Ano: 2023

  • Maria Padilha é Cigana?

    Maria Padilha é Cigana?

    Maria Padilha é a moça mais famosa no Brasil que comanda as legiões de pombas giras e seu nome original é espanhol, Maria del Padilha, de origem incerta, espanhola cigana quem sabe, mas que conquistou em idos do século XIV o coração de um príncipe, causando horror por sua ousadia e magias, e morrendo aos 27 anos, possivelmente vítima da peste bubônica.

    Esta mesma Maria Padilha aparece na obra ‘Carmem’, de Prosper Merimée, datada do século XIX e que inspirou a ópera famosa de outro francês, George Bizet, fazendo referência à célebre entidade quando narra que a cigana Carmem orava e pedia ao espírito da então cigana Maria del Padilha proteção e ajuda para resolução de problemas.

    Maria Padilha é antiga no continente europeu, tendo chegado ao Brasil por meio de imigrantes ibéricos que, a exemplo dos portugueses, acreditavam em magia, feitiços e bruxas.

    É comum o nome de pombas giras estarem aliadas à magia e ao estilo de vida ciganos ainda que não pertençam a nenhuma etnia cigana, por isso muitas entidades recebem a alcunha de “Cigana”, porque quando encarnadas muito se aproximaram do estilo de vida cigano e se dedicaram aos aspectos da paranormalidade própria da cultura cigana, no entanto não há evidências históricas que comprovem ou denotem que Maria Padilha era cigana, apesar de seu nome poder ser de origem cigana.

    Na verdade, o que se sabe, é que Maria Padilha foi bonita, foi mulher e sagrou-se como a única esposa de Dom Pedro I de Castela, tornando-se a legítima rainha e exercendo seu poder e influência mesmo depois de morta e sua história a levou a se tornar, talvez, a mais popular pomba gira, considerada espírito de uma mulher muito bonita, branca, sedutora, e que em vida teria sido prostituta grã-fina ou influente cortesã.

    Maria Padilha e toda sua quadrilha construíram uma trajetória de aventuras e feitiçaria de Montalvan a Beja, de Beja a Angola, de Angola a Recife e de Recife para os terreiros de São Paulo e de todo o Brasil e, hoje, resumidamente, Maria Padilha é o espírito da amante do rei de Castela que se manifesta nos terreiros de umbanda e candomblé e pode não ser cigana, mas é a Rainha dos Ciganos ao lado de Santa Sara Kali, e está dentro do imaginário cigano e brasileiro ao longo do tempo.

    Ou seja, de qualquer maneira, Maria Padilha é uma entidade espiritual para os ciganos e uma figura muito importante dentro da umbanda brasileira, onde também é chamada de Rainha de Todas as Giras.

    Maria Padilha era apenas um nome nas fórmulas mágicas das feiticeiras da Europa, mas, no Brasil, com o passar do tempo, foi-se criando o ambiente certo para que ela se mostrasse em toda a sua glória, veio com as bruxas e os adivinhos condenados ao degredo pela Inquisição, o que incluiu-se muitas mulheres portuguesas e ciganas, e logo se tornou um dos nomes mais chamados nas rezas e feitiçarias brasileiras.

    Assim, Maria Padilha tornou-se a feiticeira das pombas giras e a pomba gira mais procurada nos terreiros, cuja origem e história contam que ela teria nascido no ano de 1334, em Palencia, na Espanha, e seu nome foi eternizado em brasão posteriormente a sua morte, em outras palavras, não era uma mulher qualquer, e dizem que ela teria deixado um feitiço de amor feito com um espelho, através do qual o Rei se olhou e, enfeitiçado, se rendeu à paixão da jovem moça, tornando o caso da pomba gira Maria Padilha realmente um caso de amor.

    Por causa de Maria Padilha, o Rei foi perseguido por opositores em seu Reinado, mas assumiu seu casamento, até então clandestino, com Maria Padilha que, apegada à matéria e ao seu grande amor, tornou-se chefe de falange na linha de Exu, atuando como Exu-Mulher lado a lado de Exus homens, comandando os feitiços, consolando aqueles que perderam um grande amor e vindo para festejar.

    Maria Padilha de Castela, como também é chamada, foi coroada, no século XIV, Rainha de Castela – reino da atual Espanha, e aportou aqui, no Brasil, manifestada pelo transe da dança no corpo de uma mulher negra e dizendo seu nome em alto e bom som.

    Dessa forma, Maria Padilha seguiu caminho para se estabelecer como entidade da Linha de Esquerda, onde seus companheiros principais são os Exús e Seu Zé Pelintra, que vão trabalhar na Quimbanda, tida frequentemente como magia negativa.

    A partir disso, Maria Padilha passou a ser vista como uma senhora de uma feminilidade demoníaca, vulgar e sexualmente indomável, porém é chefe de terreiro e sua figura articula uma dualidade que forja em nós tanto a celebração da liberdade erótica como também o seu estereótipo, o que não deixa de nos beneficiar.

