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  • O Legado Espiritual de Nossa Senhora Aparecida: A História e os Milagres que Transformam Vidas

    O Legado Espiritual de Nossa Senhora Aparecida: A História e os Milagres que Transformam Vidas

    Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, é venerada por milhões de fiéis em todo o país e além de suas fronteiras.

    Sua história é permeada por uma aparição miraculosa, que deu origem a uma devoção popular fervorosa e a um dos maiores santuários marianos do mundo.

    Este artigo explora o legado espiritual de Nossa Senhora Aparecida, mergulhando na narrativa da aparição, nos milagres que transformaram vidas, no impacto espiritual na sociedade brasileira e nas diversas celebrações que honram essa figura sagrada.

    Através desses aspectos, é possível compreender a profundidade da devoção e a influência espiritual que Nossa Senhora Aparecida exerce sobre os crentes e a cultura brasileira.

    A Aparição de Nossa Senhora Aparecida

    A Aparição de Nossa Senhora Aparecida (Imagem gerada por Élida Alexandre com a ajuda do Ideogram.ai)
    A Aparição de Nossa Senhora Aparecida (Imagem gerada por Élida Alexandre com a ajuda do Ideogram.ai)

    Origens e Contexto Histórico

    Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil e sua origem remonta ao ano de 1717, quando três pescadores, em uma expedição no Rio Paraíba do Sul, encontraram uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.

    Primeiro, eles acharam o corpo da imagem e, depois, a cabeça. Acredita-se que a imagem foi esculpida em terracota e que foi trazida por alguém que a deixou na água.

    Após o achado, os pescadores começaram a ter uma boa pesca, o que fez com que a fama da imagem se espalhasse rapidamente.

    Com o tempo, muitos milagres foram atribuídos à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, e ela se tornou um símbolo de fé e devoção para os católicos brasileiros.

    Em 1930, foi oficialmente proclamada como a padroeira do Brasil. A história de Nossa Senhora Aparecida representa não apenas a fé religiosa, mas também um forte laço cultural e identitário para o povo brasileiro.

    É uma figura que une pessoas de diferentes origens e tradições em torno da devoção e da esperança. A história de Nossa Senhora Aparecida está profundamente entrelaçada com o desenvolvimento da identidade brasileira e a formação da sociedade ao longo dos séculos.

    Aqui estão alguns pontos importantes que mostram como ela se insere no contexto histórico do Brasil:

    1. Colonização e Evangelização: No início da colonização portuguesa, a Igreja Católica desempenhou um papel fundamental na evangelização dos indígenas e na formação da sociedade. A devoção à Nossa Senhora Aparecida surgiu em um período em que a fé católica era um elemento central na vida cotidiana dos brasileiros.
    2. Crescimento da Devoção: Após a descoberta da imagem em 1717, a devoção à Nossa Senhora Aparecida começou a crescer rapidamente, especialmente entre as comunidades locais. Esse crescimento refletiu não só a religiosidade popular, mas também a busca de proteção e intercessão em tempos difíceis.
    3. Milagres e Esperança: A imagem de Nossa Senhora Aparecida passou a ser associada à milagres e graças, especialmente durante períodos de dificuldades, como as crises econômicas e as guerras. A devoção proporcionava um sentido de esperança e união entre o povo.
    4. Independência e Nacionalismo: Durante o processo de independência do Brasil, no início do século XIX, muitos começaram a ver Nossa Senhora Aparecida como um símbolo de unidade nacional. Sua canonização como padroeira do Brasil em 1930 consolidou essa ideia, ligando-a à identidade nacional.
    5. Movimentos Sociais e Religiosos: Ao longo do século XX, a figura de Nossa Senhora Aparecida também se tornou importante para movimentos sociais, incluindo aqueles que buscavam justiça social e igualdade. Ela foi vista como uma intercessora das causas populares.
    6. Cultura Popular: A devoção à Nossa Senhora Aparecida permeia diversas manifestações culturais brasileiras, incluindo festas, músicas e tradições folclóricas, refletindo a diversidade cultural do país.

    Assim, Nossa Senhora Aparecida não é apenas uma figura religiosa; ela é um símbolo poderoso que representa a luta, a esperança e a identidade do povo brasileiro ao longo da história.

    O Relato da Aparição

    Os três pescadores que encontraram a imagem de Nossa Senhora da Conceição em 1717 foram os irmãos André e João Alves e um amigo chamado Felipe Pedroso.

    A história do achado é bastante conhecida e cheia de detalhes que refletem a fé e a devoção dos pescadores.

    Aqui está como eles relataram o evento:

    1. A Busca por Peixes: Os pescadores estavam em uma expedição no Rio Paraíba do Sul, na cidade de Aparecida, em busca de uma boa pesca. Naquela época, a pesca era uma atividade vital para a subsistência das famílias locais.
    2. A Descoberta da Imagem: Enquanto lançavam suas redes, os pescadores começaram a sentir que não estavam tendo sucesso. Após várias tentativas, um deles decidiu mergulhar e foi nesse momento que encontrou o corpo da imagem, que estava submersa na água. Depois, conseguiram encontrar também a cabeça da imagem.
    3. O Primeiro Milagre: Após retirarem a imagem da água, os pescadores perceberam que suas capturas de peixes aumentaram significativamente. Eles atribuíram essa mudança à intercessão da imagem encontrada, acreditando que Nossa Senhora havia lhes concedido essa graça.
    4. Divulgação do Achado: Os pescadores contaram sua história aos moradores da região, e logo a fama da imagem começou a se espalhar. Muitas pessoas começaram a visitar o local em busca de milagres e graças.
    5. Construção da Capela: Com o aumento da devoção, foi construída uma capela para abrigar a imagem de Nossa Senhora Aparecida, tornando-se um local de peregrinação. A história dos pescadores e seu encontro com a imagem se tornou um elemento central na narrativa da devoção à padroeira do Brasil.

    Esses relatos refletem não apenas o momento do achado, mas também a profunda fé popular que se desenvolveu ao redor de Nossa Senhora Aparecida, transformando-a em um símbolo de esperança e proteção para muitos brasileiros ao longo dos anos.

