil nos tempos modernos.

    Os filhos de Maria Padilha são conhecidos por suas características únicas, que os diferenciam dos demais. Esses traços incluem força espiritual, habilidade para curar e a capacidade de se comunicar com o mundo invisível.

    A força espiritual é uma das principais características dos filhos de Maria Padilha. Eles possuem um senso intuitivo muito desenvolvido, capaz de perceber o que está acontecendo no plano espiritual antes mesmo do fato acontecer na realidade física. Além disso, também são dotados da habilidade para enxergar além do mundano e compreender as energias subtis à sua volta.

    Outra marca distintiva dos filhos de Maria Padilha é a capacidade para curar outras pessoas usando apenas sua energia interna.

    Isso significa que não precisam recorrer a remédios tradicionais ou tratamentos convencionais; basta direcionarem seus pensamentos positivos em direção àquela pessoa específica para iniciar o processo curativo necessário.

    É importante lembrar que isto não funciona toda vez; mas quando funciona, tem resultados incríveis! Por último, mas não menos importante: os filhos de Maria Padilha também possuem a capacidade incomum de conversarem com entidades do plano astral – aqueles seres existentes nos reinos invisíveis da natureza humana – e receberem informações valiosíssimas sobre questões relacionadas à vida terrenal e divina.

    Por meio deste canal aberto entre ambos os mundos (visível/invisível), muitas vezes, encontram respostas sobre problemas complexos que normalmente as pessoas na Terra não encontrariam por si só.

    A herança cultural dos filhos de Maria Padilha é um assunto complexo, mas importante para entender a história da cultura brasileira.

    A lenda de Maria Padilha remonta às origens do candomblé, uma religião afro-brasileira baseada na veneração de Orixás e espíritos ancestrais.

    Os seguidores desta tradição religiosa acreditam que os descendentes diretos de Maria Padilha possuem certas características especiais.

    Estes incluem o dom da cura, a capacidade de ver além das fronteiras temporais e espaciais e o conhecimento sobre as forças mágicas do universo.

    Além disso, os filhos de Maria Padilha também são reconhecidos por sua devoção à fé ancestral e pela dedicação à preservação dessa tradição milenar.

    Ao compreender estes aspectos fundamentais da herança cultural dos filhos de Maria Padilha, poderemos melhor apreciar toda a riqueza deste patrimônio inestimável que nos foi legado pelo passado distante.

    Os filhos de Maria Padilha são geralmente descritos como sendo fortes, corajosos e leais. Eles também são conhecidos por sua devoção às crenças espirituais afro-brasileiras e pelo seu profundo respeito pela natureza.

    Além disso, acredita-se que os filhos de Maria Padilha possuem grandes habilidades curativas, assim como a capacidade de controlar o clima.

    Mulheres que trabalham com esta entidade são, geralmente, belas, atraentes e sensuais. São dominadoras e de personalidade muito forte, sabem amar como ninguém, mas com a mesma facilidade sabem odiar seus parceiros amorosos.

    Características dos Médiuns de Maria Padilha das Almas

    Características de Maria Padilha do Cabaré

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  • Maria Padilha da Calunga: Quem é, Características, Gostos, Oferendas, Seus Protegidos e Médiuns, sua História e Pontos Cantados

    Maria Padilha da Calunga é uma entidade representada pela imagem de uma mulher bonita, vaidosa, feminina e que chama a atenção.

    Sua representação, muitas vezes, é na imagem de uma mulher branca, de cabelos escuros, que porta joias e veste saias vermelhas, deixando o busto à mostra.

    Ás vezes, é acompanhada de um crânio e está sempre com as mãos na cintura. Seus trabalhos giram muito em torno da sexualidade e é procurada também para problemas de saúde, abertura de caminhos e vícios.

    É considerada uma pomba-gira maravilhosa da Umbanda, admirada por muitos devotos. Seus trabalhos são sempre garantidos.

    Se ela aceita uma solicitação nossa ou promete algo, podemos estar certos que nossas solicitações serão alcançadas imediatamente e suas promessas cumpridas.

    As Características e Gostos de Maria Padilha da Calunga

    Tem uma voz suave, sua dança é muito delicada e é muito feminina. Ao contrário de Maria Padilha das Almas, critica severamente qualidades masculinas nas mulheres.

    Adora festas e danças. Quando incorporada em um médium, apresenta-se sempre sensual e fina. Está sempre acompanhada por Exu da Calunga para dar mais força ao trabalho.

