Ano: 2023

  • O Símbolo de Maria Padilha

    O Símbolo de Maria Padilha

    Cada entidade dispõe de simbologias, modos de se apresentar e histórias de origem. Nos cultos afro brasileiros, verifica-se isso, cada entidade possui uma história de origem, símbolos e significados em suas manifestações e expressões performáticas.

    No caso de Maria Padilha, seus símbolos são o pássaro, o tridente, a lua, o sol, a chave e o coração. Toda cultura é constituída por símbolos e essa prerrogativa é percebível nos cultos afro-brasileiros, embora eles mesclem elementos do catolicismo e kardecismo, enfatizam valores e símbolos próprios.

    Os símbolos sagrados permitem ao homem encontrar sentido para a vida terrena, mas somente conseguem ter significado se forem aceitos e assimilados.

    Maria Padilha, Rainha das Encruzilhadas em várias partes do Brasil, tem essa relação religiosa e de cultura, sendo considerada uma pomba gira que trabalha forte como uma senhora de todos os tempos e caminhos.

    Maria Padilha é caracterizada por elementos do universo feminino, como uso de vestimentas, joias, pinturas, maquiagem, presentes na contemporaneidade e parte da cultura brasileira e se apresenta nos rituais umbandistas com trejeitos, posturas, indumentária, maquiagem e vestimentas relacionadas a um universo multicultural, cujo conhecimento representa um rico mosaico de investigação no âmbito da religiosidade e do imaginário social.

    Maria Padilha é uma entidade feminina originada da magia europeia ibérica, conforme pesquisas de Meyer (1993), e o nome da entidade surgiu inscrito na literatura histórica hispânica no século XVIII, tendo sua história original mencionada ainda no século XIV.

    Tendo sido Maria Padilha acometida de uma doença da qual veio a falecer posteriormente, recebeu o título de rainha post mortem.

    Maria Padilha expressa em sua performance a vaidade das mulheres brasileiras, embora remeta a uma personagem de origem cigana.

    Maria Padilha é fonte de estudo para a Etnocenologia e uma entidade feminina cultuada na umbanda na categoria de pomba gira, que manifesta uma performance ritual nos terreiros que pode ser analisada tomando em consideração os comportamentos expressivos da entidade, em torno da exibição de um corpo, uma voz, “ganhando” uma imagem espetacular para o olhar do outro, no tempo e no espaço do sagrado.

    Maria Padilha, reconhecida na umbanda brasileira, apareceu no Brasil pela primeira vez na voz de uma feiticeira degredada chamada Maria Antônia, que penitenciada pelo Santo Ofício deixou Lisboa em 1713, a caminho de Angola, onde permaneceu por dois anos, reaparecendo depois em Pernambuco de onde ganhou notoriedade nacional.

    Nas revelações da manifestação física transmitidas pelo corpo de Maria Padilha, ela surge caracterizada pela sua função de lidar com o sagrado e o demoníaco.

    A pomba gira Maria Padilha, essa entidade carregada de energia que demanda criatividade e exercício imaginário em sua composição, com a gama de sentidos evocados em suas apresentações, expressa uma espetacularidade natural e magistral, com trejeitos, posturas, indumentária, maquiagem e cabelo.

    A manifestação de Maria Padilha é uma clara evidência de que nos cultos afro-brasileiros é possível encontrar um rico campo da ação performática, pois a entidade evoca uma espetacularidade natural e magistral, com trejeitos, posturas, vestimentas, permitindo aos espectadores ou participantes do ritual no qual se apresenta, a possibilidade de viajarem em sua história por meio de seus encantos, com estéticas próprias.

    Assim, a visão que se tem de Maria Padilha é na forma de uma linda mulher de estatura mediano-alta, magra, de cabelos e olhos negros, cabelos longos e lisos, com roupas muito curtas e sensuais.

    Maria Padilha gosta, normalmente, de cigarros, champanhe, rosas vermelhas, perfumes, anéis e gargantilhas, batons, pentes, espelhos e farofas feitas com azeite de dendê, e de vestir vermelho, dourado e preto.

    Ela teve um caso de amor muito forte com D. Pedro I, indo além do esperado por muitos que acompanhavam o Reinado naquela época.

    Com Maria Padilha, inimigo nenhum fica no caminho, pois tem um jeito sútil e meigo de falar, mas uma força gigantesca para defender os seus.

    Maria Padilha, no candomblé jeje (fon) é chamada Legba ou Elegbara. No batuque é mais conhecida pelo nome de Bará.

    Maria Padilha era invocada para encontrar pessoas e recuperar bens perdidos, descobrir tesouros e denunciar ladrões, realizar curas e conquistar amantes, destruir inimigos e fazer casamentos.

    Assim como já era em Portugal, a poderosa Maria Padilha logo se tornou um dos nomes mais chamados nas rezas e feitiçarias brasileiras.

    Maria Padilha, morreu alguns meses após a morte de Branca de Bourbon, em Medina Sidonia, durante a pandemia da peste bubônica de 1361 e seus restos mortais foram sepultados em Astudillo, onde ela havia fundado um convento.

    Ela também tem como símbolo a rosa vermelha, o gato preto, o número 7, o punhal, o búzio, o pentagrama, a cruz e o crânio.