    O Santuário Nacional e a Devoção Popular

    Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida em Aparecida do Norte/São Paulo por Cláudia Beatriz Ribeiro Carvalho
    Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida em Aparecida do Norte/São Paulo por Cláudia Beatriz Ribeiro Carvalho

    Construção e Significado do Santuário

    A construção do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida é uma história rica que reflete a devoção do povo brasileiro e a importância da figura de Nossa Senhora Aparecida.

    Aqui estão os principais aspectos da construção e o significado dos santuário:

    Construção do Santuário:

    1. Primeira Capela: Após a descoberta da imagem em 1717, uma pequena capela foi construída em 1745 para abrigar a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Ao longo dos anos, essa capela passou por várias reformas para acomodar o crescente número de peregrinos.
    2. Ampliação e Novo Santuário: Com o aumento da devoção e o número de visitantes, tornou-se evidente a necessidade de um espaço maior. Na década de 1930, começou a construção do novo santuário, projetado pelo arquiteto Benedito Calixto de Jesus.
    3. Inauguração: O Santuário Nacional foi inaugurado em 4 de julho de 1980, embora sua construção tenha se estendido por vários anos. O projeto final resultou em uma imponente estrutura em estilo neoclássico com capacidade para receber grandes multidões.
    4. Características Arquitetônicas: O santuário é conhecido por sua cúpula central, que é uma das maiores do mundo, e por seu altar principal que abriga a imagem de Nossa Senhora Aparecida. A arquitetura é marcada pela grandiosidade e pela beleza, refletindo a importância do local.

    Significado do Santuário:

    1. Centro de Devoção: O Santuário Nacional é considerado o maior centro de devoção mariana do Brasil e um dos mais importantes do mundo. Ele atrai milhões de peregrinos todos os anos, especialmente durante as festividades relacionadas à padroeira.
    2. Símbolo Nacional: O santuário se tornou um símbolo de identidade brasileira, unindo pessoas de diferentes origens em torno da fé e da devoção à Nossa Senhora Aparecida. Ele representa não só a religiosidade, mas também a cultura e a história do Brasil.
    3. Espaço de Reflexão e Oração: Além de ser um local de peregrinação, o santuário serve como um espaço para reflexão espiritual e oração. Muitos visitantes buscam consolo e esperança em suas dificuldades ao visitá-lo.
    4. Promoção da Solidariedade: O santuário também está envolvido em diversas iniciativas sociais e caritativas, promovendo ações que buscam ajudar os mais necessitados e fortalecer a solidariedade entre as pessoas.

    Em resumo, o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida é mais do que uma estrutura física; ele representa a fé, a cultura e a união do povo brasileiro ao longo dos séculos.

    É um local onde muitos encontram conforto, esperança e um sentido mais profundo na vida espiritual.

    A Devoção e Peregrinação dos Fiéis

    A devoção à Nossa Senhora Aparecida é uma das mais importantes do Brasil e envolve práticas e tradições que refletem a profunda fé do povo.

    Aqui está como funciona essa devoção e como acontece a peregrinação dos fiéis ao Santuário Nacional:

    Devoção à Nossa Senhora Aparecida:

    1. Culto e Oração: Os fiéis costumam rezar a novena em honra à Nossa Senhora Aparecida, especialmente nos dias que antecedem as festividades em sua homenagem, em 12 de outubro. As orações incluem terços, missas e outras celebrações litúrgicas.
    2. Imagens e Altar: Muitas pessoas têm imagens de Nossa Senhora Aparecida em suas casas, onde realizam orações diárias. O altar doméstico é um local de devoção, onde os fiéis fazem pedidos, agradecimentos e reflexões.
    3. Promessas e Gratidão: Os devotos frequentemente fazem promessas à Nossa Senhora Aparecida, que podem incluir atos de fé ou caridade. Após receberem graças ou bênçãos, muitos retornam ao santuário para agradecer pessoalmente.
    4. Festividades: O dia 12 de outubro é um dos momentos mais importantes da devoção, quando se celebra o Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Nesse dia, são realizadas missas especiais, procissões e eventos festivos em todo o país.

    Peregrinação ao Santuário Nacional:

    1. Caminhadas e Romarias: Milhares de fiéis realizam peregrinações ao Santuário Nacional, muitas vezes caminhando longas distâncias como forma de penitência e devoção. Algumas romarias são organizadas por paróquias ou grupos religiosos.
    2. Recepção no Santuário: Ao chegar ao santuário, os peregrinos são recebidos com acolhimento. O santuário oferece infraestrutura para atender os visitantes, incluindo áreas para descanso, alimentação e oração.
    3. Celebrações Litúrgicas: Durante a peregrinação, os fiéis participam de missas e celebrações especiais que reforçam o sentido comunitário de devoção. É um momento de união entre os devotos.
    4. Experiência Espiritual: A peregrinação é vista não apenas como uma viagem física, mas também como uma jornada espiritual. Os fiéis buscam experiências transformadoras por meio da oração, reflexão e comunhão com outros devotos.
    5. Atrações e Atividades: Além das celebrações religiosas, o Santuário Nacional também oferece atividades culturais e educativas relacionadas à história da devoção à Nossa Senhora Aparecida, promovendo um ambiente de aprendizado e partilha.

    A devoção à Nossa Senhora Aparecida é uma expressão significativa da religiosidade brasileira, unindo pessoas em torno da fé e da esperança.

    A peregrinação ao Santuário Nacional se torna uma experiência coletiva que fortalece os laços entre os devotos e reafirma a sua fé na proteção e intercessão da padroeira do Brasil.

    Milagres e Testemunhos de Fé

    Imagem de Nossa Senhora Aparecida de Gesso com Acabamento em Resina e Manto Decorado com Pérolas - 20cm
    Imagem de Nossa Senhora Aparecida de Gesso com Acabamento em Resina e Manto Decorado com Pérolas – 20cm por Piva Presentes

    Relatos de Milagres Atribuídos a Nossa Senhora Aparecida

    Os milagres atribuídos à Nossa Senhora Aparecida são muitos e variam desde de curas físicas até intervenções em situações de dificuldade e desespero.