    Suas roupas são nas cores preta e vermelha, preta e branca ou toda preta. Suas flores preferidas são rosas e gosta de bebidas finas e perfumes doces.

    Aliás, a maioria das Padilhas são entidades finas, que gostam de boas bebidas e bons cigarros; portam-se como damas, não como mulheres da vida, são diretas e educadas nas consultas, e assim é Maria Padilha da Calunga, uma entidade muito poderosa e muito prestigiada por mulheres e homens que perderam seus amores por algum motivo.

    As Oferendas à Maria Padilha da Calunga

    Trabalha sobre a irradiação de Omolú. Sua casa está na Calunga Grande, bem como indica o seu nome, assim é bom fazer as suas oferendas no Cruzeiro da Calunga ou no mar.

    Também as aceita em encruzilhadas em formato de “T” ou de “X”, de preferência próxima à um cemitério – dependerá do trabalho a ser realizado e de acordo com a vontade desta lebara.

    Suas oferendas são inúmeras, sempre acompanhadas de champanhe de boa qualidade, bons vinhos, martini, campari, bebidas fortes como o gim, Bourbon e, em isolados casos, a pinga.

    À ela são oferecidos cigarrilhas e cigarros de boa qualidade, rosas vermelhas (nunca em botões), sempre em número ímpar, cravos, palmas vermelhas, mel, licor de anis (uma de suas bebidas favoritas), espelhos, enfeites, joias, batons, perfumes, enfim todo aparato que toda mulher gosta e preza.

    Os sacrifícios a serem oferecidos (nas religiões que os fazem) são galinha vermelha, cabra preta, pata preta e pomba preta.

    Trabalha em diferentes áreas, mas suas especialidades são os negócios e o amor. Também é capaz de auxiliar na saúde, afastar indesejáveis e desmanchar feitiços.

    Seus símbolos são o pássaro, o tridente, a lua, o sol, a chave e o coração. Suas velas podem ser pretas e vermelhas, todas vermelhas e, em certos casos, pretas e brancas ou, ainda, todas brancas – dependerá do tipo de trabalho; a entidade dirá qual cor deverá ser utilizada.

    Os Protegidos e Médiuns de Maria Padilha da Calunga

    Quem é protegido por esta pomba gira maravilhosa sempre tem muitos pretendentes e boa sorte nos negócios.

    As mulheres que trabalham com esta entidade têm uma personalidade muito forte e são, geralmente, extremamente sensuais e atraentes; amam como ninguém, mas se forem traídas, facilmente odeiam seus parceiros amorosos.

    Quem foi Maria Padilha da Calunga?

    Maria Padilha da Calunga foi uma moça que, durante algum tempo, viveu no mundo terreno, passou por inúmeros sofrimentos, perdeu os pais muito cedo e foi criada na rua.

    Foi mulher da vida, viciada no álcool, praticou inúmeros abortos e suicidou-se. Esta entidade, quando chegou no mundo espiritual, pertencia ao limbo, onde sofreu ainda mais com as dores de suas faltas aqui na Terra.

    Através do Exu da Calunga, que ela conheceu em um momento de desespero, tornou-se sua assistente direta e conheceu a Umbanda, onde foi Coroada como a Mulher da Calunga, onde hoje é conhecida como Maria Padilha da Calunga, uma entidade de fé e conhecedora dos mistérios das sombras.

    Ponto Cantado de Maria Padilha da Calunga

    O ponto cantado de Maria Padilha da Calunga remete à uma moça bonita que carrega uma rosa e não tem medo de dizer quem é e o que faz.

    Nos revela que seu orixá regente é Omulú e que se precisar dela, é só chamar. Confira a letra do ponto cantado logo abaixo:

    “Eu estava caminhando perto da calunga
    Quando de longe eu avistei uma moça tão bonita
    Que de longe me acenava com uma linda rosa
    Quando perguntei seu nome?
    Olhem só o que ela me disse:
    Não se preocupe moço, pois meu nome eu vou dizer:
    Eu trabalho na calunga, sou mulher de sete exus,
    Se você ainda não sabe, eu pertenço a Omulú
    Quando precisares de mim, me chame em todo lugar
    MARIA PADILHA DA CALUNGA aqui em qualquer lugar
    Se você quiser me conhecer, eu estou a sua espera.”

    Ponto Cantado de Maria Padilha da Calunga

    Curiosidade: Maria Padilha da Calunga é da linha de Oxum/Iemanjá.

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