    Maria Padilha também é vista como uma mulher elegante e de classe alta, uma das pombas giras mais populares da umbanda, cuja biografia está incorporada à história da Espanha, havendo de se reconhecer que a história de María de Padilla possui elementos suficientes para alimentar o imaginário e sustentar as lendas que envolvem a pomba gira Maria Padilha.

    Maria Padilha é conhecida como uma pomba gira que ajuda sempre que alguém precisa e a invoca e que dá rumo à vida das pessoas que a procuram.

    Maria Padilha tornou-se não só uma entidade, mas sinônimo de uma linha de pombas giras distintas que compartilham características comuns, como Maria Padilha das Almas, Maria Padilha da Encruzilhada, Maria Padilha Rainha etc.

    Maria Padilha já era invocada no Brasil por feiticeiras exiladas de Portugal durante a colonização, mas um reforço dessa presença ocorreu nos fins do século XIX com a publicação, em Portugal, e exportação para o Brasil, do “Livro de São Cipriano”, da Livraria Econômica.

    João do Rio, no começo do século XX, reportou sobre a presença e influencia desse livro e nele se encontram cinco feitiços onde aparece o nome de Maria Padilha.

    Isso foi o começo para que Maria Padilha, também conhecida por dama da madrugada, rainha da encruzilhada, senhora da magia, no Brasil, fosse reconhecida como uma falange/ou agrupamento de pomba-gira/ou inzilas pertencente ao sincretismo das religiões afro-brasileiras umbanda e quimbanda.

    Principais Sub-falanges de Maria Padilha:

    • Maria Padilha do Cruzeiro das Almas – Linha de Omolu-Obaluaê/Iansã
    • Maria Padilha da Encruzilhada – Linha de Ogum
    • Maria Padilha do Cemitério – Linha de Omolu-Obaluaê
    • Maria Padilha da Calunga – Linha de Oxum/Iemanjá
    • Maria Padilha das Sete Catacumbas / Sete Tumbas – Linha de Omolu-Obaluaê
    • Maria Padilha da Navalha – Linha de Oxum
    • Maria Padilha das Sete Saias – Linha de Oxum

    Observação: dependendo da linhagem e de outras características, Maria Padilha escolhe seu parceiro para realizar determinados trabalhos juntos.

    Maria Padilha causa muita repercussão e até mesmo alguns episódios de intolerância religiosa, afinal ela é o símbolo da sedução, do feitiço e do amor e a pomba gira mais procurada nos terreiros, uma importante figura das religiões de origem africana, representada pela imagem de uma feiticeira, capaz de trazer um amor de volta e cuja história permeia envolta de um casamento conquistado à base de feitiço e que gerou grande repercussão por se tratar de um casamento clandestino.

    Nos terreiros espalhados por todo o mundo, Maria Padilha é procurada para realizar feitiços, dar orientação e conselhos sobre amor em troca de presentes bonitos e sedutores, como cidra e rosas vermelhas.

    Maria Padilha não é um Orixá, ela não tem filhos, mas trata seus médiuns como se fossem seus filhos, sendo capaz de fazer muitas coisas na vida de uma pessoa, principalmente agindo nas causas relacionadas ao amor, relacionamento e sexo e trabalhando em afastamento de rivais.

    Mas Maria Padilha não ajuda aqueles que a recorrem com segundas intenções ou com maldade, ajuda apenas aqueles que procuram por amor com a melhor das intenções, por isso para que seu pedido à Maria Padilha dê certo, concentre-se primeiramente na intenção.

    Maria Padilha é um símbolo de beleza, feminilidade e fidelidade, que tornou-se quase um ser mitológico que cresceu em fama ao longo dos séculos e acabou por se tornar a musa de vários autores, desde a protagonista de óperas a ser uma semideusa a invocar nos feitiços do amor, sendo um símbolo de beleza e até luxúria, alcançando a sua fama e adoração tão longe de Sevilha quanto Brasil.

    Normalmente, são oferecidas rosas vermelhas sem espinhos e bem abertas à Maria Padilha, porque botões de rosa fechados sempre foram vistos como um símbolo de pureza e virgindade, o que está longe de ser a realidade da entidade.

    Maria Padilha é a rainha da Espanha e pomba gira no Brasil, conhecida em Sevilha e na Espanha por ter sido amante de D. Pedro I, e reconhecida postumamente como sua legítima esposa, tornou-se a protagonista de uma das mais de 150 óperas ambientadas em Sevilha e uma figura muito popular entre o público em geral por ter protagonizado uma história de amor desaprovada na sua época, alvo de classes mais populares que se encarregaram de alimentar a lenda e torná-los protagonistas durante os séculos posteriores de romances, peças de teatro, lendas e óperas.

    Maria Padilha, no Brasil e no estudo das religiões brasileiras de origem africana, é encontrada como uma personagem e divindade, cuja presença é mais vista na umbanda, uma religião que parece ter se originado em 1908, no Rio de Janeiro, através de uma mistura de diferentes aspectos religiosos e espirituais, como Santeria Católica, espiritualismo, misticismo, esoterismo e religiões tribais do Congo e de Angola.

