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  • Curiosidades Sobre o Povo Cigano

    Curiosidades Sobre o Povo Cigano

    Há muitas curiosidades sobre o povo cigano, desde seus simbolismos até seu estilo de vida.

    O povo cigano possui um modo de pensar e viver próprio, podendo ser considerado uma sociedade com suas próprias regras e crenças e que agregou conhecimentos e peculiaridades à outros povos.

    Os ciganos são únicos desde o nascimento e, digamos assim: não são tão “impuros” quanto o restante da sociedade mundial.

    São conhecedores de magia, possuem suas superstições e desde cedo adquirem sabedoria.

    A cultura cigana é considerada divina por alguns e intrigante para outros, mas desperta a curiosidade de todos.

    Sendo assim, veja, à seguir, algumas curiosidades do povo cigano e surpreenda-se mais um pouco.

    • A figura da roda de uma carroça, com dezesseis aros, foi adotada no 1º Congresso Mundial Romani em Londres, em 1971, como símbolo Internacional dos Ciganos.
    • A Bandeira Nacional Cigana tem a sua metade superior azul celeste, a metade inferior verde-relva e uma roda de carroça no centro, o que significa: “O azul é o meu céu, o verde minha terra, a roda o eterno continuar”.
    • Casamento, Batizado ou Noivado são sempre realizados na fase da Lua Cheia.
    • Foram os Ciganos que trouxeram do Oriente as especiarias como o Sarmá (arroz com carne seca) sefrite (vinho de casca de frutas).
    • Os Ciganos não gravam seus nomes nas árvores para não aprisionar o espírito da árvore e não aprisionar o seu próprio espírito.
    • O enxoval da criança que vai nascer só é confeccionado após o 6º mês de gravidez.
    • Não existe distúrbios sexuais nos meninos ou meninas.
    • O Ovo é o símbolo da perfeição por ser a semente da vida, desempenha muitas funções dentro da magia e rituais. O branco da casca representa a pureza; a clara, a prata, e a gema, o ouro.
    • Na Lua Cheia, a Cigana grávida não deve sair da Tenda.
    • As crianças já conhecem desde muito cedo o poder das ervas que curam.
    • O fogo é muito cultuado pelo Povo Cigano, não há nenhum Acampamento em que não haja sempre uma Fogueira acesa, pois segundo a tradição, o fogo afasta forças negativas.
    • Os mortos são respeitados e não são jamais invocados em suas magias.
    • O Trigo é considerado abençoado por Deus; é o símbolo da fartura, da fertilidade. Em uma mesa Cigana é obrigatório a presença do Pão.
    • Não há registros de epidemia, surtos, etc, entre os Ciganos.
    • Não constam, entre eles, doenças de origem genética.
    • O lenço que as Ciganas usam na cabeça é símbolo da aliança, casamento.
    • Não comem carne de codornas, pintos e galinhas, apenas frangos.
    • O Sapo e as Cobras são animais muito utilizados pelos Kakus para desfazer feitiçarias e para curas.
    • Chaves antigas são valiosos amuletos de sorte.
    • A cabeça e os cabelos devem ser protegidos do Sol.
    • O melhor amigo do Cigano é o Cavalo.
    • Atualmente existem Ciganos morando em residências fixas, mas ainda preservam a tradição de viajar.
    • Após o nascimento de uma criança, faz parte da tradição, na primeira Lua Cheia, a criança ser erguida em direção à Lua, pela avó ou pela madrinha, para atrair proteção, sorte e felicidade.
    • O Cobre, depois do Ouro, é o metal preferido dos Ciganos, pois protege da má sorte.
    • Os Ciganos não contam seus sonhos, pois os considera exclusividade sua.
    • O gato não é encontrado entre famílias Ciganas, tem pouca serventia, não trabalha como o cão e outros animais.
    • Se um gato sentar com rabo apontado para a fogueira, é quase certo que um feitiço venha a caminho.
    • Levar um gato que se perdeu na rua, para casa, carrega o azar para dentro dela.
    • PHURI DHIEI é a grande Matriarca, consulente maior da família.
    • O Rubi e o Abalone são as pedras preferidas dos Ciganos.
    • Os Ciganos falam entre si com as mãos, através de símbolos.
    • O Cigano não é agricultor, caçador ou pescador.
    • A esterilidade é uma maldição para a mulher Cigana e motivo de separação.
    • As cores que eles mais usam são as fortes, pois emanam maior vibração e energia.
    • A língua Romanês é comum entre os Ciganos, mas com inúmeros dialetos.
    • Os Ciganos mantêm os pés descalços para terem contato com a terra, não só para descarregar energia negativa, como também para absorver a positiva.
    • Um Cigano não pode mentir para outro Cigano.
    • A preservação do matrimônio é fundamental, não sendo aprovado o relacionamento extramatrimonial.
    • Entre os Ciganos não há preocupação com horários: levantar, almoçar e deitar, etc.
    • As mulheres andam descalço por acreditarem que a energia fluirá melhor.
    • À mesa, alimentam-se, em primeiro lugar, os homens e, em seguida, as mulheres e as crianças.
    • A postura imponente dos ciganos ao dançar mostra como eles enfrentam a vida e orgulham-se do que são. A cigana tem um lugar especial na dança. Em muitas tribos, ela garante o sustento dos seus com a sua arte e atraem a boa sorte para o grupo e a família.
    • As cores para o povo cigano têm um significado muito especial e cada uma tem o seu valor próprio, primando sempre pelas cores mais vivas e que emanam maior vibração. Os ciganos não se simpatizam com a cor preta e usam-na o mínimo possível, salvo se for de fundo ou que não ocupe lugar de grande destaque.
  • 40 Fatos e Curiosidades Sobre Santa Sara e os Ciganos