    Maria Padilha tem o espelho como uma das suas ferramentas de magia e estamos falando de uma mulher que foi julgada por ser versada em magia (o que pode significar muita coisa, às vezes não mais que saber usar as potências das ervas) e impedida de se casar com o homem que amava, mas mesmo assim cruzou o oceano trazida no escapulário de mulheres que foram expulsas de sua terra por manifestar seu credo e suas práticas ancestrais, e se manifestou no corpo de uma mulher negra, em transe, na rua.

    Maria Padilha tem uma marca registrada, que é sua sonora gargalhada e ela sempre vem clamar, gargalhando e gingando, pra todo mundo ver.

    Maria Padilha vem fazer justiça e abriu a porteira para uma falange de Moças (outro nome que Elas gostam): Rosa Vermelha, Rosa Caveira, Maria Navalha, Sete Saias, Maria Molambo, Maria Quitéria… e muitas mais.

    Como disse, Maria Padilha, Rainha de Castela, era versada em magia e está enterrada na Capela dos Reis, cuja visitação é proibida.

    Está apagada e reduzida a amante assassina na sua própria cidade onde viveu, porém mesmo falecida, vive com muita alegria ainda na magia, mas agora dentro da Umbanda.

    Maria Padilha: Rainha da Espanha e Pomba Gira no Brasil

    Maria Padilha é conhecida, em Sevilha e na Espanha, por ter sido amante de D. Pedro I e reconhecida postumamente como sua legítima esposa, tornando-se a protagonista de uma das mais de 150 óperas ambientadas em Sevilha.

    Maria Padilha se tornou uma figura muito popular entre o público em geral por ter protagonizado uma história de amor desaprovada na sua época.

    Pessoas de classes mais populares se simpatizavam e se encarregavam de alimentar a lenda de Maria Padilha e Dom Pedro I, tornando-os protagonistas durante os séculos posteriores de romances, peças de teatro, lendas e óperas.

    Já no Brasil e no estudo das religiões brasileiras de origem africana, Maria Padilha é encontrada na Umbanda e na Quimbanda.

    Na Umbanda, passou a ser cultuada com uma mistura de diferentes aspectos religiosos e espirituais, como Santeria Católica, espiritualismo, misticismo, esoterismo e religiões tribais do Congo e de Angola.

    Maria Padilha passou assim de esposa-amante do rei à “padroeira” das feiticeiras, um espírito poderoso, mau e infernal, suscitando paixão e devoção, uma rainha castelhana que com o tempo se transformou na mais venerada “deusa” do amor no Brasil.

    Onde é sempre representada como uma mulher bela, exuberante, provocante, vestida de vermelho, com traços ciganos, possivelmente devido à herança de Carmen de Mérimée, vista como uma rainha cigana, inspirada por sua vez na Maria de Padilla de Pedro I.

    Mérimée imaginou Padilla como uma cigana e nela inspirou sua Carmen, já que a visão da Espanha do século XIX se resumia naquela visão exótica de um país pobre, de touros, ciganos e da estética oriental, herança de seu passado muçulmano, visão compartilhada pelos viajantes do século XIX de passagem pela Espanha.

    Maria Padilha se tornou uma figura, entre outras invocações demoníacas, num conjuro destinado a favorecer amores, pronunciado por uma feiticeira portuguesa degredada em Recife, Pernambuco, após passagem por Angola, em 1718.

    Maria Padilha se trata de uma representação feminina cujo nome é associado ao Exu dos terreiros dos cultos afro-brasileiros, aquele espaço dinamizado por uma força, o “axé”, onde se cultuam os orixás que ali “baixam” e se apoderam da cabeça de seus “filhos”, os quais dançam para eles.

    É como que um estereótipo que encarna a perigosa e enfeitiçadora sedução feminina e por isso mesmo
    demonizada, sedução e feitiço que continuam a encarnar as pombas giras e sua mais elevada representação, a rainha de todos, a perigosa e sempre invocada Maria Padilha.

    E confirmou-se, graças a um livro recente da historiadora Maria Elena Ortega, que também trabalhou com autos da Inquisição espanhola, a presença do conjuro de Maria Padilha, para efeitos “amatórios” tanto entre feiticeiras ciganas como feiticeiras “cristianas viejas” de Espanha.

    A Rainha das Pombas Giras é também a única a possuir um nome próprio, e esse nome é Maria Padilha.

    “Me deixe tão atrativa quanto você, Maria Padilha, mostre-me sua força. Me dê o poder de dominar e não ser dominada e me deixe tão atrativa quanto você, Maria Padilha”, reza uma oração à entidade.

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  • Maria Padilha é de Qual Orixá?

    Maria Padilha é de Qual Orixá?