    Aqui estão alguns relatos notáveis:

    1. Curas de Doenças: Muitos devotos relatam curas de doenças graves, como câncer problemas cardíacos e outras enfermidades. Essas curas são, frequentemente, acompanhadas de testemunhos emocionantes sobre a fé que sustentou o devoto durante o tratamento.
    2. Proteção em Acidentes: Há relatos de pessoas que passaram por acidentes graves, mais saíram ilesas ou com ferimentos leves, acreditando que a proteção de Nossa Senhora Aparecida foi fundamental para sua sobrevivência.
    3. Resolução de Problemas Financeiros: Fiéis compartilham histórias sobre situações financeiras difíceis que foram resolvidas após rezarem à Nossa Senhora Aparecida. Muitos relatam que conseguiram emprego, pagaram dívidas ou encontraram soluções inesperadas.
    4. Restauração de Relacionamentos: Casais em crise ou famílias desunidas frequentemente recorrem à intercessão da santa, e muitos relatam reconciliações e restaurações de laços familiares após suas orações.
    5. Ajuda em Momentos de Desespero: Há muitas histórias de pessoas que enfrentaram situações extremas, como desastres naturais ou crises emocionais, e que sentiram uma força inexplicável ou um sinal da presença de Nossa Senhora Aparecida que as ajudou a superar esses momentos.
    6. Visões e Sinais: Alguns devotos relatam ter tido visões ou sinais que interpretaram como manifestações da presença divina de Nossa Senhora Aparecida em suas vidas, fortalecendo ainda mais a sua fé.
    7. Relatos Históricos: Desde a descoberta da imagem da santa em 1717, muitos milagres foram atribuídos a ela, sendo documentados ao longo dos anos. O próprio reconhecimento canônico da imagem pelo Papa Pio XI em 1930 reforçou a importância desses relatos.

    Esses milagres e testemunhos são frequentemente compartilhados nas celebrações religiosas, durante às romarias ao Santuário Nacional e em comunidades católicas ao redor do Brasil.

    Eles não só fortalecem a fé pessoal dos devotos, mas também criam um senso de comunidade entre aqueles que compartilham experiências semelhantes.

    A devoção à Nossa Senhora Aparecida é, portanto, uma fonte de esperança e inspiração para muitos brasileiros.

    Testemunhos de Fé e Transformações Pessoais

    Os testemunhos de fé e transformações pessoais associados à Nossa Senhora Aparecida são emocionantes e inspiradores, refletindo a profunda conexão que os devotos têm com a santa.

    Aqui estão alguns dos principais tipos de testemunhos que são frequentemente compartilhados:

    1. Curas e Recuperações: Muitos devotos relatam curas milagrosas de doenças graves, como câncer e problemas crônicos. Esses histórias frequentemente envolvem um período de oração intensa e a sensação de que Nossa Senhora Aparecida estava presente durante o processo de cura.
    2. Superação de Dependências: Há relatos de pessoas que lutaram contra vícios, como álcool ou drogas, e que encontraram força na devoção à Nossa Senhora Aparecida. A fé ajudou esses indivíduos a se reerguerem e reconstruírem suas vidas.
    3. Transformações Espirituais: Alguns testemunhos falam sobre como a devoção à santa levou a uma transformações espiritual significativa. Muitas pessoas relatam ter encontrado um novo propósito na vida, maior paz interior e um relacionamento mais profundo com Deus.
    4. Reconciliações Familiares: Há muitas histórias de famílias desunidas que conseguiram se reconciliar através da intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Os devotos frequentemente mencionam como as orações à santa ajudaram a restaurar o amor e a compreensão entre os membros da família.
    5. Ajuda em Crises Emocionais: Pessoas que enfrentaram momentos difíceis, como perdas ou crises emocionais, compartilham como a devoção à Nossa Senhora Aparecida as ajudou a encontrar consolo e esperança. A fé se tornou um suporte crucial durante esses períodos desafiadores.
    6. Mudanças Profundas na Vida Pessoal: Muitos devotos relatam mudanças significativas em suas vidas profissionais ou acadêmicas após dedicarem suas conquistas à Nossa Senhora Aparecida. Eles sentem que foram guiados por ela em suas decisões e caminhos.
    7. Experiências de Solidariedade: Alguns testemunhos falam sobre como a devoção à santa levou os fiéis à se tornarem mais solidários e engajados em ações sociais, ajudando aqueles que estão em necessidade, o que também trouxe mudanças positivas em suas próprias vidas.
    8. Momentos de Graça Durante Peregrinações: Durante as romarias ao Santuário Nacional, muitos fiéis relatam experiências espirituais profundas, desde momentos de oração intensa até sentimentos de paz inexplicáveis. Essas experiências reforçam sua fé e dedicação à Nossa Senhora Aparecida.

    Esses testemunhos são frequentemente compartilhados em comunidades católicas, durante celebrações religiosas e em encontros de devoção, criando um forte sentimento de comunidade entre os devotos.

    Eles ilustram não apenas o impacto pessoal da fé em Nossa Senhora Aparecida, mas também a importância dessa devoção na vida cotidiana dos brasileiros.

    O Impacto Espiritual na Sociedade Brasileira

    Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil por Élida Alexandre
    Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil por Élida Alexandre

    Influência na Cultura e Identidade Religiosa do Brasil

    A influência de Nossa Senhora Aparecida na cultura e identidade religiosa do Brasil é profunda e multifacetada.

    Aqui estão alguns aspectos que destacam essa influência:

    1. Símbolo Nacional: Nossa Senhora Aparecida é considerada a padroeira do Brasil, um título que a torna um símbolo de unidade e identidade nacional. Sua imagem é reconhecida em todo o país, e muitas pessoas a associam à história e à cultura brasileira.
    2. Fé e Devoção Popular: A devoção à Nossa Senhora Aparecida transcende classes sociais e regiões. Milhões de brasileiros participam de romarias, novenas e festas em sua homenagem, mostrando como a fé é uma parte integral da vida diária. Essa devoção popular se manifesta em diversas práticas, como promessas, oferendas e ex-votos.
    3. Cultura Religiosa: Nossa Senhora Aparecida influencia diversas manifestações culturais, incluindo música, arte e literatura. Canções religiosas, como as que falam sobre a santa, são parte do repertório popular, enquanto artistas plásticos frequentemente retratam sua imagem em obras que refletem a espiritualidade brasileira.
    4. Festas e Celebrações: O Dia de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro, é feriado nacional e atrai milhões de fiéis ao Santuário Nacional em Aparecida, São Paulo. Essa celebração não é apenas um evento religioso; ela também promove um sentimento de comunidade e pertencimento entre os devotos.
    5. Identidade Regional: Em muitas regiões do Brasil, a devoção à Nossa Senhora Aparecida se entrelaça com festividades locais e tradições culturais. Por exemplo, em algumas localidades, há festas juninas ou outras celebrações que incluem homenagens à santa, reforçando laços comunitários.
    6. Interseção com Outras Fés: A figura de Nossa Senhora Aparecida também dialoga com outras expressões religiosas no Brasil, como o sincretismo entre o catolicismo e as tradições afro-brasileiras. Isso mostra como sua imagem pode ser interpretada de maneiras diversas dentro do contexto religioso brasileiro.
    7. Educação e Ação Social: Muitas instituições educacionais e sociais no Brasil são inspiradas pela devoção à Nossa Senhora Aparecida. Escolas católicas frequentemente promovem valores de solidariedade e ética baseados nos ensinamentos da fé cristã, refletindo o impacto da santa na formação moral das novas gerações.
    8. Testemunhos de Esperança: Os relatos de milagres e transformações pessoais atribuídos à Nossa Senhora Aparecida contribuem para uma cultura de esperança entre os brasileiros. Esses testemunhos reforçam a ideia de que a fé pode trazer mudanças significativas na vida das pessoas.