    40 Fatos e Curiosidades Sobre Santa Sara e os Ciganos

    É impossível falar de Santa Sara sem falar dos ciganos e há muito o que se dizer sobre eles. Muitos fatos e até mesmo curiosidades fazem parte da cultura cigana e da devoção à Santa Sara.

    Sendo assim, confira, à seguir, de forma numerada, algumas informações interessantes que podem ter passado despercebido para você sobre esta santa e o povo que a cultua com tanto amor e dedicação.

    01) Santa Sara Kali é a padroeira dos roma (ciganos).

    02) A imagem de Santa Sara fica na cripta da igreja de Saint Michel, onde estariam depositados seus ossos.

    03) Fontes variam se sua canonização consta de 1712, ou se é uma santa regional.

    04) As pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de atender todos os que depositam verdadeira fé nela. Santa Sara é a santa dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.

    05) Santa Sara foi amparada por um grupo de ciganos, o qual ela se dedicou em ajudar durante o resto de seus dias e, por isso tornou-se a santa padroeira desse povo.

    06) A festa de Santa Sara é celebrada nos dias 24 e 25 de maio, reunindo ciganos de todo o mundo.

    07) Santa Sara também é conhecida como Sara la Kali.

    08) O centro de veneração de Santa Sara é Saintes-Maries-de-la-Mer, um local de peregrinação para os ciganos, em Camargue, no sul da França.

    09) Embora a tradição das Três Marias que chegam à França provenha da alta Idade Média, aparecendo, por exemplo, na Lenda de Ouro do século 13, Santa Sara fez sua primeira aparição no livro de Vincent Philippon, A Lenda das Saintes-Maries (1521), onde ela é retratada como “uma mulher caridosa que ajudava as pessoas coletando esmolas, o que levou à crença popular de que ela era uma cigana“. Posteriormente, Sara foi adotada pelos ciganos como sua santa.

    10) O thriller de 1970 de Alistair MacLean, Caravan to Vaccarès, se passa durante a peregrinação a Saintes-Maries-de-la-Mer.

    11) Czon, o artista sueco, fez um retrato de Sara La Kali fora da igreja em “Saintes Maries de la Mer”, em 2018.

    12) A estátua de Santa Sara faz uma aparição no filme Latcho Drom (Viagem Segura) de Tony Gatlif, de 1993, onde é carregada para o mar e sua aterrissagem é reconstituída.

    13) Em Korkoro, também um filme de Tony Gatlif, os Romani (ciganos) frequentemente oram a Santa Sara com intenso fervor.

    14) “Opchá, Opchá, Santa Sara Kali” é a forma mais comum de saudar Santa Sara.

    15) Alguns ciganos brasileiros e seus descendentes podem comparecer a cerimônias ciganas e umbandistas para receber comunicações psíquicas de seus ancestrais.

    16) Desde que foram expulsos de Portugal no século 16 e até o final do século 20, os ciganos brasileiros foram perseguidos por seus vizinhos, pela igreja e pelo governo, como forasteiros, hereges, vigaristas, ladrões e bárbaros. O Brasil é atualmente o lar de quase um milhão de ciganos, uma das maiores comunidades do mundo.

    17) Até o final do século 20, havia muito poucos relatos realistas da vida cotidiana dos ciganos brasileiros.

    18) Parte dos ciganos se autodenominam católicos, principalmente a maioria dos ciganos do Brasil, mas não passam muito tempo em igrejas, exceto em casamentos e funerais.

    19) Vários elementos da cultura Romani contribuíram para a mitologia dos ciganos na Umbanda.

    20) As tradições Romani não se preocupam com traumas históricos. Esquecer as calamidades do passado é um truque na arte de viver e sobreviver: nas palavras de um provérbio Romani, “é mais importante comer pão do que saber como foi feito”. Essa mentalidade voltada para o futuro, além da leitura das mãos, popular entre seus vizinhos brasileiros, garantiu aos ciganos um papel único como videntes na umbanda.

    21) O folclore Romani que elogia a liberdade e chama o mundo inteiro de sua pátria contribuiu para uma visão utópica dos ciganos como nômades eternos, livres para escolher seus caminhos sem fim.

    22) O espírito dos ciganos, à semelhança dos personagens do folclore cigano, desfruta de refeições festivas com vinho e doces, cantando, dançando e tocando música.