    Maria Padilha é a consorte de Exu, que é o mensageiro dos Orixás no Candomblé, e se manifesta em situações caóticas, transmitindo significados como altivez, sedução, sensualidade, vaidade, luxo e liberdade de expressão.

    Maria Padilha é um espírito que, na Santeria, funciona como representante da feminilidade no sentido sensual e, para ela, podem ser feitas orações que servem para realizar diversos pedidos, especialmente relacionados com o amor.

    Maria Padilha é invocada principalmente para atrair um ente querido, especialmente se ocorreu uma briga.

    O orixá que comanda Maria Padilha depende muito de qual falangeira desta entidade se trata. Sabe-se que Maria Padilha trabalha com os Exus da Linha das Almas, e é uma das grandes associadas do Exu Tranca Ruas das Almas.

    Maria Padilha é uma das principais entidades da umbanda e do candomblé, repleta de amor, oferece ajuda para concretizar relacionamentos para pessoas que sofrem de paixões não recíprocas e, além de ajudar a trazer a pessoa amada de volta, auxilia mulheres que estão sofrendo com problemas de fertilidade, traz segurança para a vida daquelas que a procuram e faz com que feitiços ou trabalhos que tenham sido feitos para prejudicar sejam desfeitos.

    Maria Padilha é forte e apegada à matéria e ao seu grande amor, é chefe de falange na linha de Exu, atuando como Exu-Mulher lado a lado de Exus homens, e tem sua própria data comemorativa, que ficou conhecida como Dia da Pomba-Gira Soberana Maria Padilha, criada em 31 de maio de 2010 – no Município de Porto Alegre – e celebrada no dia 9 de março.

    Maria Padilha gosta de ganhar oferendas, as mais utilizadas são cigarros, champanhe, rosas vermelhas, perfumes, anéis e gargantilhas, batons, pentes e espelhos, e gosta que todos os pedidos direcionados à ela sejam feitos com fé no que pode alcançar e agradecendo ao final.

    Maria Padilha, talvez a mais popular pomba gira, é considerada espírito de uma mulher muito bonita, branca, sedutora, e que em vida teria sido prostituta grã-fina ou influente cortesã, no entanto ela foi coroada, no século XIV, Rainha de Castela – reino da atual Espanha, local onde nasceu com o nome de Maria de Padilla.

    Maria Padilha teve um caso de amor muito forte com D. Pedro I, indo além do esperado por muitos que acompanhavam o reinado naquela época, pois ela fez um feitiço para que o Rei prendesse Dona Blanca, sua então esposa, e finalmente assumisse seu casamento com ela, o que foi visto na época como algo clandestino.

    Maria Padilha é bonita, é mulher e sagrou-se como a única esposa de Dom Pedro I de Castela, tornando-se a legítima rainha e exercendo seu poder e influência mesmo depois de morta e. nessa sua história de amante do rei de Castela, acabou construindo uma trajetória de aventuras e feitiçaria até mesmo após sua morte, uma fama que foi de Montalvan a Beja, de Beja a Angola, de Angola a Recife e de Recife para os terreiros de São Paulo e de todo o Brasil.

    Maria Padilha é o espírito da amante do rei de Castela que se manifesta nos terreiros de umbanda e candomblé e também é conhecida por dama da madrugada, rainha da encruzilhada e senhora da magia.

    Principais Falangeiras de Maria Padilha e Seus Orixás

    • Maria Padilha do Cruzeiro das Almas – Linha de Omolu-Obaluaê/Iansã
    • Maria Padilha da Encruzilhada – Linha de Ogum
    • Maria Padilha do Cemitério – Linha de Omolu-Obaluaê
    • Maria Padilha da Calunga – Linha de Oxum/Iemanjá
    • Maria Padilha das Sete Catacumbas / Sete Tumbas – Linha de Omolu-Obaluaê
    • Maria Padilha da Navalha – Linha de Oxum
    • Maria Padilha das Sete Saias – Linha de Oxum

    Maria Padilha causa muita repercussão e alguns episódios de intolerância religiosa, mas também é uma pomba gira muito apreciada e poderosa dentro da Umbanda e do Candomblé.

    Conheceu o luxo e a agonia. Tinha a sua sedução, mas mesmo assim foi abandonada. Fazia bruxaria e era vingativa, mas também foi mãe e agora é uma pomba gira muito feiticeira, a feiticeira das pombas giras, que adora vestir preto e vermelho e recebe seus pedidos e oferendas nos cruzeiros de chão, como em cemitérios.

    É sábia como um coruja e adora dançar e traz consigo o dom do encantamento de amor, por isso é muito procurada pelas pessoas que sofrem de paixões não correspondidas.

    Maria Padilha é protetora das prostitutas, gosta do luxo e do sexo, adora a lua, mas odeia o sol, suas roupas são, geralmente, vermelhas e pretas, igualmente seus colares e sua coroa, e suas cantigas são muito alegres e cheias de magia e segredos.