    Em resumo, Nossa Senhora Aparecida não é apenas uma figura religiosa; ela está profundamente enraizada na cultura brasileira, moldando identidades regionais e nacionais, promovendo práticas de fé coletiva e influenciando diversos aspectos da vida cotidiana dos brasileiros.

    A devoção à santa continua sendo uma fonte de força espiritual e cultural para muitos no país.

    Aspectos Sociais e Humanitários Ligados à Devoção

    A devoção à Nossa Senhora Aparecida está intimamente ligada a diversos aspectos sociais e humanitários no Brasil.

    Aqui estão alguns dos principais pontos que destacam essa conexão:

    1. Ação Social e Caridade: Muitas paróquias e comunidades católicas promovem ações sociais em nome de Nossa Senhora Aparecida. Isso inclui campanhas de arrecadação de alimentos, roupas e produtos de higiene para ajudar os mais necessitados. A figura da santa inspira esses atos de solidariedade e compaixão.
    2. Educação e Formação: Várias instituições educacionais católicas têm como base a devoção a Nossa Senhora Aparecida, promovendo valores de justiça social, respeito e ética. Essas escolas frequentemente incentivam projetos que visam melhorar as condições de vida das comunidades ao seu redor, criando um ambiente de aprendizado que também é comprometido com o bem-estar social.
    3. Saúde e Bem-Estar: A devoção à santa também se reflete em iniciativas voltadas para a saúde, como campanhas de prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Algumas comunidades organizam eventos que incluem atendimentos médicos gratuitos, orientações sobre saúde e palestras educativas.
    4. Promoção da Paz e Conciliação: A imagem de Nossa Senhora Aparecida é frequentemente associada à paz e a reconciliação. Em momentos de conflito ou crise social, muitos grupos recorrem à figura da santa como um símbolo de esperança e unidade, promovendo diálogos entre diferentes partes da sociedade.
    5. Empoderamento Feminino: Como uma figura materna e protetora, Nossa Senhora Aparecida tem um papel importante na promoção do empoderamento feminino. Muitas mulheres se sentem inspiradas por sua história e força, levando-as a participar ativamente em ações sociais, movimentos comunitários e iniciativas de liderança.
    6. Cultura da Esperança: Os relatos sobre milagres atribuídos a Nossa Senhora Aparecida alimentam uma cultura de esperança entre as pessoas em situações difíceis. Essa esperança pode motivar ações proativas para enfrentar desafios sociais, econômicos ou pessoais.
    7. Integração Social: As celebrações religiosas em honra à Nossa Senhora Aparecida são momentos que promovem a integração social entre diferentes segmentos da população. As festas atraem pessoas de diversas origens, criando um espaço onde as barreiras sociais podem ser diminuídas.
    8. Diálogo Inter-religioso: Em algumas comunidades, a devoção à Nossa Senhora Aparecida também serve como um ponto de partida para o diálogo inter-religioso. A busca por valores comuns entre diferentes tradições religiosas pode contribuir para a construção de uma sociedade mais tolerante e inclusiva.

    Em suma, a devoção à Nossa Senhora Aparecida não se limita apenas ao aspecto espiritual; ela se estende à várias dimensões sociais e humanitárias, promovendo ações concretas que buscam melhorar as condições de vida das pessoas e fortalecer laços comunitários no Brasil.

    Celebrações e Festividades em Honra a Nossa Senhora Aparecida

    Festa de Aparecida de São Manuel, realizada no Santuário Nossa Senhora Aparecida, localizado no Distrito de Aparecida de São Manuel/SP
    Festa de Aparecida de São Manuel, realizada no Santuário Nossa Senhora Aparecida, localizado no Distrito de Aparecida de São Manuel/SP (Imagem de Acontece Botucatu)

    Nossa Senhora Aparecida é uma figura venerada e celebrada com grande devoção no Brasil, onde milhões de fiéis reconhecem e honram sua importância espiritual.

    As celebrações e festividades em seu nome são marcadas por uma mistura de devoção, alegria e fé que unem pessoas de diferentes origens e crenças.

    Principais Festas e Eventos Religiosos

    Dentre as principais festas e eventos religiosos em honra a Nossa Senhora Aparecida, destaca-se a Festa da Padroeira do Brasil, celebrada em 12 de outubro.

    Neste dia, milhares de fiéis se reúnem no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, localizado em Aparecida, São Paulo, para prestar homenagens, agradecer graças alcançadas e renovar sua devoção à santa.

    Além da Festa da Padroeira, existem diversas outras celebrações ao longo do ano, como novenas, procissões, missas solenes e festivais que reúnem devotos de todos os cantos do país.

    Cada evento é uma oportunidade única para os fiéis demonstrarem sua devoção e amor por Nossa Senhora Aparecida.

    Rituais e Tradições de Adoração à Padroeira do Brasil

    Os rituais e tradições de adoração à Nossa Senhora Aparecida refletem a rica história e devoção do povo brasileiro pela santa padroeira.

    Muitos devotos realizam promessas, como caminhar de joelhos até o Santuário de Aparecida, acender velas, fazer doações ou participar de rituais de purificação e agradecimento.

    Outra tradição comum é a confecção de ex-votos, que são objetos ou representações simbólicas de graças alcançadas, como maquetes de partes do corpo ou objetos relacionados a milagres pessoais.