    Maria Padilha passou assim de esposa-amante do rei a “padroeira” das feiticeiras, um espírito poderoso, mau e infernal, suscitando paixão e devoção, uma rainha castelhana que com o tempo se transformou na mais venerada “deusa” do amor no Brasil, onde é pura beleza, emana muito charme e passa confiança à todos os que procuram por ela.

    Maria Padilha é conhecida, também, por ajudar, em momentos de necessidade, as mulheres que precisam de alguém que possa colaborar com problemas sexuais ou férteis.

    Maria Padilha é uma das principais entidades da umbanda e do candomblé, repleta de amor e oferece ajuda para concretizar relacionamentos para pessoas que sofrem de paixões não recíprocas.

    Tem um caráter marcante e bem mais forte e autoritário que as outras entidades que trabalham regularmente com ela.

    Maria Padilha atende pedidos relacionados à pessoa amada e quebra de feitiçaria.

    Livro Recomendado:

  • Maria Padilha 7 Saias: Histórias, Quem é e Ponto Cantado

    Maria Padilha 7 Saias: Histórias, Quem é e Ponto Cantado

    Maria Padilha 7 Saias é uma entidade representada por uma mulher com características ciganas, usa vestido longo vermelho e preto, carrega consigo uma rosa, tem porte de dançarina e é a única Maria Padilha a ser representada, às vezes, com os cabelos presos.

    O leque, a adaga, a lua, o tridente e o número 7 são seus símbolos.

    A História de Maria Padilha Sete Saias

    Maria Padilha Sete Saias teve sua vinda ao mundo marcada por muito sofrimento. Já na sua infância se dá o início de sua aflição, pois, ao nascer, sua mãe falece por complicações durante o parto.

    Desde então, sofre constantes humilhações vindas de seu pai que passa a culpá-la pela morte da esposa que tanto amava.

    Maria Padilha Sete Saias cresce e, com o passar dos anos, crescem os aviltamentos e já moça passa a ser forçada a fazer todas as vontades do pai, sendo mais uma serviçal do que uma filha.

    Com seu pai, Maria Padilha Sete Saias morava em uma choupana afastada, no lugarejo onde habitavam e, por esse motivo, não vê felicidade em seu futuro.

    Acaba, então, a moça Maria Padilha Sete Saias se relacionando com homens casados e ricos do povoado, vendo aí sua única satisfação.

    Mas a vida não lhe sorri pelos seus envolvimentos e pelo enredo de traições em que se envolve, e as esposas traídas desejam o seu mal a ponto de desejarem apedreja-la.

    Segundo conta a lenda, o motivo pelo qual seu nome é Maria Padilha Sete Saias é porque a moça tinha sete amantes.

    Assim, para cada amante, ela usava respectivamente uma saia. Estes amantes, enciumados entre si, decidem trancá-la em um casebre afastado como modo de puni-la pela vida libertina que escolhera junto aos mesmos, sendo então obrigada a se alimentar de restos de vegetais que se encontravam no interior de seu cárcere.

    Com muito sufoco e força de vontade de viver, Maria Padilha Sete Saias derrubou uma parede velha do casebre feito de madeira e, rastejando pela fraqueza, encontrou uma estrada próxima, onde passava uma caravana de ciganos que a acolheram e cuidaram dela.

    Assim, Maria Padilha Sete Saias tornou-se uma bela moça, que acabou casando com o filho do chefe do clã dos ciganos, o qual tornou-se um homem muito rico, recebendo o título de barão e, provavelmente, ela de baronesa.

    Por vingança, Maria Padilha Sete Saias queria voltar ao lugar que queriam apedrejá-la. O marido, apaixonado e fiel, fez a vontade da esposa comprando o melhor e mais importante casarão daquele povoado e mandando convite a todos para um rico e abundante baile de máscaras, para apresentar a mais nova baronesa daqueles tempos.

    No dia do baile, Sete Saias desceu as escadarias do rico salão com a sua bela máscara e um maravilhoso vestido e todos os seus inimigos a aplaudiram e reverenciaram sem saber quem era a misteriosa mulher, que seria revelada somente no fim da festa.

    Ela chamou a todos ao centro do salão, ainda com a máscara, e todos os convidados já estavam totalmente bêbados, quando ela retirou a máscara revelando-se a todos.

    Os inimigos, indignados por ser ela a mais rica baronesa da região a qual deviam respeito, começaram a condená-la, principalmente o seu pai, que no impulso começou a cobrar carinhos que ele nunca teve a ela.

    No soar de palmas, entraram empregados ao salão, carregando enormes barris de óleo. Os convidados, achando que fazia parte da cerimônia, ficaram aguardando os servos despejarem o óleo por tudo enquanto Maria Padilha Sete Saias e seu marido saíram escondidos, incendiando todo o espaço, matando e vingando-se assim de todos os seus inimigos.

    Maria Padilha Sete Saias, com sua rica charrete, parou em frente ao casarão para ver seus inimigos se incendiando e suas últimas palavras aos seus inimigos foram: “livrarei vocês dos seus pecados com o fogo!”

    Beijando o seu esposo e seguindo a sua viagem. Ela viveu até os 78 anos.

    História esta contada pela sua maior parceria, Maria Padilha.

    Maria Padilha Sete Saias na Umbanda

    Maria Padilha Sete Saias é uma pomba gira muito conhecida e requisitada nos terreiros de umbanda, trabalha muito no lado financeiro e amoroso, ela pode atuar nas 7 linhas da umbanda.