    Maria Padilha é como aquela pessoa alegre que passa pelas ruas recolhendo toda a “sujeira”, então é bom deixar de encará-la como uma mulher vulgar e da vida, que só vêm “para arranjar casamento” ou o que é pior, para desfazer casamentos…

    Maria Padilha é séria, é considerada a qualidade feminina de Exu, faz parte do panteão de entidades que trabalham na “esquerda”, isto é, que podem ser invocadas para “trabalhar para o bem ou para o mal”, em contraste com aquelas entidades da “direita”, que só seriam invocadas em nome do “bem” e, como entidade dotada de identidade própria, não é o mesmo culto dado a um orixá, mas é cultuada como um ser do mundo astral, guerreira e inteligente demais, que realiza diversos trabalhos e está sempre pronta a ajudar as pessoas a vencerem vários obstáculos da vida, a conseguir a felicidade no amor, vencer problemas de saúde, de desarmonia conjugal e está muito próxima da nossa esfera humana.

    Maria Padilha deve ser levada muito à sério e jamais desrespeitada, pois só precisa da sua fé e do seu respeito para fazer seus caminhos se libertarem de todos os males materiais e espirituais e clareá-los.

    Devemos dedicar mais respeito ao trabalho de Maria Padilha, pois é uma das mais conhecidas falanges de pombas giras, ligada ao Orixá Exú e aos Orixás da Comunicação e Proteção, sendo também uma maneira de conhecer e honrar as matrizes culturais e espirituais africanas.

    Se todos soubessem os benefícios e proteção que Maria Padilha é capaz de realizar, as pessoas seriam mais próximas desta fantástica pomba gira e seu arquétipo, que é pura beleza, emana muito charme e passa confiança à todos os que procuram por ela.

    Maria Padilha é vista na forma de uma linda mulher de estatura mediano-alta, magra, de cabelos e olhos negros, cabelos longos e lisos, com roupas muito curtas e sensuais, tem um caráter marcante, bem mais forte e autoritária que as outras entidades que trabalham regularmente com ela e é uma entidade que concretiza todos os desejos vindos do amor com orações, principalmente relacionados à pessoa amada e à quebra de feitiços.

    É a pomba gira mais procurada em terreiros e uma importante figura das religiões de origem africana, representada pela imagem de uma feiticeira que marcou a história e tem características únicas como, por exemplo, a capacidade de trazer um amor de volta, assumindo vários nomes, como Maria Padilha das 7 Encruzilhadas, Maria Padilha do Cabaré, Maria Padilha da Estrada, Maria Padilha das Almas e Maria Padilha Cigana, e escolhendo seu parceiro para realizar determinados trabalhos juntos.

    Maria Padilha é procurada para realizar feitiços, dar orientação e conselhos sobre amor e é conhecida por adorar presentes bonitos e sedutores, como cidra e rosas vermelhas, afinal ela é o símbolo da sedução, feitiço e amor.

    Maria Padilha não é um orixá, não tem filhos, mas é capaz de fazer muito na vida de uma pessoa, como agir nas causas relacionadas ao amor, relacionamento e sexo, trabalhando para afastar rival, entre outros.

    Maria Padilha tem várias orações e não era ou é uma mulher qualquer, é ela quem comanda os feitiços e consola aqueles que perderam um grande amor.

    Livro Recomendado:

  • Exu Tiriri e Maria Padilha: Festa, História e Pontos Cantados

    Exu Tiriri e Maria Padilha: Festa, História e Pontos Cantados

    Exu Tiriri e Maria Padilha são entidades festejadas juntas e, muitas vezes, evocadas juntas. Abaixo, você irá conferir o trecho de uma festa de Exu Tiriri e Maria Padilha do Cabaré e vai saber mais sobre o Exu Tiriri, suas falanges, histórias e pontos cantados.

    Festa de Exu Tiriri e Maria Padilha do Cabaré

    Um grandioso mistério de Deus é o Mistério Exu Tiriri, originado no Trono da esquerda da Lei, trabalhando na vibração de Ogum, portanto sua vibração original é a da vitalização da irradiação da Lei e da Ordem.

    Exu Tiriri existem muitos, todos com suas divisões de acordo com a sua atuação. No entanto, isso não quer dizer que ele não atue em outros campos, pois assim como existem exus que recebem suas oferendas em encruzilhadas, principalmente as de terras, o mesmo pode também receber em estradas de ferro, podem solicitar suas oferendas em outros lugares, tais como pedreiras, cachoeiras, campo aberto, dependendo da sua necessidade de trabalho, pois alguns exus carregam consigo o mistério sétuplo.