    Esses rituais e tradições não apenas demonstram a devoção dos fiéis, mas também fortalecem a conexão espiritual com Nossa Senhora Aparecida e sua capacidade de interceder em suas vidas.

    Em síntese, o legado espiritual de Nossa Senhora Aparecida transcende fronteiras geográficas e temporais, inspirando a fé e a devoção de gerações de fiéis.

    Seja através dos milagres atribuídos a ela, da construção do majestoso Santuário Nacional, ou das festividades que celebram sua presença, a Padroeira do Brasil continua a tocar corações e transformar vidas.

    Que sua luz divina siga guiando aqueles que buscam conforto, esperança e proteção nos momentos de necessidade.

    (Texto produzido por Élida Alexandre, com a ajuda de GaliAi, TinyWow e Luzia)

    Livros em PDF de Orações, Novenas, Simpatias e de Nossa Senhora Aparecida

  • Maria Padilha das 7 Catacumbas: História, Ponto Cantado e Características

    Maria Padilha das 7 Catacumbas: História, Ponto Cantado e Características

    Maria Padilha das 7 Catacumbas é um exu-fêmea, um espírito em evolução, que já viveu entre os humanos e que aprendeu sobre a vida através de nossa própria vida, enquanto aguarda a sua vez de reencarnar.

    História de Maria Padilha das 7 Catacumbas

    Vativa ficou totalmente arrepiada quando ouviu o que a bruxa lhe disse:

    — Precisamos do sangue de um inocente!

    Sua mente imediatamente focalizou a imagem de Yorg, seu pequeno filho de apenas três anos. Seus pensamentos vagaram por alguns instantes enquanto a mulher remexia em um pequeno caldeirão de ferro.

    Estava ali por indicação de uma vizinha que conhecia o problema pelo qual estava passando. Era casada, não tinha queixas do marido, mas de repente parece que uma loucura apoderou-se dela.

    Apaixonara-se por um rapazote de dezessete anos, ela uma mulher de trinta, bela e fogosa não resistira aos encantos do adolescente e sua vida transformou-se em um inferno.

    Já traíra seu marido algumas vezes, mas desta vez era algo fora do comum, não conseguia conceber a vida longe do rapaz.

    Conversando com a vizinha, a quem contava tudo, esta aconselhou:

    — Vá falar com a bruxa Chiara, ela resolve o assunto para você.

    Pensou durante alguns dias e não resistiu, foi procurar pela feiticeira. O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução:

    — Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro povoado, bem distante, levando seu amante!

    Vativa ficou assustada, não era essa a ideia. Não tinha porque matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil?

    — De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! Mas não se preocupe, eu cuido de tudo. — Foi aí que ela falou do sangue inocente.

    — A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho?

    — Para fazer omelete, quebram-se os ovos…

    Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada.

    A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos quando chegou a casa. Desse dia em diante, suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem (Sete Catacumbas) todo de preto que a apontava com uma bengala:

    — Agora, você tem que fazer!

    Em outras ocasiões, ele dizia:

    — Você não presta mesmo, nunca prestou!

    Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir. Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição frequente, saiu gritando pela casa.

    Ouvindo os gritos da mãe, o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar. Sem saber como, a faca apareceu em sua mão.

    — Cale a boca, garoto dos infernos! — A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo. Retomando a consciência, não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada.

    Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo.

    Por muitos anos, o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta.

    Com posto garantido na falange do cemitério, detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero.

    Hoje, todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha das Sete Catacumbas ao lado do Senhor Exú das Sete Catacumbas, pois todo médium que recebe Seu Sete recebe também Maria Padilha das Sete Catacumbas em algumas ocasiões, caso contrário após muito tempo recebendo somente Seu Sete, passa a sentir-se pesado.

    Ponto Cantado de Maria Padilha das Sete Catacumbas – Senhora dos Amores

    Letra do Ponto Cantado:

    Entre sedas e cortinas
    Entre perfume de flores
    A rosa vermelha abria
    Para se tornar um dia
    A senhora dos amores (bis)
    Ela mandava a sombra de um rei
    Tal qual para o palácio
    Seu sussuro era lei
    E quando dessa terra foi ceifada
    Iansã colheu uma rosa
    E prantou em sua morada (bis)
    E é por isso que ela mora na calunda
    Ela é a rainha da noite
    Até a lua se deslumbra
    Por isso que eu digo
    Nao mexa com a rainha
    Ela é Padilha, é das Sete Catacumbas
    Linda, eterna rosa
    Rosa linda mulher
    Maria Padilha, Mãe Oyá lhe deu axé (bis)

    Chegada de Maria Padilha das 7 Catacumbas para sua Festa

    Características de Maria Padilha das 7 Catacumbas

    Maria Padilha das 7 Catacumbas gosta de cigarros, champanhe, rosas vermelhas em número ímpar, jóias, cosméticos, espelhos, mel, licor de anis, velas.

    Sete Catacumbas é uma espécie de policial executante das ordens de todos os Orixás no plano mais denso.

    É um mensageiro ou mensageira que entra e sai das zonas umbralinas, sem temor, assumindo uma forma ameaçadora para fazer-se respeitar.

    Maria Padilha das 7 Catacumbas é muito grande, por isso é importante que conheça a capacidade de ação da entidade, que é uma poderosa força da natureza e mesmo assim ainda é pouco conhecida.

    Maria Padilha das 7 Catacumbas é muito poderosa e realmente muito séria, então é preciso que dê a sua oferta de coração, caso o for fazer.

    Como ela adora cemitérios e esses locais são seus principais pontos de força e trabalho, em muitos casos, as oferendas são colocadas na porta de um cemitério ou mesmo ao lado de uma sepultura.

    Maria Padilha das 7 Catacumbas é forte, basta que se entregue a essa entidade. Ela é muito focada e concentrada, é uma entidade que consegue tudo o que deseja, então certamente lhe ajudará muito, lhe mandando muitas boas energias, basta crer em seu poder.

    Maria Padilha das 7 Catacumbas é ligada à morte e à transição entre o mundo físico e o espiritual e seus filhos são parecidos com ela, são muito propensos ao desenvolvimento e atingir as suas metas e podem ser muito eficientes e justos, tanto quanto a mãe.