    Não existe apenas uma Maria Padilha Sete Saias. Podemos encontrar Maria Padilha Sete Saias do Cemitério, filha de Iansã que trabalha com um Exu de Cemitério, como Exu João Caveira, por exemplo.

    Ou ainda uma filha de Ogum, que poderá trabalhar com Maria Padilha Sete Saias das Encruzilhadas, que vai trabalhar com um Exu de Ogum, que pode ser Exu Tranca Ruas das Almas.

    Maria Padilha Sete Saias faz parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar e diz-se que suas sete saias representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete.

    Maria Padilha Sete Saias é perspicaz, audaciosa e espontânea, ela é ela, mesmo que isso desagrade às conversões.

    Seu olhar é firme e tem uma energia que transborda alegria e amor, um contato que todos deveriam fazer, pelo menos uma vez na vida.

    Quem é Maria Padilha Sete Saias?

    Maria Padilha Sete Saias é uma entidade mística, que com suas 7 saias, seu colar com 7 voltas, trabalha no mundo espiritual, quando convidada para esse fim.

    Pode ser sua grande aliada nas questões que envolvem o amor, dinheiro, trabalho e saúde. Muito confundida com a Cigana 7 Saias, Maria Padilha Sete Saias pertence a falange de Maria Padilha e de Sete Encruzilhas.

    Maria Padilha Sete Saias é uma mulher que não gosta de brincadeira, aceita brincadeira na hora certa, mas quando está trabalhando é muito séria, transmitindo muita segurança.

    Faz suas mandingas com seus colares, que são vários, de preferência que dão sete voltas, gosta de muitas pulseiras, de beber champanhe e de sua cigarrilha.

    Maria Padilha Sete Saias não manda recado! O que tem que ser dito é dito na hora, não deixa pra depois. Se quer saber a verdade, pergunte à Maria Padilha Sete Saias, caso contrário não diga nada, pois poderá ouvir o que não quer ou o que não deseja.

    Com ela, não existe meio termo, ou é ou não é! O que ela faz e promete ela cumpre, mas se vacilar ela dá o troco, nunca leve na brincadeira o que ela diz e cuidado com o que pede.

    Ela é uma Pomba Gira que alegra os terreiros, fumando, cantando, dançando e trabalhando pelos seus. Para os filhos, que ela trata com absoluto respeito, amor e carinho, Maria Padilha Sete Saias é Mãe, acreditem!

    É a mais doce das mães carnais que qualquer filho poderia ter, se comparada a uma. Conselheira, terapeuta, psicóloga, amiga e mãe.

    Estas descrições talvez consigam permear o todo chamado Maria Padilha Sete Saias. Os hábitos co­muns de uma Pomba Gira em terra são ultrapassados por ela.

    O que se sente quando ela está no plano terreno é paz! Uma segurança incomensurável, uma doçura debochada como à de uma menina mulher.

    Segunda História de Maria Padilha Sete Saias

    Jalusa Correia era uma bela mulher, morena de bastos cabelos negros, tinha ainda magníficos olhos verdes que a todos encantava.

    Aos dezessete anos, se casou e teve dois filhos, que foram por algum tempo a razão de sua existência. Quando estava prestes a completar seu vigésimo terceiro aniversário, uma tragédia abateu-se sobre ela, seu marido e filhos faleceram em um pavoroso acidente de trem e da noite para o dia tornou-se uma pessoa imensamente triste e solitária.

    Por muitos anos, carregou o peso na consciência por não estar com eles nesse momento. Culpava-se intimamente, porque nesse fatídico dia tivera uma indisposição séria e não quisera acompanhá-los na pequena viagem que mensalmente faziam à cidade vizinha.

    O remorso a torturava como se com isso conseguisse diminuir o tamanho de sua dor. Dez anos se passaram até que Jalusa voltasse a sorrir, apesar do coração em frangalhos.

    Foi nesse período que Jorge apareceu em sua vida. O jovem viúvo logo se tomou de amores pela solitária e encantadora mulher.

    Conhecendo o trauma vivido por ela, teve a certeza de haver encontrado a mãe que sua filha precisava. A pequena Lourdes ficara órfã muito cedo e com apenas seis anos não conseguia esquecer a morte de sua genitora, tornando-se uma criança frágil e assustadiça.

    Não demorou muito para que se casassem. No inicio, Jalusa foi exemplar, como mãe e esposa, de repente, sem entender o motivo, começou a odiar a pequena menina.

    Lourdes a irritava, cada palavra dita por ela entrava em seus ouvidos como uma ofensa. A menina apanhava por qualquer coisa, eram palmatórias, surras de cipós e puxões de cabelo que a deixavam inteiramente dolorida.

    Com medo de dizer ao pai o que ocorria em sua ausência, Lourdes foi ficando a cada dia mais amarga e triste.

    Seus únicos momentos de alegria eram os passeios que fazia com o pai. Sempre que Jorge perguntava o que estava acontecendo, ela mentia dizendo sentir saudades da mãe.

    O ódio de Jalusa pela criança só aumentava, cada vez que a menina chegava perto dela, a lembrança de seus próprios filhos a atormentava:

    – Como pode uma criatura indecente dessas estar aqui, viva ao meu lado, e meus filhos lindos, mortos?