    Exu trabalha com a natureza e a natureza está em todo o lugar. O Mistério do Exu Tiriri atua nas sete irradiações divinas, da mesma forma que os Sete Mistérios (Sete Catacumbas, Sete Caveiras, Sete Encruzilhadas, Sete Aços, Sete Trevas, Sete Fogareiro etc.) e, portanto, atua vitalizando a ordem e a retidão nos sete sentidos da vida, abrindo os caminhos daqueles que são merecedores dessa dádiva, podendo realizam curas de todos os males, vindo a combater todas as formas de vingança.

    Seu poder é sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde. Os Guardiões Tiriri atuam nas vibrações dos verbos-função “quebrador”, “devolvedor” e “retornador”, assim como são grandes especialistas em demandas e quebra de magias negras.

    Tiriri é considerado o “Senhor da vidência” ou aquele que vê mais além.

    Exu Tiriri da Calunga

    O Guardião Tiriri da Calunga é de grande força, atua em despachar trabalhos nas encruzilhadas, matas, rios, cemitérios etc.

    Sobre suas características físicas, apresenta-se com grandes traços orientais, anda de preto, com um gato preto ou um gato sianês, possui cabelos lisos como de japonês preso como rabo de cavalo, possui uma capa preta e vermelha, usa bengala ou um bastão na sua mão.

    Ele vem na Linha de Oxalá (Conforme alguns estudiosos).

    Exu Tiriri das 7 Encruzilhadas

    Alguns estudioso afirmam que Exu Tiriri das 7 Encruzilhadas, em uma de suas “lendas”, viveu na Irlanda, no século XVI, como mero camponês.

    Era moço formoso e humilde, mas cometeu o grave pecado de se apaixonar por uma bela jovem, filha do senhor feudal do condado.

    Seu amor impossível foi causa de sua desgraça, levando-o a masmorra por vários anos, onde convivia com a fome, tortura e todo o tipo de degradação humana.

    Sua convivência com a dor, a peste, a cólera, a lepra, a tuberculose e outros males o fez, ao mesmo tempo, caridoso e revoltado, por tanta dor e sofrimento.

    Hoje, é um exu que vem na Linha da Magia Branca trabalhar para as curas de todos os males e combater todas as formas de vingança.

    A História de Exu Tiriri

    Aconteceu em Portugal, final do século dezenove. Passam das 23 horas quando Bartolomeu Custódio bate à porta de seu primo e é atendido pelo rapaz que, visivelmente, foi acordado pelas insistentes batidas.

    – Primo, preciso urgente de ti!

    Fernando manda-o entrar deixando claro estar contrariado com a visita repentina em tão tardio horário.

    – Nem me fale Bartolomeu! São réis o que deseja. Não é?

    O homem baixa a cabeça e responde num fio de voz:

    – Perdi mais de mil no carteado do Barão, senão pagar, ele ameaçou acabar com minha família.

    – Mil? Estás louco? Não faz um mês que paguei sua divida de quinhentos e já vens aqui pedir-me mais de mil? Onde vais parar, ou melhor, aonde vou eu parar com tantos réis que se vão ladeira abaixo? Achas que por ter tido sorte na vida tenho que carregá-lo nas costas? A ti, tua família, teu maldito vicio?

    Bartolomeu ouve tudo sem levantar os olhos.

    – Primo, só tenho a ti para recorrer. O que será de minha mulher e meus filhos? Juro-te que nunca mais jogarei um só conto em nada!

    O rapaz está descontrolado e replica aos gritos:

    – Já ouvi essa ladainha muitas vezes e não vou mais cair nessa conversa. Vá ao Barão e diga que não tem, não conseguiu, e ele que espere. Ainda ontem a pobre de tua mulher veio até aqui pedir-me comida. Crês nisso? Tive que dar comida a tua família. Enquanto tu espezinha-me com dívidas de jogatina. Olhe para ti! Estás em estado lamentável, além de cheirar a vinho à distância. Saia já de minha casa.

    Dirige-se para a porta e a abre com violência. Bartolomeu levanta-se lentamente, de seus olhos caem lágrimas, é duro ter que ouvir tudo que está ouvindo, apesar de ser a mais pura verdade.

    Faz ainda uma última tentativa.

    – Primo, pelos teus filhos, ajuda-me!

    Fernando continua parado à porta apontando a rua.

    – Fora daqui, vagabundo! Nunca mais me apareça, porco imundo!

    Sem mais nada a dizer, o homem retira-se lentamente ouvindo o baque violento da porta atrás de si. Caminha tropegamente enquanto as lágrimas embaçam sua visão.

    Sabe que fez tudo errado. Sempre! Foi mulherengo, bêbado, viciado em jogos. Tem a exata noção do péssimo pai e marido que é.

    Seu primo tem toda a razão em humilhá-lo. Sem perceber, depois de muito caminhar, está sobre uma ponte.