    Livro Recomendado:

  • Maria Padilha do Inferno: Características, História, Filhos e Imagem

    Maria Padilha do Inferno: Características, História, Filhos e Imagem

    Maria Padilha do Inferno tem o visual mais diferente entre todas as Marias Padilhas ou pombas giras, pele vermelha e uma postura exageradamente erotizada.

    Ela é muito popular por suas imagens de gesso e resina que são facilmente encontradas nas casas de artigos religiosos (geralmente na entrada, onde as pessoas depositam moedas).

    A personalidade dela não é das mais simpáticas, muito soberba e cheia de si, seu senso de ética é muito questionável.

    Muita gente sabe que ela faz coisas que naturalmente não devia ou pelo menos não são comuns de serem executadas por entidades.

    Esta é a pomba gira e Maria Padilha mais velha entre todas, e qualquer coisa que se conhece sobre as outras pombas giras não se aplica a ela.

    Mesmo sendo líder da falange das Rainhas, ela consegue ser única.

    História de Maria Padilha do Inferno

    A história de Maria Padilha do Inferno é conturbada, envolve traição entre irmãs e uma prisão eterna no inferno.

    Confira à seguir:

    Há muito tempo atrás, na época que os homens ainda viviam em pequenas cidadelas, existiu um Rei árabe que era pai de duas princesas gêmeas: a doce Nádia e a perversa Layla.

    Nádia era a mais velha, foi a primeira a sair da barriga da mãe na hora do parto e, por isso era a herdeira do trono.

    Seria a rainha suplente na falta do pai, porém Layla era muito invejosa e queria ser Rainha no lugar de irmã.

    As duas eram belíssimas mulheres idênticas. Nádia era bondosa, virgem, caridosa e honesta, cultuava o dia.

    Layla era malvada, promíscua, mesquinha e torpe, cultuava a noite. Quando o Rei morreu, Nádia subiu ao trono.

    Layla queria muito e passou a desejar a morte de Nádia para que pudesse usurpar o trono, porém não tinha coragem de matar a irmã com as próprias mãos.

    Layla recorreu as forças ocultas e contratou os serviços de uma bruxa chamada Débora Lagarrona. Lagarrona disse à Princesa Layla que se Nádia ainda fosse solteira, ela poderia ser oferecida para ser noiva de um demônio: o Grã Duque Nergal.

    E ele a levaria para as profundezas de Kurnugia, que é um dos andares do Inferno. E de lá ela jamais retornaria.

    Assim, Layla assumiria o trono sendo finalmente Rainha. A bruxa Lagarrona pediu uma série de especiarias para poder invocar a presença do Grã Duque Nergal e Layla forneceu tudo que ela pediu, inclusive fios de cabelo da ingênua Nádia.

    Nergal apareceu para a bruxa e aceitou Nádia para ser sua esposa. Nádia, que naquela hora estava penteando os cabelos diante do espelho, foi puxada para dentro de seu próprio reflexo caindo no quinto dos Infernos, na cama de Nergal.

    O casamento de Nádia e Nergal só poderia ser consumado caso ela fizesse sexo com ele de livre e espontânea vontade, mas ela, que era casta, se negou a deitar com ele.

    Nergal ficou enraivecido, pois se sentia enganado, já que a Bruxa Lagarrona disse a ele que Nádia o desejava como marido.

    Ele sabia que não encontraria facilmente uma mulher linda como Nádia era e, por isto não desistindo dela, a trancafiou no calabouço do castelo e a manteve lá na esperança de que ela temeria o horror daquela cadeia e aceitaria consumar o casamento.

    Com o desaparecimento da irmã, Layla foi coroada Rainha, mas isso não trouxe paz para ela. As irmãs gêmeas tem uma ligação espíritual muito grande e, por isto Layla todas as noites sonhava com Nádia presa na cela no castelo de Nergal e via os horrores que ela passava acorrentada a grilhões.

    Nergal não podia obrigar Nádia a se deitar com ele, pois isso seria um estupro, e um estupro não é sexo, estupro é uma violência.

    Somente sexo pode consumar um casamento, violência não. Nádia se negava a Nergal, repudiava a idéia de se entregar a ele.

    Todas as noites, Layla sonhava com os gritos de sua irmã sozinha numa cela escura. O remorso encheu o espírito de Layla e os sonhos a aterrorizaram todas as noites, de modo que ela quase enlouqueceu.

    Layla se arrependeu do que havia feito com a irmã. Ela chamou novamente a bruxa Lagarrona e pediu que ela invocasse Nergal novamente, mas que dessa vez queria falar com ele pessoalmente.

    A bruxa assim fez e Nergal apareceu para elas duas. O grande demônio olhou para Layla e perguntou: “Nádia? Como fugiu da cela?”

    Layla tinha como plano assumir a identidade de sua irmã para salva-la. Ela disse: “Eu sou sim Nádia, mas a mulher que tu está a manter cativa é minha irmã gêmea. Liberte-a e eu vou contigo.”

    Nergal, em um estalar de dedos, fez Nádia aparecer na sala desfalecida, suja da fuligem do fogo do inferno.

    Layla tomou a mão do demônio e foi com ele para as profundezas, onde consumou o casamento e se tornou sua esposa.

    Nádia retomou seu reinado na Terra e Layla assinou um reinado no inferno. As duas agora eram Rainhas, porém Layla não aceitou ser cônjuge de Nergal apenas, se aliou aos demônios do Inferno e assim ela derrubou o marido e usurpou todo o poder que ele tinha, sendo chamada de Rainha do Inferno.

    Nergal entregou a ela o livro dos mortos e ela até hoje existe como poderosa mulher humana que reina sobre os diabos.

    Layla se tornou a própria Luxúria, o espírito de lascívia, a dona da vaidade que reina sobre as almas condenadas.

    Ela envia para a Terra muitas almas de mulheres que tem o seu caráter, e elas se apresentam como Rainhas do Inferno.

    Deus criou a Luz, mas também criou as trevas. A mulher que tem a pele vermelha que é chamada de Diaba, um dia já foi uma princesa.

    Saravá!

    Maria Padilha do Inferno na Umbanda

    Maria Padilha do Inferno tem bastante força na Umbanda e pode ajudar qualquer pessoa que clamar por ela.

    Possui uma personalidade forte e não aguenta desaforo ou ser passada para trás, sendo uma pomba gira que pune caso seja usada da forma errada.