    Era sempre nesses momentos que a menina era mais agredida. Um dia, Jorge resolveu fazer uma surpresa e retornar mais cedo a casa.

    Ao entrar devagar para não ser notado, ouviu os gritos: Sai vagabunda! – acompanhado do som de um tapa.

    Abriu a porta justamente no instante em que sua filha era atirada contra um canto da parede. Num átimo, percebeu tudo que estivera ocorrendo em sua ausência.

    Correu até a mulher e a esbofeteou com rancor, exigindo que saísse de sua casa imediatamente. Desse dia em diante, Jalusa passou a morar nas ruas, mendigando e xingando todas as crianças que lhe passassem por perto.

    Às vezes, chorava muito, mas logo se erguia e gargalhava alto. Em uma noite de intenso frio, seu espírito foi arrancado do corpo e levado para zonas sombrias onde, por muitos anos, procurou respostas para as mazelas passadas em vida.

    Depois de ter contato com suas vidas pregressas, percebeu os erros que cometia a cada encarnação onde sempre era a causadora de grandes males causados a crianças e suplicou ajuda para o ressarcimento de suas culpas.

    Hoje, na vestimenta fluídica de Maria Padilha Sete Saias, procura sempre uma maneira de atender aos que a procuram com simpatia e carinho.

    Quem a conhece em terra, sabe de sua predileção por jovens mães e o respeito que nutre por todas as crianças, adotando qualquer um como seu filho e sempre irá defende-lo e punir quem o maltratar.

    Enfim, Maria Padilha Sete Saias está em um caminho de uma grandiosa evolução.

    Ponto Cantado de Maria Padilha Sete Saias

    No vídeo abaixo, você verá um vídeo lançado pelo Canal Macumbaria, onde Juliana D Passos interpreta um ponto cantado de Maria Padilha Sete Saias, composto por Mãe Marluci.

    A letra retrata uma das lendas mais tradicionais em torno da energia da falange de Maria Padilha Sete Saias.

    É a estória de uma jovem que padece do desgosto em não poder viver seu grande amor, pela contrariedade da família.

    É comum que as amigas espirituais que se apresentam sob essa denominação tenham roupagem cigana e gostem muito de acessórios e adornos.

    Elas nos trazem força para a abertura de caminhos e luz para resolver situações difíceis.

    Letra do Ponto Cantado:

    Laroiê dona Sete Saias!

    Sete foram os caminhos, que ela um dia percorreu
    Foi cigana apaixonada, e por amor ela morreu

    Não faz segredo, de sua vida e sua jornada
    Era uma bela menina, até que se apaixonou
    Mas os costumes do seu povo não deixava
    E sua mãe amaldiçoava aquele verdadeiro amor.

    Perdeu sua vida por desgosto e tristeza
    Hoje trabalha na Umbanda, alivia sua dor
    É mulher forte, na calunga ou na praia
    Ela é dona Sete Saias mensageira do amor

    Sete foram os caminhos, que ela um dia percorreu
    Foi cigana apaixonada, e por amor ela morreu

    Não faz segredo, de sua vida e sua jornada
    Era uma bela menina, até que se apaixonou
    Mas os costumes do seu povo não deixava
    E sua mãe amaldiçoava aquele verdadeiro amor.

    Perdeu sua vida por desgosto e tristeza
    Hoje trabalha na Umbanda, alivia sua dor
    É mulher forte, na calunga ou na praia
    Ela é dona Sete Saias mensageira do amor

    Livro Recomendado:

  • Padês para Maria Padilha

    Padês para Maria Padilha

    Quando vamos fazer uma oferenda para Maria Padilha, fazemos o Padê de Maria Padilha. Geralmente, o padê é feito com misturas de bebidas, farinhas, azeite de dendê/oliva ou mel, e colocado em um alguidar.

    Mas, a entidade pode pedir mais algumas coisas, para um padê mais específico, dependendo da necessidade.

    Os padês podem ser para:

    • Agradecimento: é quando queremos apenas agradecer por algo conquistado, ou pela proteção obtida.
    • Fazer Pedido: quando queremos alguma coisa e nos é orientado a fazer o Padê, para qualquer demanda.
    • Obrigação: toda casa de Umbanda ou Candomblé faz, semanalmente, um Padê para Pomba Gira e para Exu, ou apenas um para deixar na tronqueira (casa dos Exus).

    O padê é uma oferenda para Maria Padilha feito, geralmente, com materiais fáceis de encontrar e que podem ser adquiridos por um preço baixo e fará com que os caminhos se abram de uma vez por todas.

    Caso tenha um pedido especial a ser feito, o padê de Maria Padilha pode ajudar. Um padê de Maria Padilha depende de alguns ingredientes básicos.

    Coisas como moedas, pétalas de rosas, açúcar e sal grosso podem entrar em um padê de Maria Padilha, mas não se preocupe, porque realizar o padê de Maria Padilha está longe de ser algo muito complicado.

    Uma vez que já tenha tudo, basta fazer o seu padê, que te ajudará praticamente em qualquer situação. A receita do padê de Maria Padilha é muito simples.