    Talvez seja essa a única saída. Faz uma pequena prece e atira-se nas águas profundas do rio. O espírito de Bartolomeu Custódio durante anos perambulou por sendas escuras e tortuosas.

    Passado um longo tempo e depois de rever erros e acertos de vidas anteriores, foi amparado por mentores que o encaminharam para a labuta do resgate cármico.

    Hoje, trabalhador de nossos terreiros, é conhecido como o grande Exu Tiriri, elegante, educado e sempre com um profundo respeito para com seus consulentes.

    É representado pela imagem de um homem sério, que veste preto e vermelho, usa capa preta, bengala e chapéu.

    Já Maria Padilha é representada pela imagem de uma mulher bonita, também elegante, que usa vestido preto e carrega consigo a imagem do cruzeiro.

    O que é Exu?

    Exú é o 1º nascido da existência e, como tal, o símbolo do elemento procriado. Mensageiro dos orixás, elemento de ligação entre as divindades e os homens, a um tempo mais próximo do mundo terreno e mais perto do elevadíssimo espaço celeste por onde transita Òrúnmìlà, é um orixá, é sempre a primeira divindade a receber as oferendas, justamente para que atue como um aliado e não como um rival que perturbe os procedimentos místicos desenvolvidos durante os rituais.

    Coerente com seu lugar mítico privilegiado, é ele que abre esse “corpus mitopoético”. Princípio dinâmico e princípio da existência individualizada, Exu não pode ser isolado ou classificado em nenhuma das categorias.

    Ele é como o axé (que ele representa e transporta), participa forçosamente de tudo. Segundo Ifá, cada um tem seu próprio exu e seu próprio Olorún em seu corpo.

    O nome de exu é conhecido, invocado e cultuado junto ao orixá. E é Ifá quem revela e permite-nos sabê-lo.

    Ponto Cantado de Exu Tiriri e Maria Padilha

    Ponto Cantado Festa do Exu Tiriri

    Letra do Ponto Cantado:

    É meia noite em ponto e o galo cantou
    É meia noite em ponto e o galo cantou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou

    Ele vem da calunga
    De capa e cartola
    E tridente na mão

    Esse Exú de fé
    É quem nos trás o axé
    E nos dá proteção

    Ele é Exú Odara
    E vem nos ajudar
    Com seu punhal ele fura
    Ele corta demanda, ele salva, ele cura, exú é mojubá

    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Eu perguntei a ele o que é Exú
    Ele veio me falar
    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Traz sua falange
    Exú Tiriri para trabalhar

    Exú é caminho, é energia, é vida, é determinação
    É cumpridor da lei, Exú é esperto, Exú é guardião
    Exú é trabalho, é alegria veloz, Exú é viver
    É a magia, é o encanto
    É o fogo no sangue, na veia vibrando, Exú é lazer

    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Traz sua falange
    Exú Tiriri para trabalhar
    Laroyê Exú
    Exú a mojuba
    Traz sua falange
    Exú Tiriri para trabalhar

    Vem seu tranca-ruas, Maria Padilha e Exú Marabô
    Sete encruzilhadas, seu Zé Pilintra aqui chegou
    Maria Mulambo, Maria Farrapo e Dona Figueira
    Dona Sete Saias, Pombo-gira Menina e Rosa Vermelha
    Sete catacumbas, Exú caveira firma o ponto aqui
    E o Exú Capa Preta anunciou a festa do Exú Tiriri

    É meia noite em ponto e o galo cantou
    É meia noite em ponto e o galo cantou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou
    Cantou pra anunciar que Tiriri chegou

    Ponto Cantado A Festa do Exu Tiriri

    Livro Recomendado:

  • A Energia de Maria Padilha

    A Energia de Maria Padilha

    Maria Padilha é uma entidade que representa a energia feminina das pombas giras e cada Maria Padilha trabalha em um tipo de energia.

    Maria Padilha traz uma energia muito parecida com a energia de um comandante e ela sempre trabalha de mãos dadas com a energia masculina de Exu, pois uma energia complementa a outra.

    A energia masculina de exu é complementada pela energia feminina de uma pomba gira, como Maria Padilha, e vice-versa.

    A energia de Maria Padilha é uma energia ativa e ela tem uma habilidade muito grande de levantar a nossa energia.

    Ela usa a cor preta para absorver as energias negativadas e a vermelha para potencializar as coisas na nossa vida, por isso ela é uma pomba gira tão homenageada, assim como todas as pombas giras, que trazem o arquétipo da mulher empoderada, aquela que arregaça as mangas e vai atrás do que quer, do que precisa.

    Maria Padilha também é uma chefe de falange, trabalha no cemitério, na calunga, mas é muito mal interpretada, pois Maria Padilha dança, tem seus amores e é considerada a mulher de Satanás e de Seu Tranca Ruas, no entanto isso só significa que Maria Padilha trabalha muito próxima, tem muita intimidade com o povo da rua, com o povo das encruzilhadas.