    Maria Padilha do Inferno deve ser usada para crescer e tornar desejos em realidade, afinal para ela é fundamental que os desejos de seus filhos virem realidade, neste caso, com certeza ela irá apoiar.

    Maria Padilha do Inferno preza pelo que é certo e pune os filhos que agem com injustiça. Ela age apenas de modo correto e ela entende bastante de seus filhos, que tendem a ser bastante pacientes no dia-a-dia.

    A coragem de Maria Padilha do Inferno é enorme, mas ela não é onipotente, ela apenas tem um lado corajoso muito famoso.

    Os filhos de Maria Padilha do Inferno possui um jeito de ser peculiar e recebem como herança muitas características da pomba gira.

    Quem é filho de Maria Padilha do Inferno ajuda a todos e recebem muita energia boa dela, são muito responsáveis, possuem uma noção da vida que faz com que eles prosperem mais facilmente e costumam ter uma posição muito leve diante dos desafios da vida, tendo muita coragem, assim como ela, que encara até os mais grandiosos desafios e problemas.

    Buscar desenvolvimento pessoal é algo natural para os filhos de Maria Padilha do Inferno, que passa muitas boas características à eles.

    Os filhos de Maria Padilha do Inferno ainda prezam muito pela justiça e essa característica também é uma marca da pomba gira.

    Se você suspeita que alguém pode ser filho ou filha de Maria Padilha do Inferno, analise a forma como essa pessoa lida com a justiça.

    O natural também é que os filhos de Maria Padilha do Inferno sejam prósperos, pois a pomba gira consegue abrir os caminhos de tais pessoas.

    Assim, Maria Padilha do Inferno deve ser vista como um símbolo de prosperidade. Ela tem a sua própria falange e sua força é realmente grande.

    Uma boa oferenda para Maria Padilha do Inferno pode ajudar a chegar mais rapidamente a essa entidade.

    Uma oferenda digna da força de Maria Padilha do Inferno deve ter champanhe, vinho, batons, espelhos e bijuterias.

    Para agradar Maria Padilha do Inferno, você precisa investir em coisas boas, afinal ela é muito positiva e a ira de Maria Padilha do Inferno apenas será atiçada se promessas feitas a ela não se cumprirem.

    A força que vem de Maria Padilha do Inferno é muito grande e todos os seus seguidores costumam ser pessoas boas e prósperas, além de muito justas.

    Ela é parceira do Exu Rei das 7 Encruzilhadas e juntos comandam os caminhos na Terra e no Inferno.

    A Imagem de Maria Padilha do Inferno

    Maria Padilha do Inferno é representada por uma mulher sorridente sentada em um trono de rainha, com coroa, capa vermelha e poucas vestes.

    Também é representada com chifres, pele vermelha e praticamente nua. Algumas imagens mais comportadas a representam com semblante mais sério, de forma mais elegante e bem vestida, podendo usar também roupas pretas.

    Maria Padilha do Inferno é associada à caveiras, felinos, serpentes, à sexualidade e ao bom gosto.

    Livro Recomendado:

  • Exu Tiriri e Maria Padilha: Festa, História e Pontos Cantados

    Exu Tiriri e Maria Padilha: Festa, História e Pontos Cantados

    Exu Tiriri e Maria Padilha são entidades festejadas juntas e, muitas vezes, evocadas juntas. Abaixo, você irá conferir o trecho de uma festa de Exu Tiriri e Maria Padilha do Cabaré e vai saber mais sobre o Exu Tiriri, suas falanges, histórias e pontos cantados.

    Festa de Exu Tiriri e Maria Padilha do Cabaré

    Um grandioso mistério de Deus é o Mistério Exu Tiriri, originado no Trono da esquerda da Lei, trabalhando na vibração de Ogum, portanto sua vibração original é a da vitalização da irradiação da Lei e da Ordem.

    Exu Tiriri existem muitos, todos com suas divisões de acordo com a sua atuação. No entanto, isso não quer dizer que ele não atue em outros campos, pois assim como existem exus que recebem suas oferendas em encruzilhadas, principalmente as de terras, o mesmo pode também receber em estradas de ferro, podem solicitar suas oferendas em outros lugares, tais como pedreiras, cachoeiras, campo aberto, dependendo da sua necessidade de trabalho, pois alguns exus carregam consigo o mistério sétuplo.

    Exu trabalha com a natureza e a natureza está em todo o lugar. O Mistério do Exu Tiriri atua nas sete irradiações divinas, da mesma forma que os Sete Mistérios (Sete Catacumbas, Sete Caveiras, Sete Encruzilhadas, Sete Aços, Sete Trevas, Sete Fogareiro etc.) e, portanto, atua vitalizando a ordem e a retidão nos sete sentidos da vida, abrindo os caminhos daqueles que são merecedores dessa dádiva, podendo realizam curas de todos os males, vindo a combater todas as formas de vingança.

    Seu poder é sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde. Os Guardiões Tiriri atuam nas vibrações dos verbos-função “quebrador”, “devolvedor” e “retornador”, assim como são grandes especialistas em demandas e quebra de magias negras.

    Tiriri é considerado o “Senhor da vidência” ou aquele que vê mais além.

    Exu Tiriri da Calunga

    O Guardião Tiriri da Calunga é de grande força, atua em despachar trabalhos nas encruzilhadas, matas, rios, cemitérios etc.

    Sobre suas características físicas, apresenta-se com grandes traços orientais, anda de preto, com um gato preto ou um gato sianês, possui cabelos lisos como de japonês preso como rabo de cavalo, possui uma capa preta e vermelha, usa bengala ou um bastão na sua mão.

    Ele vem na Linha de Oxalá (Conforme alguns estudiosos).

    Exu Tiriri das 7 Encruzilhadas

    Alguns estudioso afirmam que Exu Tiriri das 7 Encruzilhadas, em uma de suas “lendas”, viveu na Irlanda, no século XVI, como mero camponês.

    Era moço formoso e humilde, mas cometeu o grave pecado de se apaixonar por uma bela jovem, filha do senhor feudal do condado.

    Seu amor impossível foi causa de sua desgraça, levando-o a masmorra por vários anos, onde convivia com a fome, tortura e todo o tipo de degradação humana.

    Sua convivência com a dor, a peste, a cólera, a lepra, a tuberculose e outros males o fez, ao mesmo tempo, caridoso e revoltado, por tanta dor e sofrimento.