    Padê para Maria Padilha 1#

    Materiais Necessários:

    • Papel
    • Caneta
    • Alguidar
    • 3 xícaras de farinha de mandioca
    • 1 colher (sopa) de mel
    • Espumante ou cachaça
    • Tolha vermelha
    • Vela vermelha
    • 3 cigarros

    Como Fazer:

    O processo tem de ser feito em uma encruzilhada em forma de “T”. Se possível, em um local que tenha contato com a natureza.

    No papel, escreva o seu nome completo. Abaixo, coloque todo o pedido que deseja fazer. Deixe esse papel dentro do alguidar.

    Por cima, jogue a farinha e, depois, adicione meia xícara de espumante ou cachaça (caso não tenha nenhum deles, use outra bebida alcoólica).

    Coloque o mel e misture. A consistência deve ficar semelhante àquela vista em uma farofa úmida. Por cima, adicione azeite de oliva e um pouco de dendê.

    Coloque a toalha no chão e, por cima, coloque o alguidar com a farinha. Além disso, coloque a garrafa de cachaça ou espumante ao lado do alguidar.

    Acenda os cigarros e deixe no local, pode ser ao redor do alguidar. Acenda, também ao lado do alguidar, a vela vermelha para Maria Padilha.

    Com tudo posicionado, realize o seu pedido pessoal e faça a sua oração em prol de receber as bênçãos da entidade.

    Depois, basta deixar tudo no local e ir embora sem olhar para trás. O seu padê de Maria Padilha, portanto, estará finalizado.

    Passados 7 dias, você deve começar a ver os efeitos. O mais aconselhável é realizar o padê de Maria Padilha à noite.

    Outra dica de ouro para o padê de Maria Padilha é realizar o processo quando estiver com bastante disposição espiritual para tal, assim você fará o padê com bastante empenho.

    Existem diversos tipos de receitas para o padê de Maria Padilha. Trate de colocar o seu padê em uma encruzilhada fêmea, aquela em forma de “T”.

    Padê para Maria Padilha 2#

    Materiais Necessários:

    • Papel
    • Caneta
    • 1 xícara de cerveja
    • 2 xícaras de farinha de milho
    • Alguidar
    • Toalha vermelha
    • Vela vermelha
    • 1 colher de azeite de dendê

    Como Fazer:

    Em uma encruzilhada em formato de “T”, forre a toalha no chão. Feito isso, escreva o seu nome completo no papel e anote ainda o seu objetivo com o ritual.

    Depois, deixe esse pedaço de papel sobre a toalha. Posteriormente, coloque a farinha de milho no alguidar e adicione o azeite de dendê e a cerveja.

    Misture tudo e deixe o alguidar sobre a toalha. Acenda a vela vermelha ao lado e faça o seu pedido para Maria Padilha.

    Essa é uma forma mais fácil de fazer o padê. Agora que já conhece essa receita mais simples de padê de Maria Padilha, basta fazer o ritual.

    Há muitas dicas para atrair ótimas vibrações para o seu padê de Maria Padilha. Para começar, pode ser uma grande ideia realizar o ritual apenas quando estiver preparado espiritualmente.

    Pense bem antes de fazer o padê de Maria Padilha, assim os efeitos serão realmente aqueles que espera. Ademais, é importante que realize a simpatia sem que outras pessoas estejam por perto, será mais simples para evitar os erros e acertar a mão com o padê.

    Essas dicas simples te ajudarão com o padê de Maria Padilha, que é muito importante. Seja qual for o seu pedido, o padê de Maria Padilha pode ajudar de uma forma intensa.

    Espere, assim, por todos os efeitos positivos que virão do padê.

    Terceira opção de padê para Maria Padilha: Oferenda para Fazer Pedidos à Maria Padilha

    Padê com Camarão Salgado para Maria Padilha

    Materiais Necessários:

    • 1 alguidar grande
    • Camarão salgado
    • 1 cebola ralada
    • Farinha de mandioca
    • Azeite-de-dendê
    • Rodelas de uma cebola
    • Rodelas de um tomate
    • 1 bife passado no azeite-de-dendê
    • Cigarros ou cigarrilhas
    • 3 velas
    • Fósforos
    • Azeitonas pretas
    • 7 rosas vermelhas
    • 1 garrafa de cidra

    Como Fazer:

    Misture a farinha de mandioca com o azeite de dendê e a cebola ralada e coloque no alguidar. Assente o padê, deixando ele reto e, por cima, comece a ajeitar o camarão salgado, as rodelas de cebola e de tomate, o bife passado no azeite de dendê, os cigarros ou cigarrilhas, as azeitonas e as rosas.

    Leve em uma encruzilhada, coloque o alguidar no chão e acenda as velas na frente do trabalho. Estoure a cidra e sirva na taça para Maria Padilha, deixando a garrafa do lado.

    Reze a oração abaixo e faça seus pedidos à Maria Padilha. Vá embora sem olhar para trás.

    Salve nossa Rainha da noite! Salve nossa tão gloriosa Maria Padilha! São 12 horas em ponto e o sino já bateu.

    Sei que nesta hora, pela força do vento, a poeira vai subir, e com ela também subirá todo o mal que estiver no meu corpo, no meu caminho e na minha casa.

    Tudo se afastará da minha vida. É com a força e Axé de Maria Padilha que meus caminhos, a partir deste momento em que os ponteiros se separam, estarão livres de todos os males materiais e espirituais, pois a luz que clareia o caminho de Maria Padilha também há de clarear os meus caminhos.