    Maria Padilha trabalha nessa vibração e governa como uma mulher empoderada e, sendo uma trabalhadora da linha de esquerda, também trabalha quebrando demandas e forças negativas que possam estar atuando nas pessoas encarnadas.

    Existem diversas vertentes onde Maria Padilha coordena espíritos femininos que trabalham em locais muito diferentes.

    Maria Padilha das Almas ou Maria Padilha da Calunga são aquelas falangeiras que trabalham no cemitério, com os Exus da Linha das Almas, mas há ainda Maria Padilha da Estrada, Maria Padilha do Cabaré, Maria Padilha da Encruzilhada, Maria Padilha do Ouro, Maria Padilha da Cachoeira e muitas outras.

    Maria Padilha é uma pomba gira muito feliz e sorridente, porém muito séria durante trabalho, pois tem a responsabilidade de trazer a beleza e a riqueza.

    Deposita uma rosa vermelha dentro da calunga, do lado esquerdo do cruzeiro, ou então na porteira do cemitério e você estará fazendo uma oferenda à ela, e não precisa ser só para questões amorosas.

    Maria Padilha tem uma beleza forte e a permissão de nos ajudar, ela ativa sua força e sai para a guerra, para ajudar o seu assistido, dá muita importância ao feminino, porque ela é uma das entidades que representam a força da mulher, é dedicada como guia espiritual e, se você cuidar bem dela, ela vai te defender sempre com unhas e dentes.

    Maria Padilha, primeiro, vai lá no fundo da tua alma e puxa o que você tem de melhor, e ela ajuda tanto homem quanto mulher, mas detesta homem machista e mulher submissa.

    Maria Padilha recebe pedidos e homenagens com vela vermelha e preta e com um padê misturando mel com farinha de mandioca, assim ela vai começar a agir na sua vida, tanto na questão financeira quanto na questão amorosa.

    Maria Padilha das Almas e outras falangeiras de Maria Padilha são, na grande maioria, pombas giras guerreiras, acostumadas a pegar no pesado, são entidades que fazem a força da mulher se manifestar, então faça por merecer essa graça de Deus na sua vida!

    A gargalhada de Maria Padilha é para afastar as energias ruins e avisar que ela chegou e vai levar tudo o que houver de ruim no ambiente.

    Maria Padilha é assim e pode te ajudar com todas as características que ela tem. Você pode montar um altar para ela e não precisa que ela lhe incorpore para que você faça oferendas, cultue ou a adore.

    Há várias orações e pontos cantados que você pode utilizar para evocá-la e ela, como uma mulher que em vida foi amante de um rei e dama de companhia, saberá cuidar muito bem de sua vida amorosa, lhe ajudar em suas conquistas e ser uma adorável amiga.

    Maria Padilha também teve filhos, casou-se, mesmo que escondida, e adoeceu fatalmente, o que dá à ela experiência de vida suficiente para que lhe ajude em questões de fertilidade, sexualidade e maternidade, de casamento ou mesmo de saúde.

    Maria Padilha se tornou rainha mesmo após a sua morte e iniciou os trabalhos no mundo espiritual como Exu Mulher, tendo como exemplo de força sua história de vida.

    Como uma das principais entidades da esquerda na Umbanda e no Candomblé, é uma pomba gira de grande força e de muita procura pelos consulentes, repleta de amor, oferece ajuda para concretizar relacionamentos para pessoas que sofrem de paixões não recíprocas e gosta das cores vermelha e preta, de um bom champanhe, de cigarros ou cigarrilhas e de rosas vermelhas, tem uma incorporação rápida e, quando chega, dá a sua gargalhada e dança.

    Maria Padilha aceita muito bem farofa com dendê, que chamamos de padê (esta farofa é uma mistura de champanhe, dendê e farinha de rosca branca), champanhe, cigarros, brincos, pulseiras, colares e velas.

    É uma pomba gira de proteção e iluminação de caminhos, uma preciosa guardiã que tem seus pontos cantados, sua gargalhada e sua vida noturna como referências, além do grande número de pedidos atendidos.

    Afinal, Maria Padilha é bonita, é mulher e sagrou-se como a única esposa de Dom Pedro I de Castela, tornando-se a legítima rainha e exercendo seu poder e influência mesmo depois de morta.

    Maria Padilha tem uma história que a levou a se tornar, talvez, a mais popular pomba gira, considerada espírito de uma mulher muito bonita, branca, sedutora, e que em vida teria sido prostituta grã-fina ou influente cortesã.

    Ela e toda a sua quadrilha construíram uma trajetória de aventuras e feitiçaria de Montalvan a Beja, de Beja a Angola, de Angola a Recife e de Recife para os terreiros de São Paulo e de todo o Brasil, dando à ela a fama de ser o espírito da amante do rei de Castela que se manifesta nos terreiros de umbanda e candomblé, um espírito de pura beleza, que emana muito charme e passa confiança à todos os que procuram por ela.