    23) Nenhuma imagem negativa é encenada nas cerimônias de incorporação da Umbanda. Ao contrário, os espíritos ciganos aparecem na Umbanda como ‘Filhos do Vento’, retratados como estereótipos românticos de viajantes eternos e livres, conhecedores dos amores, videntes, festeiros e grandes músicos. Os ciganos de umbanda apresentam um caso raro de xenofilia cigana que vai muito mais fundo do que o fascínio europeu pelos mistérios ciganos.

    24) Ciganos, no contexto da Umbanda, simbolizam liberdade, beleza e a promessa de um futuro melhor. A magia, a música, a dança e o canto da Umbanda levam a uma realidade alternativa e fornecem aos seus praticantes ferramentas para a autodescoberta espiritual.

    25) Os ciganos possuem uma bandeira própria, composta de três cores: azul, que representa a liberdade, verde, que representa a natureza, e uma roda de carroça vermelha no centro, que representa o caráter itinerante dos ciganos.

    26) Os ciganos estão divididos em três grandes grupos: sinti, rom e calon. Os mais encontrados no Brasil são os rom e os calon.

    27) Em 24 de outubro de 2012 foi inaugurado memorial em homenagem aos cerca de meio milhão de ciganos assassinados pelo regime nazista. O governo alemão só reconheceu o genocídio em 1982. Os nazistas consideravam os roma racialmente inferiores, como os judeus, e realizaram uma campanha sistemática de opressão contra eles.

    28) Cerca de cem ciganos comemoram o dia de santa Sara Kali, no Rio de Janeiro, celebrado em 24 de maio.

    29) O ex-presidente Washington Luís (1926 – 1930) era descendente de ciganos. Segundo site do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, “foi a primeira personalidade brasileira de origem cigana a governar o Brasil (era descendente da etnia kale/calon)“.

    30) O ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) também era descendente de ciganos. Seu bisavô materno era um tcheco da etnia rom e desembarcou no Brasil em 1830, segundo a escritora Mônica Buonfiglio. “Embora não mencionada em sua biografia, esta afirmação tem apoio de antropólogos, historiadores brasileiros e europeus que se basearam em relatos orais de amigos ciganos residentes em Contagem (MG)”. Segundo artigo do CCC (Centro de Cultura Cigana), em Juiz de Fora, “a decisão de construir Brasília passou por uma “consulta” debaixo de uma tenda cigana”. Outros descendentes de ciganos famosos no país: Castro Alves e Cecília Meireles.

    31) Alguns antropólogos viram semelhanças entre o culto de Sara Kali com algumas procissões na Índia (local de origem dos ciganos) dedicadas à deusa Durga, também chamada de Kali, onde mergulham a estátua da deusa em água ou vinho (dependendo do dia). Além disso, Kali é rotineiramente retratada como uma mulher negra. Segundo essa teoria, Sara Kali seria a cristianização de um culto secular dos ciganos trazido da Índia.

    32) Todo dia 24 de maio, mais de 10.000 peregrinos e romeras – principalmente ciganos de grupos como manouches e gitans catalans – de toda a Europa vão a Saintes-Maries-de-la-Mer, no sul da França, para venerar Santa Sara.

    33) O Dia Nacional do Cigano, criado em 2006, é comemorado em 24 de maio, no mesmo dia em que se homenageia a sua padroeira Santa Sara Kali.

    34) Santa Sara sempre recebe lenços em sua imagem quando alguma graça é alcançada por um devoto.

    35) A devoção dos ciganos é também devido a fé das mulheres desse povo com essa Santa, pois diz-se que Sara foi a responsável pelo auxílio à Maria Santíssima no momento do nascimento do menino Jesus.

    36) Os ciganos exerciam as mais diversas profissões, além de “ler a sina” (leitura de mãos), principalmente no trabalho com metais (caldeireiros, ferreiros, latoeiros e ourives), e no comércio de cavalos.

    37) Na sua maioria, os ciganos vieram de Portugal como degredados e perseguidos pela inquisição. Primeiro para o Maranhão, no século XVI, e depois no século XVII, durante o reinado de D. João V, quando os ciganos foram muito perseguidos.

    38) Dos ciganos no Brasil sabemos muito pouco, até hoje. Entre o estigma e o fascínio, ainda prevalece a imagem dos ciganos como desclassificados, supersticiosos, imisturáveis, ladrões de crianças, com uma ótica depreciativa sobre seus hábitos e costumes; ao mesmo tempo, um povo amante da liberdade, mágicos e misteriosos. Vinculados a um conjunto de estereótipos, predominantemente negativos, os ciganos foram historicamente identificados como tendo uma natureza “perigosa”.

    39) Santa Sara é considerada provedora de sorte, amor, saúde, fartura e vida longa.

    40) Uma tradição cristã bastante antiga identifica Santa Sara como a servente de uma das três Marias que acompanharam Jesus Cristo na via dolorosa e permaneceram firmes ao lado dele até o momento de sua crucificação e morte.