    Para isto, estarei sempre de posse desta oração.

    Padê pra Pedir Tudo de bom à Maria Padilha

    Materiais Necessários:

    • 1 vela
    • 1 champanhe
    • 1 rosa
    • Farinha de mandioca
    • Mel
    • Alguidar
    • Papel de presente

    Como Fazer:

    Em uma encruzilhada, acenda a vela e sirva a champagne para Maria Padilha. Coloque a rosa do lado e faça o padê com a farinha de mandioca e o mel.

    Ponha dentro do alguidar e coloque-o em cima do papel de presente. Peça tudo de bom que quiser.

    Conclusão

    Maria Padilha gosta de oferendas e agrados e, com os padês ensinados acima, você poderá agradá-la, e muito, com o que ela mais gosta.

    Pode pedir abertura de caminhos, limpeza, banimento, cura para doenças, ajuda com família, resolução de problemas materiais e espirituais, clareza para tomar decisões, etc.

    Livro Recomendado:

  • Maria Padilha do Inferno: Características, História, Filhos e Imagem

    Maria Padilha do Inferno: Características, História, Filhos e Imagem

    Maria Padilha do Inferno tem o visual mais diferente entre todas as Marias Padilhas ou pombas giras, pele vermelha e uma postura exageradamente erotizada.

    Ela é muito popular por suas imagens de gesso e resina que são facilmente encontradas nas casas de artigos religiosos (geralmente na entrada, onde as pessoas depositam moedas).

    A personalidade dela não é das mais simpáticas, muito soberba e cheia de si, seu senso de ética é muito questionável.

    Muita gente sabe que ela faz coisas que naturalmente não devia ou pelo menos não são comuns de serem executadas por entidades.

    Esta é a pomba gira e Maria Padilha mais velha entre todas, e qualquer coisa que se conhece sobre as outras pombas giras não se aplica a ela.

    Mesmo sendo líder da falange das Rainhas, ela consegue ser única.

    História de Maria Padilha do Inferno

    A história de Maria Padilha do Inferno é conturbada, envolve traição entre irmãs e uma prisão eterna no inferno.

    Confira à seguir:

    Há muito tempo atrás, na época que os homens ainda viviam em pequenas cidadelas, existiu um Rei árabe que era pai de duas princesas gêmeas: a doce Nádia e a perversa Layla.

    Nádia era a mais velha, foi a primeira a sair da barriga da mãe na hora do parto e, por isso era a herdeira do trono.

    Seria a rainha suplente na falta do pai, porém Layla era muito invejosa e queria ser Rainha no lugar de irmã.

    As duas eram belíssimas mulheres idênticas. Nádia era bondosa, virgem, caridosa e honesta, cultuava o dia.

    Layla era malvada, promíscua, mesquinha e torpe, cultuava a noite. Quando o Rei morreu, Nádia subiu ao trono.

    Layla queria muito e passou a desejar a morte de Nádia para que pudesse usurpar o trono, porém não tinha coragem de matar a irmã com as próprias mãos.

    Layla recorreu as forças ocultas e contratou os serviços de uma bruxa chamada Débora Lagarrona. Lagarrona disse à Princesa Layla que se Nádia ainda fosse solteira, ela poderia ser oferecida para ser noiva de um demônio: o Grã Duque Nergal.

    E ele a levaria para as profundezas de Kurnugia, que é um dos andares do Inferno. E de lá ela jamais retornaria.

    Assim, Layla assumiria o trono sendo finalmente Rainha. A bruxa Lagarrona pediu uma série de especiarias para poder invocar a presença do Grã Duque Nergal e Layla forneceu tudo que ela pediu, inclusive fios de cabelo da ingênua Nádia.

    Nergal apareceu para a bruxa e aceitou Nádia para ser sua esposa. Nádia, que naquela hora estava penteando os cabelos diante do espelho, foi puxada para dentro de seu próprio reflexo caindo no quinto dos Infernos, na cama de Nergal.

    O casamento de Nádia e Nergal só poderia ser consumado caso ela fizesse sexo com ele de livre e espontânea vontade, mas ela, que era casta, se negou a deitar com ele.

    Nergal ficou enraivecido, pois se sentia enganado, já que a Bruxa Lagarrona disse a ele que Nádia o desejava como marido.

    Ele sabia que não encontraria facilmente uma mulher linda como Nádia era e, por isto não desistindo dela, a trancafiou no calabouço do castelo e a manteve lá na esperança de que ela temeria o horror daquela cadeia e aceitaria consumar o casamento.

    Com o desaparecimento da irmã, Layla foi coroada Rainha, mas isso não trouxe paz para ela. As irmãs gêmeas tem uma ligação espíritual muito grande e, por isto Layla todas as noites sonhava com Nádia presa na cela no castelo de Nergal e via os horrores que ela passava acorrentada a grilhões.

    Nergal não podia obrigar Nádia a se deitar com ele, pois isso seria um estupro, e um estupro não é sexo, estupro é uma violência.

    Somente sexo pode consumar um casamento, violência não. Nádia se negava a Nergal, repudiava a idéia de se entregar a ele.