    Hoje, é um exu que vem na Linha da Magia Branca trabalhar para as curas de todos os males e combater todas as formas de vingança.

    A História de Exu Tiriri

    Aconteceu em Portugal, final do século dezenove. Passam das 23 horas quando Bartolomeu Custódio bate à porta de seu primo e é atendido pelo rapaz que, visivelmente, foi acordado pelas insistentes batidas.

    – Primo, preciso urgente de ti!

    Fernando manda-o entrar deixando claro estar contrariado com a visita repentina em tão tardio horário.

    – Nem me fale Bartolomeu! São réis o que deseja. Não é?

    O homem baixa a cabeça e responde num fio de voz:

    – Perdi mais de mil no carteado do Barão, senão pagar, ele ameaçou acabar com minha família.

    – Mil? Estás louco? Não faz um mês que paguei sua divida de quinhentos e já vens aqui pedir-me mais de mil? Onde vais parar, ou melhor, aonde vou eu parar com tantos réis que se vão ladeira abaixo? Achas que por ter tido sorte na vida tenho que carregá-lo nas costas? A ti, tua família, teu maldito vicio?

    Bartolomeu ouve tudo sem levantar os olhos.

    – Primo, só tenho a ti para recorrer. O que será de minha mulher e meus filhos? Juro-te que nunca mais jogarei um só conto em nada!

    O rapaz está descontrolado e replica aos gritos:

    – Já ouvi essa ladainha muitas vezes e não vou mais cair nessa conversa. Vá ao Barão e diga que não tem, não conseguiu, e ele que espere. Ainda ontem a pobre de tua mulher veio até aqui pedir-me comida. Crês nisso? Tive que dar comida a tua família. Enquanto tu espezinha-me com dívidas de jogatina. Olhe para ti! Estás em estado lamentável, além de cheirar a vinho à distância. Saia já de minha casa.

    Dirige-se para a porta e a abre com violência. Bartolomeu levanta-se lentamente, de seus olhos caem lágrimas, é duro ter que ouvir tudo que está ouvindo, apesar de ser a mais pura verdade.

    Faz ainda uma última tentativa.

    – Primo, pelos teus filhos, ajuda-me!

    Fernando continua parado à porta apontando a rua.

    – Fora daqui, vagabundo! Nunca mais me apareça, porco imundo!

    Sem mais nada a dizer, o homem retira-se lentamente ouvindo o baque violento da porta atrás de si. Caminha tropegamente enquanto as lágrimas embaçam sua visão.

    Sabe que fez tudo errado. Sempre! Foi mulherengo, bêbado, viciado em jogos. Tem a exata noção do péssimo pai e marido que é.

    Seu primo tem toda a razão em humilhá-lo. Sem perceber, depois de muito caminhar, está sobre uma ponte.

    Talvez seja essa a única saída. Faz uma pequena prece e atira-se nas águas profundas do rio. O espírito de Bartolomeu Custódio durante anos perambulou por sendas escuras e tortuosas.

    Passado um longo tempo e depois de rever erros e acertos de vidas anteriores, foi amparado por mentores que o encaminharam para a labuta do resgate cármico.

    Hoje, trabalhador de nossos terreiros, é conhecido como o grande Exu Tiriri, elegante, educado e sempre com um profundo respeito para com seus consulentes.

    É representado pela imagem de um homem sério, que veste preto e vermelho, usa capa preta, bengala e chapéu.

    Já Maria Padilha é representada pela imagem de uma mulher bonita, também elegante, que usa vestido preto e carrega consigo a imagem do cruzeiro.

    O que é Exu?

    Exú é o 1º nascido da existência e, como tal, o símbolo do elemento procriado. Mensageiro dos orixás, elemento de ligação entre as divindades e os homens, a um tempo mais próximo do mundo terreno e mais perto do elevadíssimo espaço celeste por onde transita Òrúnmìlà, é um orixá, é sempre a primeira divindade a receber as oferendas, justamente para que atue como um aliado e não como um rival que perturbe os procedimentos místicos desenvolvidos durante os rituais.

    Coerente com seu lugar mítico privilegiado, é ele que abre esse “corpus mitopoético”. Princípio dinâmico e princípio da existência individualizada, Exu não pode ser isolado ou classificado em nenhuma das categorias.

    Ele é como o axé (que ele representa e transporta), participa forçosamente de tudo. Segundo Ifá, cada um tem seu próprio exu e seu próprio Olorún em seu corpo.

    O nome de exu é conhecido, invocado e cultuado junto ao orixá. E é Ifá quem revela e permite-nos sabê-lo.

    Ponto Cantado de Exu Tiriri e Maria Padilha

    Ponto Cantado Festa do Exu Tiriri

    Letra do Ponto Cantado:

    É meia noite em ponto e o galo cantou
    É meia noite em ponto e o galo cantou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou

    Ele vem da calunga
    De capa e cartola
    E tridente na mão

    Esse Exú de fé
    É quem nos trás o axé
    E nos dá proteção

    Ele é Exú Odara
    E vem nos ajudar
    Com seu punhal ele fura
    Ele corta demanda, ele salva, ele cura, exú é mojubá

    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Eu perguntei a ele o que é Exú
    Ele veio me falar
    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Traz sua falange
    Exú Tiriri para trabalhar

    Exú é caminho, é energia, é vida, é determinação
    É cumpridor da lei, Exú é esperto, Exú é guardião
    Exú é trabalho, é alegria veloz, Exú é viver
    É a magia, é o encanto
    É o fogo no sangue, na veia vibrando, Exú é lazer

    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Traz sua falange
    Exú Tiriri para trabalhar
    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Traz sua falange
    Exú Tiriri para trabalhar

    Vem seu tranca-ruas, Maria Padilha e Exú Marabô
    Sete encruzilhadas, seu Zé Pilintra aqui chegou
    Maria Mulambo, Maria Farrapo e Dona Figueira
    Dona Sete Saias, Pombo-gira Menina e Rosa Vermelha
    Sete catacumbas, Exú caveira firma o ponto aqui
    E o Exú Capa Preta anunciou a festa do Exú Tiriri

    É meia noite em ponto e o galo cantou
    É meia noite em ponto e o galo cantou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou

    Ponto Cantado A Festa do Exu Tiriri

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