    Maria Padilha é vista na forma de uma linda mulher de estatura mediano-alta, magra, de cabelos e olhos negros, cabelos longos e lisos, com roupas muito curtas e sensuais e tem um caráter marcante e bem mais forte e autoritário do que as outras entidades que trabalham regularmente com ela, sendo esse um dos motivos por ser considerada a feiticeira das pombas giras.

    Maria Padilha é a pomba gira mais procurada nos terreiros. Segundo pesquisas históricas, ela teria nascido no ano de 1334, em Palencia, na Espanha, e seu nome foi eternizado em brasão posteriormente a sua morte, sendo possível perceber que ela não era uma mulher qualquer.

    Maria Padilha teria deixado um feitiço de amor feito com um espelho, através do qual o Rei se olhou e, enfeitiçado, se rendeu à paixão da jovem moça, que abandonou sua esposa Dona Blanca para viver sua história com Maria Padilha, sendo perseguido por opositores em seu Reinado por isso, mas assim Maria Padilha teve seu casamento com o rei assumido e, com sua morte, foi de protagonista dessa história de grande amor à chefe de falange na linha de Exu, atuando como Exu-Mulher lado a lado de Exus homens.

    Atualmente, Maria Padilha comanda os feitiços e consola aqueles que perderam um grande amor e, em respeito a energia de grande força de Maria Padilha, costuma-se pedir licença antes de adentrar aos espaços destinados à ela.

    Maria Padilha também é impulsiva e apaixonante, procura saber tudo sobre o ajudado antes de esboçar qualquer tipo de favor, no entanto, uma vez que entra em trabalho, ela não sai enquanto tudo não estiver completamente resolvido.

    Maria Padilha, entre dezenas de pombas giras, é uma das mais conhecidas e nos atende como uma boa amiga, forte e poderosa, inimigo nenhum fica no caminho, pois Maria Padilha tem um jeito sútil e meigo de falar, mas uma força gigantesca para defender os seus.

    Maria Padilha trabalha em cruzeiros das almas e cemitérios, gosta de perfume doce e leve, como as rosas, muitas vezes, tem o vestido todo preto e tem predileção igual ao seu principal marido, Lúcifer, pelas navalhas e armas brancas em geral, especialmente aquelas que são afiadas e pequenas, onde se deve ter muita agilidade para não ser cortado.

    Além de se manifestar na forma de energia, também pode manifestar-se como matéria física, e é a consorte de Exu, que é o mensageiro dos Orixás no Candomblé.

    Maria Padilha é um espírito que, na Santeria, funciona como representante da feminilidade no sentido sensual e suas orações servem para invocar diversos pedidos, especialmente relacionados com o amor, sendo evocada, principalmente, para atrair um ente querido, especialmente se ocorreu uma briga, e seus filhos são almas que conseguem atrair boas energias.

    Maria Padilha é uma pomba gira muito conhecida, assim como seus filhos, que absorvem suas características, sendo pessoas boas e famosas.

    Maria Padilha é alegre, leve, confiante e sensual e é importante que se compreenda mais a respeito dela, que costuma ter seguidores realmente poderosos.

    Maria Padilha e seus filhos tem muita confiança e alegria, afinal Maria Padilha consegue interferir positivamente na vida dos seus filhos e tem muita força para liderá-los.

    Com Maria Padilha, tudo se torna mais simples ao seu redor, os resultados vem de uma forma mais rápida, com muito mais determinação e curiosidade, de forma geral.

    Maria Padilha pode ser autoritária e vaidosa e assim também podem o ser aqueles que a seguem. Maria Padilha gosta muito da cor vermelha e preta, ama com muita vontade e, se ela está ao seu lado, você pode tender a amar com muita intensidade, assim como ser adepto(a) de champanhe e até a ser impulsivo(a), cair em vícios com facilidade, ter insônia, ter uma capacidade incrível de sensualizar, características que podem ser tornar muito naturais para quem segue Maria Padilha.

    Maria Padilha tende a dominar os ambientes em que ela está, é boa e é importante dar valor a isso, pois ela transmite a energia de paz, harmonia e da consolação, tem uma energia positiva para abertura de caminhos, atração de amor, poder de atração, fé no que se pode alcançar e gratidão.

    Maria Padilha está sempre transmitindo a força do amor e da fé, escondendo-nos dos invejosos e mostrando a eles que o caminho não é esse, passando segurança, paz e felicidade e sendo padroeira das senhoras damas pombas giras e de todos os espíritos que viveram e sofreram nesta Terra.

    Maria Padilha concede proteção de energias negativas e neutraliza o mau olhado, dissipa as energias estagnadas e maléficas e provê iluminação, amor puro e verdadeiro.

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