    Todas as noites, Layla sonhava com os gritos de sua irmã sozinha numa cela escura. O remorso encheu o espírito de Layla e os sonhos a aterrorizaram todas as noites, de modo que ela quase enlouqueceu.

    Layla se arrependeu do que havia feito com a irmã. Ela chamou novamente a bruxa Lagarrona e pediu que ela invocasse Nergal novamente, mas que dessa vez queria falar com ele pessoalmente.

    A bruxa assim fez e Nergal apareceu para elas duas. O grande demônio olhou para Layla e perguntou: “Nádia? Como fugiu da cela?”

    Layla tinha como plano assumir a identidade de sua irmã para salva-la. Ela disse: “Eu sou sim Nádia, mas a mulher que tu está a manter cativa é minha irmã gêmea. Liberte-a e eu vou contigo.”

    Nergal, em um estalar de dedos, fez Nádia aparecer na sala desfalecida, suja da fuligem do fogo do inferno.

    Layla tomou a mão do demônio e foi com ele para as profundezas, onde consumou o casamento e se tornou sua esposa.

    Nádia retomou seu reinado na Terra e Layla assinou um reinado no inferno. As duas agora eram Rainhas, porém Layla não aceitou ser cônjuge de Nergal apenas, se aliou aos demônios do Inferno e assim ela derrubou o marido e usurpou todo o poder que ele tinha, sendo chamada de Rainha do Inferno.

    Nergal entregou a ela o livro dos mortos e ela até hoje existe como poderosa mulher humana que reina sobre os diabos.

    Layla se tornou a própria Luxúria, o espírito de lascívia, a dona da vaidade que reina sobre as almas condenadas.

    Ela envia para a Terra muitas almas de mulheres que tem o seu caráter, e elas se apresentam como Rainhas do Inferno.

    Deus criou a Luz, mas também criou as trevas. A mulher que tem a pele vermelha que é chamada de Diaba, um dia já foi uma princesa.

    Saravá!

    Maria Padilha do Inferno na Umbanda

    Maria Padilha do Inferno tem bastante força na Umbanda e pode ajudar qualquer pessoa que clamar por ela.

    Possui uma personalidade forte e não aguenta desaforo ou ser passada para trás, sendo uma pomba gira que pune caso seja usada da forma errada.

    Maria Padilha do Inferno deve ser usada para crescer e tornar desejos em realidade, afinal para ela é fundamental que os desejos de seus filhos virem realidade, neste caso, com certeza ela irá apoiar.

    Maria Padilha do Inferno preza pelo que é certo e pune os filhos que agem com injustiça. Ela age apenas de modo correto e ela entende bastante de seus filhos, que tendem a ser bastante pacientes no dia-a-dia.

    A coragem de Maria Padilha do Inferno é enorme, mas ela não é onipotente, ela apenas tem um lado corajoso muito famoso.

    Os filhos de Maria Padilha do Inferno possui um jeito de ser peculiar e recebem como herança muitas características da pomba gira.

    Quem é filho de Maria Padilha do Inferno ajuda a todos e recebem muita energia boa dela, são muito responsáveis, possuem uma noção da vida que faz com que eles prosperem mais facilmente e costumam ter uma posição muito leve diante dos desafios da vida, tendo muita coragem, assim como ela, que encara até os mais grandiosos desafios e problemas.

    Buscar desenvolvimento pessoal é algo natural para os filhos de Maria Padilha do Inferno, que passa muitas boas características à eles.

    Os filhos de Maria Padilha do Inferno ainda prezam muito pela justiça e essa característica também é uma marca da pomba gira.

    Se você suspeita que alguém pode ser filho ou filha de Maria Padilha do Inferno, analise a forma como essa pessoa lida com a justiça.

    O natural também é que os filhos de Maria Padilha do Inferno sejam prósperos, pois a pomba gira consegue abrir os caminhos de tais pessoas.

    Assim, Maria Padilha do Inferno deve ser vista como um símbolo de prosperidade. Ela tem a sua própria falange e sua força é realmente grande.

    Uma boa oferenda para Maria Padilha do Inferno pode ajudar a chegar mais rapidamente a essa entidade.

    Uma oferenda digna da força de Maria Padilha do Inferno deve ter champanhe, vinho, batons, espelhos e bijuterias.

    Para agradar Maria Padilha do Inferno, você precisa investir em coisas boas, afinal ela é muito positiva e a ira de Maria Padilha do Inferno apenas será atiçada se promessas feitas a ela não se cumprirem.

    A força que vem de Maria Padilha do Inferno é muito grande e todos os seus seguidores costumam ser pessoas boas e prósperas, além de muito justas.

    Ela é parceira do Exu Rei das 7 Encruzilhadas e juntos comandam os caminhos na Terra e no Inferno.

    A Imagem de Maria Padilha do Inferno

    Maria Padilha do Inferno é representada por uma mulher sorridente sentada em um trono de rainha, com coroa, capa vermelha e poucas vestes.

    Também é representada com chifres, pele vermelha e praticamente nua. Algumas imagens mais comportadas a representam com semblante mais sério, de forma mais elegante e bem vestida, podendo usar também roupas pretas.

    Maria Padilha do Inferno é associada à caveiras, felinos, serpentes, à sexualidade e ao bom gosto.

    Livro Recomendado: